ago 2010 31

Amanhã começa a contagem regressiva para a celebração do Dia Mundial Sem Carro. No dia 22 de setembro, o mundo comemora uma data especial a favor do uso de transportes não motorizados ou de uso público como alternativa aos veículos individuais.

O site Eco Desenvolvimento (www.ecodesenvolvimento.org.br) divulgou nas últimas semanas, sites interessantes para você ficar por dentro de algumas ações que estão acontecendo ao redor do mundo; são medidas para adotar uma mobilidade sustentável:

 

Crédito: Divulgação

Um pouco de história

O movimento começou em algumas cidades da Europa nos últimos anos do século 20 e, desde então, vem se espalhando pelo mundo e a cada edição tem ganhando mais adesões nos cinco continentes. O movimento é um manifesto ou reflexão sobre os gigantescos problemas causados pelo uso intenso de automóveis, sobretudo nos grandes centros urbanos. É um convite ao uso de transportes sustentáveis.

Informações da campanha em Belo Horizonte

“Beagá” tem aderido o movimento Dia Mundial Sem Carro, de forma tímida, porém, crescente a cada ano. O movimento tem sido feito com campanhas e fechamento de ruas para uso exclusivo de pedestres. Em 2005, foi realizada a primeira pedalada promovida pelo MTB-BH. Em 2006, o pedal – manifesto se repetiu, dessa vez fazendo parte da programação oficial da data, e contando com cerca de 170 ciclistas. E desde então o número vem aumentando a cada edição.

E você tem informações de como é feito em sua cidade? Deixe seu depoimento.

ago 2010 17

Por James Freitas

cidades@blogdacomunicacao.com.br

São Paulo e trânsito são sinônimos!  exceto aos domingos, não há como pensar na cidade sem o habitual e estressante trânsito que beira o caos! No entra e sai de governos que passam tanto na esfera estadual como no município o desafio sempre é o mesmo: Remediar uma situação caótica! Poucas vezes vemos uma ação preventiva e planejada para que a cidade tenha condições de suportar o trânsito nos próximos anos. Talvez seja esse o grande entrave. A grandeza de São Paulo é proporcional ao trânsito.

Das últimas grandes novidades para domar o trânsito na megalópole destacamos a criação da nova pista na Marginal Tietê que tem ajudado a melhorar o trânsito gradualmente. Recentemente foram anunciadas novas medidas para o controle do tráfego na principal via da cidade. A restrição de Motos  na pista expressa da Marginal Tietê.

Divididos em três turnos, 42 agentes de trânsito da CET e 23 policiais militares do CPTran estão desde segunda-feira, 17 de agosto, posicionado em pontos estratégicos e nos principais acessos das pistas central para a expressa da Marginal Tietê para fiscalizar os motociclistas que desrespeitarem a nova regulamentação.Geralmente fica um grupo de pessoas nas pontes da cidade fiscalizando e se for necessário multando as motos que desobedecerem a medida.

Transitar em local e horário não permitidos pela regulamentação é uma infração média, com perda de 4 pontos na carteira e multa de R$ 85,12. Para informar aos usuários da via sobre a proibição, a CET vai colocar faixas de orientação nas pontes que transpõem a Marginal Tietê, além das placas de regulamentação que já estão instaladas na via.

No dia 2 de Setembro é a vez de começar a multar os caminhões que a partir dessa data não poderão mais circular das 5h às 21h, de segunda a sexta-feira, e aos sábados das 10h às 14h pela Marginal Pinheiros – entre as pontes do Jaguaré e Morumbi – e pelas avenidas dos Bandeirantes e Roberto Marinho, na Zona Sul. Lembrando que no ano passado a prefeitura também realizou restrição aos ônibus fretados. O que gerou muita polêmica no inicio

E você? Como você avalia a restrição imposta pela prefeitura e estado aos fretados, motos e ônibus? Acredita que tais medidas resolvem de vez o problema do trânsito em São Paulo? Opine, critique, sugira o mais importante é participar! Agora é com vocês….

*Fonte: Estadão

ago 2010 10

por Guilherme Freitas
cidades@blogdacomunicacao.com.br

Na última sexta-feira, dia 6 de agosto, completaram-se 100 anos do nascimento de João Rubinato, ou simplesmente Adoniran Barbosa. O grande poeta do samba paulista, assim como o Corinthians[bb], comemora seu centenário em 2010. Falar de Adoniran é falar de São Paulo, essa metrópole tão diversa e apaixonante. Cada verso de seus sambas nos faziam lembrar ou imaginar a paulicéia de muitos anos atrás. Irreverente, ele também foi ator e humorista, e compôs clássicos do samba que foram muitas vezes cantados pelos Demônios da Garoa e até hoje estão na boca do povo.

O gênio do samba Adoniran Barbosa – Crédito: Reprodução

São Paulo é sempre retratada por Adoniran, embora ele tenha nascido em Valinhos e chegado a capital paulista na adolescência. “Saudosa Maloca” é um clássico que fala sobre a demolição de uma habitação humilde que deu lugar a um prédio alto e novo. Hoje quando vejo alguns edifícios abandonados no centro de São Paulo, me recordo da canção. Outra das minhas favoritas é “Iracema”, que tem a Rua São João como destaque. Sem falar do “Samba do Arnesto”, retratando o bairro do Brás[bb].

Sou paulistano e sempre vive nesta cidade. Curiosamente, moro no bairro do Jaçanã, o mesmo retratado por Adoniran na música “Trem das Onze”: Não posso ficar nem mais um minuto com você/ Sinto muito amor, mas não pode ser/ Moro em Jaçanã/ Se eu perder esse trem/ Que sai agora as onze horas/ Só amanhã de manhã. A música imortalizou este bairro na zona norte. Qualquer morador daqui, conhece a canção e a canta com muito orgulho.

Quando escuto os sambas de Adoniran, me vem a mente uma São Paulo diferente, como a das fotografias antigas. Imagino na minha cabeça como era a cidade nos anos 1950 ou 1960, quando o poeta compôs seus sambas e sucessos. Sempre quando ouço seus versos, meu amor e carinho por São Paulo só aumenta. Parabéns ao eterno poeta!

Escute abaixo o clássico “Trem das Onze” e caia no ritmo do samba!

Imagem de Amostra do You Tube

ago 2010 03

CIDADES E SEUS CLIMAS3

Escrito por Isaque Criscuolo | Postado em Cidades | Tags: , , , , , ,

por Isaque Criscuolo

cidades@blogdacomunicacao.com.br

Se existe algo que detesto com todas as minhas forças é frio ou calor extremos. No frio, os banhos são a parte mais difícil. No calor, o suor incomoda o tempo inteiro. Pior ainda é passar as férias em um desses extremos e ninguém merece sofrer em tempos de folga.

Costumo ir ao nordeste em meus períodos de ócio e vida mansa. Mais especificamente à minha cidade natal, Aracaju. Gosto do verão por lá, apesar das altas temperaturas que são compensadas pelas praias. Só assim dá para suportar o calor.

Falando ainda em extremos, nessas férias pude notar algo curioso. Em São Paulo, cidade que moro e estudo, o inverno é caracterizado pelo frio e o clima seco, sem chuvas. Em Aracaju, o inverno é caracterizado por um clima mais agradável, nada dos 30°C comuns do verão, e úmido. Um tempo perfeito para descansar, sem extremos.

Orla da Atalaia, Aracaju

E tudo graças à diversidade geográfica de nosso país e seus diversos climas. Desde o Equatorial úmido, no norte do país, ao Subtropical úmido, no sul. E dessa forma, em estações comuns, desfrutamos da possibilidade de escolher o clima que mais gostamos. Seja frio e seco ou quente e úmido.

Outro fator que pode influenciar no clima é a proximidade com o mar. Cidades litorâneas são sempre mais úmidas, enquanto as continentais (internas) são mais secas. Exemplo disso é Brasília, de clima predominantemente seco.

Portanto, quando quiser escolher uma cidade para passar as férias, pesquise um pouco sobre o clima e aproveite o descanso. Até porque, como já disse acima, ninguém merecer sofrer em seus tempos de folga.

jun 2010 07

Tradição da cidade, as barracas de praia fornecem lazer e trabalho a milhares de Soteropolitanos.

Por Henrique Oliveira
cidades@blogdacomunicacao.com.br

Quem conhece Salvador sabe que um dos maiores traços culturais e econômicos da cidade está em suas praias: as famosas barracas da orla da cidade simplesmente são um ponto de identificação e de sustento de muitos soteropolitanos. É lá que muita gente se encontra, ouve música, se diverte e tira boa parte da sua fonte de renda… Em outras palavras é na orla que muitos habitantes da cidade criaram sua vida cultural e seus momentos de lazer e trabalho. E muito dessa “cultura”, sem sombra de dúvidas, está ligada às dezenas de bares que se localizam nas areias das praias. “Desde que me entendo como gente freqüento barraca de praia, moro perto daqui (da praia de Piatã) e tem gente que só encontro nesses estabelecimentos, sem falar que os barraqueiros ajudam a deixar as praias mais limpas” diz Daniel Serva, cientista, ao defender a tradição á qual se acostumou.

O problema de tudo é que, contrariando a visão do Daniel Serva, a reboque dessa “tradição” da cidade, o que encontramos todos os fins de tarde na orla da capital baiana é uma verdadeira onda de poluição. Ao final dos dias, a maioria das praias de Salvador está completamente suja. Copos plásticos, restos de comida, fezes, recipientes vazios, esgoto de banheiro e toda uma gama de detritos emporcalham as nossas praias. E tudo isso nos faz questionar a relevância real das famosas “barraquinhas” – é assim que, popularmente, os bares de praia são conhecidos na capital baiana.

O outro ponto que endossa a polêmica é estético: muitos defendem que as barracas de praia de Salvador deixam a cidade e sua orla mais “feias” (nunca é demais lembrar que qualquer critério de beleza é enviesado, subjetivo). Defendem, então, uma praia mais “carioca”, com areia livre e quiosques mais afastados. Essa é, inclusive, a posição do prefeito da cidade, João Henrique (PMDB), que, por meio do seu Twitter, recentemente afirmou acreditar que a melhor proposta para Salvador seja “colocar as barracas nos calçadões”.

E parece mesmo que o poder público, em suas outras esferas, aposta nesta ótica do prefeito. Afinal, o famoso e apoiado  “Projeto Orla” da prefeitura, desde 2006, prevê uma ação de revitalização de quase 540 Barracas. Foi justamente deste projeto que partiu a polêmica: os barraqueiros, inconformados por terem que deixar seus locais de trabalho, e receosos com resultado final da intervenção do governo, conseguiram, por meio de ação judicial, uma paralisação das obras ainda em 2006. Essa paralisação se arrastou por uma sequência enorme de recursos e decisões paliativas, até culminar na reforma incompleta de apenas algumas poucas barracas, que foram refeitas em alvenaria e com telhas de madeira.

Anos mais tarde, precisamente no mês de março deste ano, foi divulgada a decisão do Juiz Federal Carlos D’Ávila Teixeira que autorizava a demolição  (veja a foto abaixo) de 137 barracas em diferentes praias de Salvador. Atendendo a uma solicitação da prefeitura, o juiz aceitou o argumento de que quase todos (95%) os estabelecimentos continham irregularidades nas instalações sanitárias, além de não atenderem a outras regras estabelecidas pela justiça.

Início da demolição das barracas provoca muita repercussão popular. Imagem: www.atarde.com.br

Mais uma vez o prefeito falou sobre a questão via Twitter: “acreditamos no diálogo. Ocorre que cumprimos um prazo determinado pela Justiça para a demolição das barracas. Diante disto, disponibilizamos carretas para transportar os pertences e equipamentos dos barraqueiros”.

Bem, os argumentos que embasam a retirada das barracas parecem, então, muito justos. Afinal, não podemos conceber que o meio ambiente seja agredido tão fortemente pelas ações que nós, seres humanos, não cansamos de repetir. Porém, outro lado da história deve ser lembrado e deixado aqui como reflexão aos nossos leitores: será mesmo que as pessoas retiradas dessas barracas de praia terão outra forma de renda? Será que serão compensados? Devemos mesmo privilegiar um aspecto da situação em detrimento de suas causas sociais?

È preciso lembrar que o ser humano, ao viver num contexto complexo, necessita de diversas “demandas”. Comer, trabalhar, se divertir, ter um bom planeta para morar… Tudo isso, acreditem, está, de uma forma ou de outra, interligado. Por isso, não podemos aceitar uma ação que seja benéfica para apenas um lado da história. Afinal, somos seres eminentemente sociais…

Imagem de Amostra do You Tube

abr 2010 28

Por Henrique Torres

cidades@blogdacomunicacao.com.br

               A cidade do Rio de Janeiro nos deu mostras nas últimas semanas de como funciona uma cidade completamente despreparada para receber uma Copa do Mundo e principalmente, uma Olimpíada. Isto é, não funciona. O caos imperou no Rio de Janeiro enquanto a chuva caiu: alagamentos por todos os cantos da cidade, pessoas ilhadas, carros com água até o teto, morros que vieram a baixo, casas e pessoas soterradas.

            Com todas estas feridas abertas se faz necessário (como tudo no Brasil) “pegar alguém para Judas”. Quem é o culpado pelos desastres causados pela chuva no Rio de Janeiro?

            A pergunta já evoca o causador dos desastres; a chuva. Mas para a infelicidade dos verdadeiros culpados nós não podemos culpar um fenômeno da natureza, (embora alguns insistam em fazer isso) por que a natureza é uma força cega, não racional, a qual não cabe atribuir inocência ou culpabilidade, justiça ou injustiça. Simplesmente chove, e isto em si mesmo não é bom nem mau. Mas tudo isto é patente.

            Porém, isto não está de acordo com a opinião que emitiu o prefeito do Rio, Eduardo Paes, acerca da causa da tragédia carioca. Segundo ele, o excesso de chuvas é o grande culpado pelos seguidos desastres nos morros do Rio. Diga-se de passagem, esta parece ser uma justificativa coringa, pois os governantes de São Paulo também afirmaram a mesma coisa em janeiro deste ano quando a chuva causou fortes inundações na cidade.

Bombeiros trabalhando no morro do Bumba. - Crédito: Divulgação.

            Já o governador do Rio, Sérgio Cabral, acredita que toda esta tragédia só se deu por que as pessoas realizaram ocupações irregulares em diversos morros cariocas. Isto é, a culpa é daqueles que não tinham onde morar, e construíram em áreas de risco. Ainda segundo o governador, acabar com as ocupações irregulares e garantir a vida das pessoas é o motivo para a construção de muros (que estão sendo feitos) ao redor das favelas. Talvez construir casas para que as pessoas tenham algum lugar para morar ao invés de construir muros para que elas não possam construir um lugar para morar seja mais eficiente. Parece lógico, mas este é um dilema para profissionais da área, mais entendidos do que eu.

            Ao lado destes quatro integrantes do banco dos réus (a chuva, o povo, o prefeito e o governador) nós ainda temos um quinto integrante que também pode levar para casa uma fatia do bolo da culpa. O nome do cidadão é Geddel Viera Lima, ex-ministro da Integração Nacional. Segundo uma auditoria feita pelo Tribunal de Contas da União a distribuição dos recursos para prevenção de desastres está um “pouquinho” fora dos padrões. Isto por que quase 65% da verba destinada à prevenção de desastres que deveria ser distribuída para todo o país foi destinada aos municípios da Bahia. Pode ser que ele tenha feito alguma previsão de desastre na Bahia. Talvez. Felizmente por lá ainda não aconteceu nenhum desastre. O que aconteceu mesmo foi algo mais corriqueiro na Política. Ele apenas deixou o ministério em que estava para disputar o governo do Estado da Bahia. Ufa! Não há mais desastre.

            Temos com isso nossos cinco principais suspeitos: a chuva, o povo, o prefeito, o governador e o ex-ministro. Qual deles é responsável pela tragédia? Será que são vários responsáveis? Talvez seja formação de quadrilha. Parece provável. Mesmo assim tenho minhas dúvidas. Apenas estou certo de que uma cidade que deixa em quatro dias de chuva 14 mil desabrigados e 180 mortos, que faz tudo com operações especiais sem nenhum planejamento, que ergue muros para esconder as favelas e com elas a pobreza (sim, por que este é o real motivo  dos muros que são levantados para cercar as favelas), não pode receber uma Copa do Mundo ou uma Olimpíada. Uma cidade que tem vergonha da sua gente, da sua gente pobre sim, mas gente como qualquer outra, não tem que pensar em grandes e gloriosos eventos. Uma cidade assim tem somente a obrigação de buscar a devida ajuda aos desabrigados, recolher os mortos, e orar à Deus pedindo para que não chova mais.

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