jun 2010 28

Apesar de sofrer com as mudanças econômicas, a Itália mantém sua identidade, tradição e futebol

por Taiane Martins
blog@blogdacomunicacao.com.br

Berço do antigo Império Romano[bb], a Itália é um país deslumbrante e que agrada os olhos de todo observador. Localizada na Europa Meridional, ela é pólo turístico, gastronômico e possui um dos principais centros de moda do mundo. Sua situação econômica não é a da melhores atualmente, mas é refúgio de uma poderosa economia no qual garantiu no ano passado a sexta melhor reputação internacional de acordo com a National Branding.

Em plena época de Copa do Mundo e sendo a vitoriosa da última edição, onde obteve o título de tetracampeã, o país decepcionou-se pela participação da Squadra Azzurra no Mundial que foi eliminada na primeira fase. O país é marcado pela transitoriedade dos dias e expectativas constantes. O povo italiano se assemelha muito ao brasileiro quando se trata do tradicionalismo e amor pelo futebol. Mas, nas maiores cidades onde o futebol é difundido, o clima está tenso e contraditório. Os italianos na volta para a casa foram recepcionados com vaias e protesto. Agora vão passar por uma renovação.

Os torcedores da Itália são fanáticos pela Azzurra – Crédito: Lionel Bonaventure/AFP

Mas, verdade seja dita a Itália permanece em evidência em diversas outras áreas. Independente de o futebol estar rolando solto na África do Sul, o país continua recebendo seus inúmeros turistas e sobressaindo-se em outros setores. Sou admiradora desse país e o considero lindo geograficamente já que possui montanhas que nos proporcionam vistas maravilhosas e todo arquitetura e estrutura peculiares e de renomados artistas. As pessoas de uma forma geral são bastante sentimentais e se unem para ajudar aqueles que passam por dificuldades.

Socialmente a Itália passa por uma crise de descontrole de suas fronteiras, o que acarretou num alto índice de imigração legal e ilegal que, sabendo da generosidade das leis italianas em relação aos benefícios sociais, não param de solicitar os benefícios previstos por lei, o que desencadeou um enorme gasto público sem ser convertido em desenvolvimento para o país de uma forma geral.

Culturalmente a Itália[bb] é bastante conservadora. Todos os anos as mesmas festas se repetem com os mesmos rituais. Desde as crianças até os idosos, todos participam das celebrações o que demonstra que a Itália conserva as antigas tradições. A culinária é mundialmente reconhecida e admirada. O trigo, os laticínios, os frios (salames, presuntos, entre muitas outras variações de frios) são muito utilizados nos pratos italianos e sua principal bebida é o vinho.

Além do futebol, o ciclismo, o vôlei, o basquete, o automobilismo e o motociclismo são as modalidades esportivas populares na bota. O espírito de competição e a busca incessante pela vitória são fortes características dos atletas italianos. A prática de esportes, a dança, a música, o cinema e o teatro são sem dúvida o entretenimento, a diversão e o lazer da população.

A mídia italiana é bastante crítica em todos os assuntos especificamente em relação à Copa. Estimulam sempre o patriotismo e motivam a população italiana a torcer pela “nazionale”. Entretanto, por serem críticos nunca estão contentes com os jogadores convocados, mas são patriotas e torcem pelo time.

Os tifosi torcem pela seleção italiana nas ruas – Crédito: Divulgação

A saúde é um setor muito bem desenvolvido e organizado. A educação tem como característica ensinar os mais jovens a respeitar os mais velhos. Isso é muito forte na Itália, assim como sempre agradecer, desde o mais simples favor recebido. Outra característica da educação dos italianos é em relação aos relacionamentos conjugais onde se percebe a importância dada ao fator “perspectiva de vida” antes de assumirem qualquer tipo de compromisso com seus cônjuges.

Atualmente a Itália tem passado por uma crise no setor econômico que vem se agravando com o decorrer dos anos. A crise global tomou a sua porcentagem sobre a economia italiana, agravando longas deficiências estruturais e causando a pior recessão desde a Segunda Guerra Mundial[bb]. O sistema bancário tem resistido à crise relativamente bem e autoridades à pressão adequada de estímulo fiscal discricionário, portanto, com déficits fiscais, e tem tomado medidas imediatas para fortalecer as redes de segurança e apoio ao setor financeiro.

Estas políticas foram a resposta certa para a crise atual. Uma frágil e modesta recuperação com base na demanda externa está agora em curso. Para o futuro, será essencial manter a disciplina fiscal, reduzir os encargos da dívida pública, e a implementação de reformas estruturais destinadas a aumentar a economia de crescimento potencial do país. Os setores que mais tem sofrido com a crise são o comércio, crédito e os canais de confiança.

abr 2010 29

por Taiane Matins
politica@blogdacomunicacao.com.br

Estamos em pleno ano eleitoral e percebo que a maioria dos brasileiros não tem nenhum interesse em influenciar nas políticas públicas por não acreditarem que possam exercer algum tipo de poder. E os que acreditam no poder exercido através do voto se sentem traídos por seus eleitos assim que eles assumem o poder e modificam estruturas.

Essa semana ouvi algo que me fez refletir. Um cidadão que utiliza a linha de metrô estava em uma fila imensa na estação Tucuruvi e disse em alto e bom som para que todos ouvissem “A culpa é do Kassab. Não, a culpa é do Serra”, ele se referia a super lotação na estação do metrô de São Paulo. Realmente, a estação estava lotada e as pessoas ao seu redor e que o ouviram simplesmente continuaram seu trajeto, indiferentes. Apenas um homem, que estava atrás dele contestou, dizendo “Não, a culpa é nossa que os colocamos onde estão”.

Esse ano tem eleição – Crédito: Ilustração

Não pude ver que fim levou aquela discussão porque tive que cumprir com outros compromissos, mas a verdade é que fiquei pensando nessa situação. Atualmente, estamos tão acostumados a culpar nossos governantes, sejam eles, o prefeito da cidade, o governador do estado, o presidente do país; que não nos atemos aos fatos, aos verdadeiros culpados.

Não estou dizendo que nossos governantes não são culpados, ao contrário, eles também são credenciados com sua parcela de culpa, pois sabemos dos inúmeros casos de cassação, má administração, péssima distribuição de renda e diversos outros fatores que influenciam nessa minha afirmação, aliás, são polêmicos os casos de corrupção brasileira.

Mas a culpa principal é nossa, cidadãos brasileiros. A maior parte da população não tem motivação política. Para o cidadão comum, política lembra coisas pouco nobres; são famosas as expressões “é coisa de político”, “ele fez maracutaia” e por assim segue. Devemos lembrar, contudo, que os políticos são nossos representantes legítimos, somos nós que os escolhemos, livre e democraticamente, entre nossos próprios membros.

Este ano os políticos vão fazer muita promessa – Crédito: Ilustração

Nesse ano, a decisão de escolher quem serão os governantes está nas mãos do eleitorado. É necessário estar atento as informações, basear o voto em argumentações, analisar histórico, partido, propostas, projetos e idéias do candidato.

Somente o cidadão apto para discernir e cônscio das suas competências junto à sociedade irá comprometer-se com as causas e os fins comuns. Após as eleições, é necessário, cobrar do eleito aquilo que foi prometido para que não sejamos vítimas de engodo e desencantos. Talvez assim, num futuro não muito distante podemos estar satisfeitos com nossas escolhas e com nosso papel de cidadão.

abr 2010 23

É NECESSÁRIO ESTAR BEM3

Escrito por Taiane Martins | Postado em Saúde | Tags: , , , ,

por Taiane Martins
saude@blogdacomunicacao.com.br

Com a rotina corrida do dia-a-dia o tempo que nos dedicamos a cuidar de nós mesmos, é praticamente inexistente. Ficamos fadigados, mau humorados, estressados, simplesmente porque as horas que dispomos para descansar o corpo e a mente é cada vez mais reduzido.

O corpo começa a ficar desgastado e nossa mente fica envolta nos problemas ou tarefas do dia-a-dia como um determinado projeto da faculdade, alguma pendência no trabalho, metas a cumprir, o transito à ser enfrentado, contas que devem ser pagas, a pia que tem que ser consertada, o boletim das crianças, os compromissos agendados e segue-se aí uma lista de várias preocupações e situações. Tudo isso gera a exaustão emocional que está muito próxima ao estresse, o que trás conseqüências sérias para a saúde do corpo e da mente.

Crédito: Ilustração/Reprodução

A exaustão emocional também está atrelada a nossa satisfação por fazer determinada tarefa. Situações que não nos agradam acabam levando ao estresse, pois nos sentimos de certa forma “submetidos” a determinada tarefa, gerando assim uma pressão psicológica. Essa pressão psicológica pode ser tanto externa, situações cujo controle não depende unicamente de uma pessoa, como também pode ter origem interna, como características pessoais e qualidade de vida.

Percebemos quando o indivíduo está exausto, ou sendo pressionado; quando vemos mudanças comportamentais, excesso de pensamentos repetitivos e negativos, falta de apetite, perda de interesse por coisas cotidianas, ansiedade, sensação de desamparo, de incapacidade, baixa ou falta de produtividade. A exaustão na maioria das vezes só pode ser resolvida a partir de tratamentos médicos.

Atualmente, o quadro clínico geral de indivíduos nessa situação é alarmante. A fadiga mental cria diversos distúrbios na nossa sociedade, abrindo ala para lapsos e afins; como exemplo tem-se quadros depressivos, ataques de pânico, enxaquecas, fobias, transtorno de ansiedade generalizada, gastrite nervosa, problemas cardiovasculares, insônia, problemas de pele, diabete e até mesmo infertilidade.

Crédito: Ilustração/Reprodução

 Torna-se mais do que necessário equilibrarmos essa situação em nossas vidas. Cuidados gerais com a saúde, exercícios de relaxamento e de respiração, práticas meditativas, exercícios físicos regulares, alimentação equilibrada, dedicação ao lazer, contato com a natureza, tudo isso, aliado a um suporte familiar e social ameniza as tensões do dia-a-dia e nos ajuda a contorná-las.

É importante encarar os eventos cotidianos de uma maneira diferente. Mantenha um senso de humor durante as situações difíceis, o riso não somente ajuda a aliviar a tensão e manter as perspectivas, mas também parece ter um efeito físico que reduz os níveis do hormônio responsável pelo estresse. A ordem é buscar o bem-estar, visando a qualidade de vida como uma constante em nosso dia-a-dia. Não devemos permitir que o estresse nos deixe doentes, escute sempre o seu corpo e a sua mente.

abr 2010 17

por Taiane Martins

entretenimento@blogdacomunicacao.com.br

Pipoca, refrigerante, cadeira confortável, tela grande, imagens, áudio, risadas, lágrimas, contestações; enfim, uma sala de cinema. No momento em que adentramos na sala somos transportados para uma realidade diferente, a realidade da história que vamos ver, do filme que iremos assistir. Embarcamos na vida dos personagens, nas histórias que são apresentadas, no contexto do filme, na trilha sonora. Damos gargalhadas e risadas, choramos, relembramos histórias pessoais, ficamos espantados, agitados, furiosos, ansiosos e alegres.

Há alguns anos, o cinema foi rotulado como “namoródromo”, devido ao ambiente escuro, confortável e aconchegante. Nessa mesma época existiam os famosos “lanterninhas” que percorria o cinema a procura dos casais de enamorados. Hoje em dia, o cinema é visto mais como uma opção de lazer, claro que ainda existem os “enamorados”, mas não é tão constante.

As características dos filmes exibidos mudaram bastante e hoje a diversidade de gêneros é enorme. Tem-se desde comédia romântica, suspense, ação, terror, comédia, romances, drama, documentários, musicais, até ficção científica e segue-se aí uma série de outros gêneros. Enfim, o cinema tem evoluído cada dia mais e as empresas cinematográficas também.

Poster do novo filme de Tim Burton – Crédito: Reprodução

Um filme muito aguardado para a próxima semana e que provavelmente transportará a pessoa que o assistir para o mundo da fantasia e da ilusão, é o filme do diretor Tim Burton[bb], que foi baseado no clássico da literatura surrealista; “Alice no País das Maravilhas” (título original em inglês: Alice’s Adventures in Wonderland[bb]), escrito pelo professor britânico de matemática Charles Lutwidge Dodgson, cujo pseudônimo é Lewis Carroll.

O livro conta a história de uma menina chamada Alice que cai numa toca de coelho que a transporta para um lugar fantástico, cheio de criaturas peculiares e antropomórficas. Ele revela a lógica do absurdo, pré-existente nos sonhos. Cria enigmas e incorpora nos mesmos, referências lingüísticas e matemáticas. Também mostra uma crise de identidade da personagem principal.

Já a versão para cinema, de Burton, Alice in Wonderland (em Português: Alice no País das Maravilhas), é praticamente uma sequência do original, a personagem “Alice” está com 19 anos e tenta fugir de um casamento arranjado; por isso volta ao País das Maravilhas e reencontra seus antigos amigos. Alice então, embarca em uma aventura, tentando achar seu verdadeiro destino e derrotar o mundo da rainha vermelha.

A singularidade dos filmes já dirigidos por Burton, que exploram principalmente a temática sombria, faz com que o público espere uma produção diferenciada para o clássico atraindo todas as idades. A longa arrecadou mais de R$ 232,6 milhões em sua semana de estréia nos EUA, e ganhou o título de “maior estréia em 3D”. Vamos ver qual a repercussão que teremos no Brasil no dia da estréia oficial que está marcada para dia 23 de abril de 2010.

abr 2010 09

por Taiane Martins

mundodacomunicacao@blogdacomunicacao.com.br

Vocês já pararam para pensar em como os meios de comunicação influenciam em nossas vidas? Vivemos em um mundo cuja globalização atingiu tal ponto que são poucas as comunidades que não tem acesso a algum meio de comunicação. O momento atual tem sido chamado de era das comunicações, já que o avanço tecnológico e o crescimento do acesso aos veículos de comunicação trouxeram inúmeras implicações para o ser social. 

Um dos meios mais influenciadores é a TV. No Brasil, um país em desenvolvimento, onde a exclusão social, caracterizada pelo não-acesso a fatores de qualidade de vida (como educação, saúde, trabalho, moradia, lazer, segurança, etc.), a TV é o veículo de comunicação social mais acessível, mais presente, assumindo um importante papel na vida cotidiana.

A TV, nesse estágio está acessível a milhares de pessoas ao mesmo tempo, e forma multiplicadores de sua realidade ideologicamente montada envolvendo assim, todo o corpo social. É evidente a maneira que a televisão tem alargado sua influência em quase todas as partes do mundo. Ela é tão atuante na vida familiar que tem sido considerada um membro permanente.

De acordo com dados de 2003 divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) 11,6% da população brasileira com 15 anos ou mais é analfabeta, ou seja, tem a televisão como uma das únicas fontes de informação. Aquilo que é apresentado na telinha torna-se verdade absoluta para aqueles que não possuem outros referenciais informativos ou repertório que lhes permita fazer uma leitura crítica do meio.

Os meios de comunicação são responsáveis por passarem a informação e muitos detêm poderes de manipulação e alienação das massas; sugerindo produtos e maneiras de agir, tanto de forma direta como indireta. A publicidade sempre nos mostra modelos perfeitos de ser, de vida ideal e que o expectador pode adquirir, desde que compre determinado produto.

 Os próprios programas de TV e as novelas chegam a mudar as formas de comunicação das pessoas, são adotados conceitos que antes a pessoa não tinha, chegam a alterarem hábitos, posturas, gostos e comportamentos. Quem nunca usou a marca “x” porque a personagem da novela estava usando, ou nunca disse determinada “palavra” ou “expressão” porque determinada pessoa usou na novela? A publicidade na mídia atua de tal forma que vende o “produto”, mas para garantir o Ibope, entreter e fidelizar o público, vende também idéias, valores e conceitos.

Torna-se necessário que sejamos pessoas críticas e não nos deixemos influenciar por tudo aquilo que vemos. Reconheço a importância dos meios de comunicação como parte de nossa evolução pessoal, entretanto não podemos estar sempre predispostos à eles. Devemos possuir nossa própria autonomia, nossa própria identidade.