out 2011 17

QUEM NÃO DEVE NÃO TEME2

Escrito por João Paulo Denófrio | Postado em Política | Tags: , , , ,

Por João Paulo Denófrio

politica@blogdacomunicacao.com.br

Foi a vez do ministro dos Esportes, Orlando Silva, ser apontado pela revista Veja como integrante de um suposto esquema de corrupção na pasta. Ele foi pego de surpresa lá em Guadalajara, no México, enquanto acompanhava o comitê brasileiro. Ficou irritado e negou envolvimento com o caso, mesmo assim, o ministro teve que voltar às pressas para Brasília a fim de dar explicações exigidas pela presidente Dilma Rousseff, antes que ela embarcasse em uma viagem oficial à África.

De acordo com a revista, o suposto esquema teria desviado cerca de R$ 40 milhões dos cofres públicos. O montante teria sido desviado do repasse de verbas do programa para organizações não-governamentais.

Ministro dos Esportes, Orlando Silva, nega envolvimento em suposto esquema de corrupção - Crédito: Agência Brasil

 Orlando Silva pediu que a Polícia Federal investigue as denúncias, colocando-se no ditado “quem não deve não teme”.  Dilma exigiu que o ministro acompanhe as investigações e deixe tudo às claras.

 

Com a manobra, Orlando Silva ganha tempo no cargo, mas o medo de mais uma queda ministerial ainda ronda o Palácio do Planalto. Isso porque a oposição já se movimenta. O PSDB quer uma ampla investigação sobre o suposto esquema de corrupção no ministério dos Esportes. Cinco ministros já caíram desde a posse da presidente em janeiro desse ano.

 

out 2011 10

HORA DE ENCARAR OS PROBLEMAS DE CASA1

Escrito por João Paulo Denófrio | Postado em Política | Tags: , , , ,

Por João Paulo Denófrio

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A presidente está de volta ao Brasil depois de fazer história ao discursar na ONU e de um tour pela Europa. Na bagagem, Dilma Rousseff traz acordos comerciais, apoios, além de pedidos de ajuda em meio a uma ameaça de crise internacional.

É hora de a presidente arregaçar as mangas e começar a cuidar da lição de casa, além de levar em conta que o Brasil não parou. Essa semana Dilma deve ouvir do ministro da Fazenda, Guido Mantega, que o Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre do ano deverá ser menor que o esperado, refletindo o mesmo recuo esperado para a base anual.

 

Dilma terá semana agitada após série de viagens - Crédito: Presidência da República

 

No campo político, ela precisa escolher quem será a futura ministra do Supremo Tribunal Federal, com a aposentadoria de Ellen Gracie. Dizem nos corredores do Palácio do Planalto que a presidente criou um pequeno grupo que vai lhe ajudar na tarefa.

 

Dilma deve ainda se concentrar em mudanças estratégicas que deverão ser feitas em breve no governo por causa das eleições municipais de 2012. Muitos ministros e assessores devem deixar os cargos para concorrer. Pelo PSD, por exemplo, foi praticamente efetivada a candidatura do ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, à prefeitura de São Paulo.

 

set 2011 26

Por João Paulo Denófrio

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A presidente Dilma Rousseff voltou a ser o centro das atenções no mundo. A primeira mulher a abrir a Assembleia Geral das Nações Unidas deu o tom dos debates na semana passada, fez cobranças aos países ricos e defendeu os palestinos. Não é à toa que toda essa disposição lhe rendeu a capa da revista americana Newsweek, uma das principais do mundo: “Dilma Dinamite; onde as mulheres estão vencendo”.

Recentemente eleita a terceira mulher mais poderosa do planeta, a líder brasileira deve mesmo aproveitar esse reconhecimento mundial e brigar por causas difíceis, que já eram defendidas por seu antecessor, Lula. Uma delas é um assento permanente para o Brasil no Conselho de Segurança da ONU, apesar das potências que o integram (EUA, Reino Unido, França, Rússia e China), com exceção de Paris, serem contra a reforma.

 

Dilma é capa da revista Newsweek - Foto: Arte

 

Se lá fora a imagem de Dilma lembra poder e audácia, em terras tupiniquins sua imagem está muito desgastada. A presidente já não causa mais o furor do começo do governo, teve queda no índice de aprovação e tenta se desassociar dos escândalos dentro do seu governo que já derrubaram 5 ministros. A presidente se foca no trabalho para mostrar que as promessas de campanha não foram esquecidas, além de mirar a nova crise internacional que, segundo ela, poderá impactar no Brasil.

 

Na ONU, Dilma Rousseff declarou que vai contar com o apoio da mídia brasileira para “limpar” seu governo de novos casos de corrupção. A mesma imprensa que bate também exalta a presidente aqui e lá fora.

 

set 2011 19

MEXE AQUI E CONSERTA ALI1

Escrito por João Paulo Denófrio | Postado em Política | Tags: , , , ,

Por João Paulo Denófrio

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O governo federal resolveu não dar a cara para bater e parece que, pelo menos por enquanto, vai deixar de lado a criação de um imposto que substitua a extinta CPMF. Na verdade, foram remanejados recursos de outras taxas para suprir a ausência do imposto sobre o cheque. O resultado foi tão bom que o montante arrecadado pela União já superou o de 2007, ano da extinção da CPMF.

Desde o fim do imposto, o Palácio do Planalto elevou as alíquotas do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), da CSLL (Contribuição Social sobre Lucro Líquido) e das parcelas de lucros de empresas estatais que são repassados ao Tesouro Nacional. Uma avaliação preliminar estima que a arrecadação conjunta desse trio chegue a R$ 101,3 bilhões, o equivalente a 2,5% do PIB.

 

Impostômetro estabelece recorde atrás de recorde em arrecadação - Crédito: Euclides Oltramari Jr./AE

 

Nas últimas semanas, havia uma batalha nos corredores do Congresso entre governistas e a oposição a respeito da criação de um imposto para ajudar na saúde. A presidente Dilma Rousseff evitou entrar na guerra, mas defendeu que o novo imposto seria eficaz se tivesse uma aplicação correta do dinheiro arrecado.

 

É válido lembrar que, há muito tempo, o Brasil ocupa uma das primeiras posições do ranking mundial de encargos tributários. Na semana passada, o Impostômetro, um painel instalado no centro de São Paulo, registrou a marca de R$ 1 trilhão em impostos pagos pelos brasileiros apenas este ano. A primeira vez que essa marca foi atingida, já em setembro, tinha sido em 2008.

 

set 2011 02

POR TRÁS DA FOME NA ÁFRICA1

Escrito por João Paulo Denófrio | Postado em Internacional | Tags: , , , ,

Por João Paulo Denófrio

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Os apelos das Nações Unidas por doações de alimentos e recursos para a África se tornaram mais frequentes, nos últimos meses, devido à grave seca que atinge o nordeste do continente. Os campos de refugiados não param de crescer e milhares de pessoas estão à beira de morrer de fome.

Os africanos sofrem até hoje com o resultado da exploração ocidental que varreu boa parte dos países nos séculos XVIII e XIX. Não é novidade para o mundo que ali há carência de tudo, principalmente de infraestrutura básica que garanta o mínimo para sobrevivência. Os pequenos bolsões que se destacam como África do Sul, Egito e Marrocos são exceções frente aos problemas de Somália e Etiópia.

 

Campos de refugiados da África não param de crescer - Crédito: Abdi Hajji Hussein/Efe

 Algumas empresas olham com certa compaixão e abrem os bolsos para ajudar. Essa semana, a ONU recebeu a maior doação privada de sua história: US$ 62 milhões da multinacional sueca Ikea, que será distribuída ao longo de três anos. O montante já tem destino certo, que é o maior campo de refugiados do mundo, Dadaab, no Quênia. Lá vivem 440 mil somalis, sendo que 152 mil chegaram há pouco tempo por causa da seca na região conhecida como Chifre da África.

As Nações Unidas anunciaram que vão intensificar a distribuição de alimentos em campos de refugiados da Etiópia porque foi registrado um aumento alarmante na taxa de desnutrição aguda nessa região. As crianças são as maiores vítimas desta catástrofe humanitária. A China também participa dos esforços para ajudar os africanos. Infelizmente, a ONU depende da caridade dos governos para ajudar no combate à fome no continente, algo que não está no topo da agenda dos países. Ultimamente a única preocupação egoísta é com o risco de uma nova crise financeira.

 

 

ago 2011 29

Por João Paulo Denófrio

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A presidente Dilma Rousseff começou a semana participando de encontros importantes com as áreas de economia do governo, a base aliada e até sindicalistas. O objetivo não foi falar só sobre o risco de uma nova crise financeira mundial, mas também medidas de prevenção que poderiam ajudar a combater, inclusive, a crise política interna.

A ideia do governo é ficar de olho no superávit primário para aí sim pôr em prática o que muitos governos prometem há tempos: reduzir de forma “decente” a taxa básica de juros, que atualmente está em 12,5% ao ano – uma das mais elevadas do mundo. Os sindicalistas estão confiantes de que a queda possa refletir na geração de mais empregos e em outros resultados positivos para as indústrias e o comércio.

Dilma anuncia medidas econômicas contra crise - Crédito: Evaristo Sá/AFP

Primeiro, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, decidiu ampliar de R$ 81 bilhões para R$ 91 bilhões a meta de superávit primário, que representa o quanto o governo pretende economizar. E não é nenhum esforço não, já que novamente a arrecadação com impostos foi recorde. Segundo Mantega, esse aperto nos gastos deve resultar na manutenção da aceleração da economia, no crescimento de forma geral e irá refletir na taxa de juros.

É fato que Dilma está mirando vários aspectos em medidas como essa, até a avaliação sobre o andamento do governo. Tudo o que ela menos quer a saída de mais um ministro em meio a denúncias da imprensa. Portanto, mantendo a economia em franco aquecimento, será o bastante para afastar o Brasil da quebradeira mundial e evitar críticas internas sobre seu governo.

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