ago 2011 02

Crédito - Site Ciclo Vivo

por Marcello Ghigonetto

blogdacomunicacao@blogdacomunicacao.com.br

Como muitos não sabem, por anos se discutiu no Congresso Brasileiro a lei que instituía uma Política Nacional de Resíduos Sólidos, sendo um pouco mais claro, foram 20 anos de debate, lobby, quebras de interesses e uma sanção que passou a ser um marco regulatório na área de resíduos no Brasil.

Após 12 meses muitos pontos determinados ainda geram certa desconfiança na população em geral e também ficam a dever quanto sua resolução, afinal empresas se tornam responsáveis pelos produtos ao longo de sua vida útil, ou chamada logística reversa, que se constituiu em um conjunto de ações que facilitem o retorno dos resíduos a seus geradores (empresas), para que sejam tratados ou reaproveitados em novos produtos. Desta forma, a responsabilidade passa a ser compartilhada bem como a logística reversa e a institucionalização das obrigatoriedades nos geradores de resíduos. Já o poder público passa a ter um papel ainda mais importante como viabilizador dos setores, na previsão dos impactos sociais, econômicos e ambientais, buscando um desenvolvimento sustentável ao país.

O governo, prometeu investir algo perto de R$ 1,5 bilhões em projetos de tratamentos de resíduos sólidos, substituições de lixões e implementação de coleta seletiva, além da melhoria na qualidade de trabalho nos chamados catadores.

Talvez a única discordância da lei esta na diversidade regional do país. Para muitos, alguns municípios, pela natureza de sua localização geográfica e modais de transporte, jamais se adequariam as orientações da Política Nacional de Recursos Sólidos, o que mostra que a lei necessitaria de uma certa flexibilização pelo Governo Federal, algo muito pouco explorado até o momento.

Entre seus objetivos, a lei prevê:

–>  Não geração, redução, reutilização e tratamento de resíduos sólidos;

–>  Destinação final ambientalmente adequada dos rejeitos;

–>  Diminuição do uso dos recursos naturais como água e energia, no processo de produção de novos produtos;

–>  Intensificação de ações de educação ambiental;

–>  Aumento da reciclagem no país;

–>  Promoção da inclusão social e geração de emprego e renda para catadores de materiais recicláveis.

Para ser algo tangível de se buscar estabeleceram-se princípios para a elaboração dos Planos Nacional, Estadual, Regional e Municipal de Resíduos Sólidos. “Os municípios teriam como prazo até Agosto de 2012 para que apresentem seus planos municipais de gestão integrada de resíduos sólidos ao Ministério das Cidades”, segundo a Lei 12.305.

Pelo que me consta, pouco se fez para mudar este infeliz quadro, afinal ainda se tem muito trabalho para reverter. Atualmente temos quase mil lixões em aterros sanitários pelos quatro cantos do país, e dois dos principais eventos mundiais a ser realizados por aqui em até 5 anos. Os olhos do mundo estão voltados para o Brasil. É o crescimento a serviço do desenvolvimento sustentável. Mais uma vez, uma política agressiva mas que se torna passiva na concretização de suas medidas.

jun 2011 10
Crédito – Google Images

por Marcello Ghigonetto

mundodacomunicacao@blogdacomunicacao.com.br

Quem não se lembra do jargão “Aconteceu, virou manchete”. Para os púberes da geração Y, algo inaceitável ou incompreensível, para nós jovens “amadurecidos”, uma expressão já utilizada em um passado nem tão recente, mas que hoje se enquadraria como inadequada, pois o próprio sentido da palavra manchete não mais remete a expressão de noticia ou informação.

Para o mundo atual, a informação não tem interlocutores, ela é direta e rápida. São diversos canais para ratificar o positivo ou amplificar o negativo ou descontentamento sobre algo. Para aqueles que ainda duvidam do poder das mídias sociais, uma imensa surpresa de como uma boa campanha refaz uma imagem ou para outros confirma uma estratégia vencedora.

O vídeo em questão é uma campanha da Vivo para o dia dos namorados. Criado pela agência África em parceria com a produtora O2 Filmes, a música Eduardo e Monica, sucesso do Legião Urbana ganha ares de realidade e promove a empresa como interlocutora desta famosa relação. Para aqueles que apresentam ou já tiveram problemas com a Vivo, nem de longe parece ser aquela empresa que dificilmente atende suas reclamações, ou melhor, que tão pouco parece estar preocupada com sua impressão frente ao serviço por ela oferecido, muito pelo contrário, potencializa seus pontos positivos, em um excelente vídeo, vale a pena.

Imagem de Amostra do You Tube
abr 2011 20

crédito: Google

por Marcello Ghigonetto
blogdacomunicacao@blogdacomunicacao.com.br

Ao  verificar a escala de publicações vi que deveria produzir um texto para coluna autos e motos. Como trabalho neste mercado, minhas opções aumentam na busca por uma pauta que agrade ao nossos leitores, mas decidi mudar o foco e dividir uma opinião própria que me gera um certo incômodo. Todos já estão cansados de saber que se analizarmos os preços de carros e motos no Brasil em comparação a qualquer outro país no mundo, teremos duas constações: Primeiro,  a que não existe carro popular, e a segunda, que existe uma diferença brutal entre classes sociais no Brasil em relação ao resto do globo, afinal pagar R$ 30 mil em um “dito popular” em qualquer lugar do mundo é tarefa para classe média alta  tranquilamente.

Outro ponto que não fica claro para o consumidor é a comunicação não horizontal. Todos devem se recordar da campanha do governo quando encontrou reservas de petróleo abaixo da linha do pré-sal e também antes, pela qual o páis passaria a ser auto-suficiente na produção de petróleo, não ficando mais a mercê da especulação internacional quanto ao preço do barril. E claro, hoje somos os maiores produtores de cana de açucar do mundo e pioneiros na produção de etanol, mesmo assim, o preço da gasolina nas principais cidades do brasil atingiu o ápice como os R$ 3,99 em Natal-RN e grande parte de Tocantins e Maranhão.

Pois bem, fica fácil perceber que devemos ser muito persistentes na dura missão de ter um veículo próprio. Agora vamos passar pelas inovações criadas ao longo dos anos. Quem se recorda do kit primeiros socorros que todos deveriam comprar. Enfrentamos alta dos preços e até inflação generalizada dos componentes obrigatórios do kit. E os insul-films que antes eram considerados impróprios, e hoje são tidos como um itém básico de segurança.  Certa vez, perto dos meus 19 anos, eu e meus amigos fomos parados em uma blitz policital. O motivo, a tão famosa película protetora. Conversa vai, conversa vem, fomos obrigados a roer as próprias unhas e depois retirar o adereço do carro com o que restava das mesmas. Muito bom, uma terapia incrível.

Agora as últimas das invenções. Se você se desesperava em ver o seu carro não aprovado na inspeção veícular estadual, para aqueles que residerm no estado de São Paulo, a nova sacada esta na inspeção de ruídos. Com um aparelho especifico, os niveis de ruídos são medidos. Se aprovado ganha selinho, em caso de reprovação novo agendamento. O problema é que com tantos selos, em breve, os motoristas paulistanos serão multados pela Lei Cidade Limpa por propaganda irregular.

Pois bem, tentei ser um tanto leve em meus comentários, mas de certo que tais situações me revoltam e para me expressar, uma piada. Somos obrigados a nos adaptar com leis que com o tempo deixam de existir ou simplesmente deixam de vingar. Somos obrigados a imposições que dificultam o desejo de ter o carro ou moto própria, ao msmo tempo em que o transporte público em nada é melhorado. Pois é, e agora, além de IPVA, DPVAT, Seguro, Controlar, Rúido entre parcelas, temos de ficar atentos para não ter o carro clonado,afinal, o não pagador de multas agora terá o nome sujo junto ao SERASA. É, acho que vou pensar em uma 2º opção de locomoção.

mar 2011 31

Richard Branson

por Marcello Ghigonetto

meioambiente@blogdacomunicacao.com.br

Um dos empresários mais influentes do meio artístico, dono do Grupo Virgin em um conglomerando formado por mais de 300 empresas dos mais diversos ramos de atuação, Richard Branson não mede as palavras quando o assunto em questão é Sustentabilidade e possibilidade de expansão dos negócios. Em sua palestra, o mega milionário surpreendeu em todos os aspectos, seja por defender a mitigação ao mesmo tempo em que apoiaria pela exploração de florestas.

Para muitos o que se viu foi um pragmatismo ambiental, contabilizando entre outros posicionamentos ser favorável ao uso de energia nuclear e de conflitos como os da Líbia e do Oriente Médio, além de sugerir estratégia de posicionamento ao governo brasileiro “Só temos de estar atentos, talvez na floresta tropical tenha petróleo, gás, produtos que não devemos deixar de explorar em um país onde pessoas precisam sair da linha de pobreza” afirma.

Um tanto quanto polêmico, defendeu ainda que esta exploração é uma questão de equilíbrio e sempre haverá quem defenda pontos de vista contrários como no caso do etanol brasileiro, citado como um exemplo para o mundo, mas que mesmo assim desperta em ambientalistas um certo contraponto por entender que para plantação da cana de açúcar serão necessárias debandar uma grande área de florestas, o que na verdade não procede.
        
Entre os poucos pontos que podem ser destacados,  o inglês se mostra focado na busca por uma mudança de postura. “Empreendedores poderiam acabar com os problemas do mundo e não deixar isso para os governantes, eles não conseguiriam”. Para Branson, seriam necessários U$ 300 bilhões em investimentos para pesquisa e produção de energia limpa. Se nos basearmos no ritmo de crescimento de potencias como Brasil, China e Africa, bem certo que em cinco anos a demanda vai exceder ao preço e o barril chegar ao preço limite. “Apenas vocês “Brasil” que descobriram novas reservas de petróleo, estejam fora deste cenário, talvez seja o momento mais propício de negócios e estudos que possam viabilizar a produção de combustível renovável.

Por fim, pode parecer estranho, mas segui a linha de raciocínio adotada pelo próprio palestrante em sua apresentação. Enquanto todos previam um final bucólico, o mais interessante ainda estava por vir. “Muitas empresas a qual eu presido trabalham com energia suja, sobretudo de aviação marítima, aviação e de trem. Talvez se os EUA deixassem o ego de lado, uma parceria com o Brasil viabilizaria a produção de combustível renovável para avião” afirma o empresário que descartou de imediato o uso de etanol brasileiro pois ele congela a 15 mil pés de altura, mas acrescentou que já teve boas experiências com isobutenol a base de algas marinhas.

Virgin Atlantic

Talvez você esteja se perguntando que tipo de ego impediria os EUA de propor parceria ao Brasil, ou que tal uma explicação sobre o combustível de algas marinhas em companhias aéreas com emissão de carbono em níveis mínimos. Pois bem, eu e todos presentes também nos questionamos. Como resposta, “Obrigado pela oportunidade” conclui Richard Branson.

mar 2011 29

Parque Olimpico da Cidade de Londres

Por Marcello Ghigonetto

meioambiente@blogdacomunicacao.com.br

Sem falsa modéstia, muito mais que uma palestra, eu classificaria como uma consultoria gratuita ao COB. Seu nome é Dan Epstein. Sua função esta em desenvolver um plano de regeneração urbana sustentável para Londres, cidade sede das Olimpiadas de 2012. O tema um tanto quanto instigante “Grandes Eventos e Cidades Sustentáveis”.

De inicio, sua fala mansa remete a impressão que teríamos um conteúdo manso e morno. Muito pelo contrário, logo de cara a pergunta. “O Rio de Janeiro deve se perguntar o que quer ganhar com os jogos e não levar ele como uma mera oportunidade”. Para ele, o ideal seria a criação de um instituto que pensasse a cidade como um evento e tirar os proveitos desse com o intuito de herdar experiência e deixar um legado para a população.

Em Londres foram muitos os desafios e ainda hoje a “batalha” persiste. Em seu Parque Olímpico, o terreno antes era abrigado por gangues um tanto quanto violentas. A paisagem de nada agradava, tendo índices um tanto quanto curiosos “A expectativa de vida não passava de 50 anos, estamos falando de um bairro e não de uma cidade” afirma. Buscando uma solução para o então desafio, foram definidos 10 objetivos prioritários:

1º – Emissão Zero de Carbono
2º – Produção Zero de Lixo
3º – Transporte Sustentável
4º – Água Limpa
5º – Biodiversidade
6º – Baixo Impacto Ambiental
7º – Apoio as comunidades locais
8º – Acesso: emprego e negócios
9º – Saúde e bem estar
10º – Inclusão Social

Para Dan, todas as metas estão inseridas no conceito de “sustentabilidade”. Como exemplos alguns dos méritos que já deixaram de ser metas. Londres será a primeira olimpíada que não irá dispor de área de estacionamentos para carros. “Todas as áreas envolvidas com esporte terão acesso a transporte urbano limpo e sustentável, fundamentados na idéia de emissão zero e transporte renovável” mesmo principio adotado durante as obras, pela qual 60% do transporte em deslocamento de materiais para construção utilizando ferrovia.

Dan Epstein

Outro ponto de destaque se deu pela área desabrigada. No total foram demolidos 240 prédios. Deste montante, 77% totalmente reciclados para utilização em outras operações. Os rios no entorno do parque foram despoluídos para transporte por hidrovias. E para mim, o mais incrível. Conhecido como a cidade do chá, a cobertura de um dos ginásios recém construídos, é totalmente inusitada e fruto da reciclagem de 14 milhões de xícaras.

Ainda segundo Epstein, o mundo está olhando o Rio e para o governo brasileiro. “Coloquem de lado os problemas e a maneira tradicional de trabalhar. Reúnam todos, coloquem o ego de lado e trabalhem juntos. O prêmio é enorme: 4 bilhões de pessoas estarão olhando para isso”, destacou. “Digam aos políticos que eles passarão a ser amados depois disso”, concluiu Epstein, que foi bastante aplaudido pelo público que participou do primeiro dia do 2º Fórum Mundial de Sustentabilidade promovido pelo LIDE (Grupo de Líderes Empresariais) e realizado pela Seminars, no Hotel Tropical, em Manaus (AM).

mar 2011 28

Por Marcello Ghigonetto

meioambiente@blogdacomunicacao.com.br

Em um primeiro momento a curiosidade em conhecer e ver de perto um astro de cinema é notório, são diversos flashes, um número expressivo de jornalistas curiosos e uma dose extra de tensão para o discurso do então debatedor. Um dia antes, o também participante, diretor e cineasta James Cameron em cia do ator, participara então de uma reunião na região de Altamira, no Pará, com lideranças indígenas, cujo tema central seria a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte.

Para alguns especialistas, uma nova oportunidade de se criticar tamanha iniciativa, afinal, em sua edição anterior James Cameron se intitulou “estrangeiro arrogante” por se mostrar contra, mas para aqueles que tinham a certeza que esta seria a postura, a primeira de muitas surpresas. Para ele, “Todos devemos adotar um discurso conciliar. Para haver uma solução deve-se sempre ouvir as duas partes para que em conjunto, agente consiga conservar o planeta da melhor forma possível” conclui.

Com o cenário montado, inicia-se o espetáculo. De forma didática transparece as dificuldades encontradas no inicio de seu mandato. Ainda em 2003, a Califórnia apresentava um atraso quanto a investimentos em infra-estrutura. O panorama assustava se tratando de um estado altamente rentável e com potencial de crescimento acima dos dois dígitos. Mas como alinhar este crescimento econômico com políticas que não agredissem o meio ambiente ainda mais.

Mobilização e sinergia entre as partes interessadas foram a primeira e grande “sacada”, na busca de ideais que incentivassem a criação de uma política de “energia verde”, pelo qual os heróis seriam os próprios populares e não os governantes, descrito como mero representantes da base legal. “As pessoas, neste item classifico público em geral e governantes, não sabem o que é sustentabilidade. Aquelas que sabem, acham em sua maioria que é uma obrigação do governo. O ideal agora será mostrar que todos nós podemos contribuir com um meio sem agressão e mitigar as ações desenvolvidas em um passado recente.

Entre as diversas medidas implantadas, destacam-se a meta aprovada para redução das emissões em 80% até 2050, dos níveis atingidos em 1990. Destaque também para  a lei que  proíbe a abertura de empresas que não informarem o destino e o que fazem com os resíduos sólidos das atividades a qual exercem.

Quando o assunto se vira para o Brasil, uma boa noticia e mostras de uma política altamente agressiva na busca de liderar os estudos na produção de biocombustível, com papel de destaque no cenário mundial. “Vocês dispõem de um país exemplo nas questões de políticas verdes. O uso do etanol em sua produção interna reforça e levanta premissas importantes”. diz Arnold.

Já concluindo deixa um recado para aqueles que acreditam poder conviver em uma harmonia saudável entre meio ambiente e sociedade produtiva. “Cada um de nós devemos fazer nossas parte. Não é correto exercer pressão no governo se as pessoas não sabem ao certo o significado de sustentabilidade”. Para ele, o mais difícil para aqueles que trabalham com Sustentabilidade é acreditar que todos fazem a diferença, e que por mais que sua luta seja sozinha e árdua, o resultado é sempre válido. 

Como legado de seu governo, inaugurou investimentos em infra-estrutura na ordem de U$ 60 bilhões, ajudou no desenvolvimento de combustível a base de algas marinhas para utilização de toda marinha dos EUA, hoje já em prática, além da construção do maior parque eólico do mundo, entre outros, etc. Mas sem dúvidas o mais importante. “Mostrei ao mundo que a causa que amedronta é aquela que não se acredita. Trabalhar com meio ambiente é saber equilibrar ego/ interesses, com desenvolvimento responsável. È difícil e desafiador, mas os resultados, classificados como intangíveis a médio e longo prazo, me fazem acreditar que a SUSTENTABILIDADE já não é mais uma onde, uma moda, e sim um modelo de vida a seguido, conclui.

Obs: A Nota triste fica por conta de parte da imprensa presente na coletiva do Arnold que em um momento, comentava sobre o ex-governador e atual senador do estado do Amazonas “Queria agradecer meu amigo mexicano, mil desculpas, meu amigo brasileiro Eduardo Braga”. Foi uma distração de momento e todas as pessoas que cobriam o evento mencionaram que ele confundiu o estado e o momento, uma pena realmente.

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