nov 2011 30

por Guilherme Freitas
cidades@blogdacomunicacao.com.br

No início de novembro foi divulgada uma pesquisa pela CNM (Confederação Nacional de Municípios) sobre o consumo de crack nas cidades brasileiras. O resultado é terrível. Dos 4.430 municípios pesquisados quase 91% deles enfrentam problemas com a droga. No relatório de 2010 eram 98% as cidades que registraram problemas com a droga, mas na ocasião foram pesquisadas menos cidades: 3.950. A conclusão que podemos tirar é que o crack[bb] continua avançando e fazendo vítimas pelos municípios.

A pesquisa ainda apontou que em 26% das cidades do país (1.078) o consumo da droga é grande. Um número preocupante. De todos os municípios ouvidos pelo relatório quase 90% deles enfrenta problemas com a circulação de drogas, neste caso, incluindo outras como cocaína, maconha e ecstasy.

Vista da Cracolândia, em São Paulo - Crédito: Tiago Queiroz/Agência Estado

Infelizmente a sociedade esta perdendo a batalha contra as drogas, e em especial contra o crack. Mesmo sendo considerada uma droga nova em comparação com as tradicionais cocaína e maconha, o crack vem conseguindo sugar mais vidas. Aposto que quase todos os brasileiros já ouviram falar na Cracolândia. Quem mora em São Paulo[bb] sabe muito bem o que significa este território dominado por viciados bem no centro da capital paulista, próximo a locais importantes da cidade como o Teatro Municipal e a sede da Prefeitura de São Paulo. À noite as ruas dessa região viram campos de venda e consumo de drogas a céu aberto. Uma cena triste, e cada vez mais presente na vida dos paulistanos. E também dos brasileiros.

Parece que estamos todos de mãos atadas e sem poder fazer nada para resolver de uma vez por todas este terrível problema. A cada dia novas vidas são perdidas para o crack. Entre uma baforada e outra no cachimbo, essas pessoas vão se afundando nas drogas. As autoridades parecem que não está nem ai e não se movimentam para combater a droga. Propõem planos mirabolantes, mas não alcançam resultado algum. Enquanto isso jovens vão perdendo a vida precocemente graças ao vício nas drogas. A luta é dura, mas se continuar neste ritmo, infelizmente acho que nós (a sociedade) iremos perder essa batalha.

nov 2011 15

por Guilherme Freitas
cidades@blogdacomunicacao.com.br

A maior favela do Rio de Janeiro[bb] foi ocupada em apenas duas horas pela polícia. Anunciada há quase um ano a operação foi executada com sucesso e a polícia conseguiu tomar o controle da Rocinha, além do Vidigal e Chácara do Céu outras favelas da zona sul carioca. Muitos traficantes foram detidos, entre eles Nem, o chefe do tráfico na Rocinha dias antes da invasão. Ele foi preso no porta-malas de um carro próximo a comunidade. Cerca de três mil homens participaram da operação e nenhum tiro foi disparado.

Mais uma favela foi ocupada e o governo prometeu levar paz e cidadania a população local. Mas o que será que vem pela frente? Como melhorar a relação da polícia com os moradores da favela? Alguns moradores já revelaram não confiar totalmente nos homens de farda. Temem que ocorra o mesmo que aconteceu na invasão ao Complexo do Alemão, quando policiais saquearam casas e esculacharam moradores. Além disso, Nem era bem visto pela comunidade da Rocinha, pois ajudava os moradores e auxiliava em trabalhos sociais, coisa que o governo do Rio pouco fez até então.

Vista da favela da Rocinha - Crédito: Alexandre Bernardo

Pelos depoimentos colhidos de moradores até agora a polícia não cometeu abusos em suas incursões sobre a favela. Sabem que se começarem a roubar e humilhar moradores serão condenados pela opinião pública e perderão o, já pouco, respeito que têm. Mas o governo do Rio terá que trabalhar também para integrar a favela a sociedade carioca e oferecer serviços decente para os moradores que vivem na Rocinha, como saúde, educação e lazer.

Nos dias que se sucederam a ocupação da Rocinha[bb], a polícia começou a achar rastros de traficantes. Até o momento já foram apreendidos centenas de armas (entre elas pistolas, fuzis, metralhadoras), milhares de munições, dezenas bombas, máquinas caça-níqueis, quilos de drogas e até duas bazucas. Aos poucos a polícia vai desmontando a organização do tráfico. A guerra contra o tráfico é dura e parece ser uma batalha que não pode ser vencida. Mas não custa torcer para aos poucos o país ir se livrando do tráfico de drogas e dos traficantes. Torço pelo sucesso da operação e pela paz na Cidade Maravilhosa.

ago 2011 17

 

por Ruither Ferrão
cidades@blogdacomunicacao.com.br

Foto Hotel

Belo Horizonte está prestes a receber o mais novo empreendimento hoteleiro que será inaugurado no próximo dia 23, nas proximidades do Minas Shopping. Trata-se do imponente Thess Suítes Cidade Nova.

Construído junto à movimentada av Cristiano Machado e num ponto estratégico para quem chega à cidade pelo Aeroporto de Confins ou da Pampulha, o edifício tem 14 andares e possui 96 apartamentos, todos com uma ante-sala e equipados com cozinha americana para proporcionar uma hospedagem mais confortável aos seus clientes.

O hotel terá como gerente geral o Sr Pablo Ramos, que vem de outra unidade da rede Thess Hotéis e possui vasta experiência na hotelaria, além de curso de especialização nos Estados Unidos.

Com uma equipe experiente e muito bem treinada, o Thess Suítes Cidade Nova promete ser uma excelente opção de hospedagem para quem visita Belo Horizonte e busca conforto sem ter que gastar muito dinheiro.

O Thess Suítes Cidade Nova fica a poucos minutos do centro da cidade e tem fácil acesso para os principais centros de convenções como o Minascentro, a Serraria Souza Pinto e o Expominas.

Central de Reservas (31) 2555-3020

reservas@thesshoteis.com.br

Clique aqui para visitar o site da Thess Hotéis

Foto de Ruither Ferrão

ago 2011 11

por James Freitas
cidades@blogdacomunicacao.com.br

Buzina, filas intermináveis, trânsito lento, impaciência, acidentes. Eis o retrato do trânsito nas principais capitais brasileiras. Tudo isso é culpa do estado? Também. Digo isso pois é evidente a falta de planejamento que os antigos governantes tiveram em não pensar o futuro da cidade. Agora lutam contra a falta de planejamento e o crescimento desordenado. Impulsionados também pelos eventos esportivos que teremos em solo tupiniquim em 2014 e 2016 o poder público se mobiliza para a “toque de caixa” arrumar as cidades para receber os eventos de relevância mundial.

Nem todo trânsito que vemos nas ruas é culpa do governo. Digo isso após uma visão analítica do trânsito na cidade onde moro, São Paulo. Aqui vejo que muitos motoristas não compareceram ou desaprenderam a regra que potencializa o uso da SETA. Sim, parece que a SETA é apenas um acessório inexpressível nos carros. As pessoas entram e saem de grandes avenidas, passam de uma faixa para outra sem utilizar as SETAS.

Trânsito no horário de pico na Avenida Paulista – Crédito: Divulgação

Outro fator importante que influencia e muito no trânsito, são os chamados “espertos do trânsito” aqueles que costumam “costurar” nas ruas e avenidas de São Paulo e que acham que vão conseguir chegar mais rápido ao destino e abusam das freadas bruscas e finas em outros carros. Para você ter idéia é quando um “ser humano” aposta na estratégia todos que estão atrás dele são obrigados a frearem bruscamente, se alguém tiver desatento o final da história acredito que é previsível saber…

Atenção! Ou a falta dela, eis um grave problema que temos por aqui. Ao andar pelas ruas tornou se corriqueiro flagrar pessoas falando ao celular[bb] enquanto conduz o carro. Além da grande chance de receber uma multa as pessoas acabam ficando distraídas levando o trânsito a ficar mais lento. Além disso, inúmeras vezes presenciamos o semáforo indicar o sinal verde e alguns condutores demorarem “séculos” para engatar a primeira marcha e sair.

Acredito piamente que se todos os motoristas tomassem mais cuidados com sua atenção, em ver e ser visto pelos outros condutores o trânsito diminuiria drasticamente, respeito ao motorista que dirige ao seu lado é essencial e lição de cidadania. Com respeito ao trânsito e a ação do poder público podemos diminuir a quantidade de congestionamentos nas cidades e assim, poder passar mais tempo com nossas famílias.

ago 2011 03

por Júnior Batista

cidades@blogdacomunicacao.com.br

O Dia Internacional do Orgulho Gay é comemorado todos os anos, no dia 28 de Junho, desde 1969. Esse dia é o marco da revolta de vários gays no bar Stonewall, em Nova Iorque, nos Estados Unidos. O bar era frequentado por vários grupos de LGBT, porém, esse grupo de pessoas era discriminado e violentado pelo fato de serem gays. Após muito tempo sofrendo represálias, vários LGBT resolveram fazer um ato de revolta que durou três dias, e assim, foi sancionado o Dia Internacional do Orgulho Gay como o dia em que não é necessário esconder sua sexualidade, não ter vergonha, nem ter medo de ser assassinado, ou violentado por conta da sexualidade.

Vereador Carlos Apolinário (DEM-SP) foi o autor da lei
Vereador Carlos Apolinário (DEM-SP) foi o autor da lei (Foto: Roney Domingos/G1)

No mesmo mês em que é comemorado o Dia Internacional do Orgulho Gay, também acontece a Parada Gay, um evento político que conta com milhões de gays na cidade de São Paulo, precisamente na Avenida Paulista, feito para manifestar a favor dos direitos dessa minoria da população.

Ontem, a Câmara Municipal de São Paulo aprovou, em votação simbólica, o projeto de Lei 294/2005, do vereador Carlos Apolinário (DEM), que institui na capital do Dia do Orgulho Heterossexual, a ser comemorado no terceiro domingo do mês de dezembro. Agora, o projeto depende da aprovação do prefeito Gilberto Kassab.

Dos 39 vereadores presentes, 19 se mostraram contra o projeto, mas mesmo assim, como a votação foi simbólica, o projeto foi aprovado. Apolinário justifica que, ao criar esse dia, não quer confrontar os gays, e sim, manifestar-se contra os excessos e privilégios que são dados aos gays. Na opinião dele, um dos excessos, seria a parada gay.

Excesso, segundo o dicionário da língua portuguesa, significa “aquilo que excede o normal, aquilo que sobra”. E para os gays, sobram ataques, violências, atentados, assassinatos. Também sobram preconceitos, surras e facismo. Excede o normal. O que seria normal? Em uma sociedade mesclada, como é a brasileira, o que poderia ser considerado normal? Temos negros, índios, brancos, amarelos, pardos; pessoas com descendência chinesa, japonesa, polonesa, portuguesa, francesa, africana, inglesa, alemã… Temos uma das maiores culturas do mundo e ainda assim, 55% dos brasileiros se mostram contra o casamento gay e um vereador acha que temos que ter uma Dia do Orgulho Hétero porque os gays têm muitos privilégios.

Que privilégios são esses? A vantagem de ter que sair nas ruas e se esconder? De não poder demonstrar o seu amor em público? De ter demonstrações de carinho vetadas nas emissoras brasileiras? Recentemente o SBT, do empresário Silvio Santos, mostrou, em primeira mão, um beijo gay.

A vantagem que os gays têm, também conta com agressões constantes – quase que diárias – na avenida mais importante da cidade, a Avenida Paulista. Instituir um Dia do Orgulho Hétero, é corrobar com o afronte que foi feito pelo vereador Carlos Apolinário e os rotineiros desrespeitos homofóbicos do Deputado Jair Bolsonaro.

Acordar com esse dia, é praticamente dizer que se os gays merecem um dia, nós também queremos. Não nos importamos com o que acontece com eles, nos importamos em preservar a família, a moral e os bons costumes. A família é uma instituição de amor, ela não define sexo, a moral é a ética presente em cada um, de acordo com as leis vigentes e o respeito. “Os bons costumes”, seriam criar um cidadão com esses valores que citei, não seriam? E por que um gay não pode ter esses valores? Por que um gay ou uma lésbica não pode ser um bom profissional, com ética e respeito?

O Dia do Orgulho Hétero só aprova todas as atrocidades que vem ocorrendo com essa população. Espero que não se crie um Dia do Orgulho Branco, Dia do Orgulho Pardo, Dia do Orgulho Pedófilo…

jul 2011 27
Reprodução mostra como funcionará o novo sistema eletrônico

Nobo sistema eletrônico cobra pedágio automaticamente. Fonte: Reprodução.

Hoje o Jornal O Estado de S. Paulo estampou, em sua capa do caderno Metrópole, o seguinte: “Estado terá pedágio por km rodado; testes vão começar por Campinas”. A julgar a notícia pela capa, qualquer pessoa diria que isto é ótimo. E será, caso fique mais barato para o bolso do consumidor, é claro. Mas pelo jeito, não é bem isso que vai acontecer. O Presidente da Associação Brasileira das Concessionárias de Rodovias (ABCR), Moacyr Duarte, declarou para o diário Estado que é “Evidentemente não vai haver redução na tarifa, mas uma ampliação da base de cobrança, o que vai beneficiar as pessoas que hoje já pagam pedágio, que aí, sim, poderia ser reduzido”.

De uma maneira mais simplificada, é claro que o brasileiro continuará pagando, e caro, pelos pedágios. O novo sistema conta com radares que fará uma leitura automática nos carros, que terão um chip identificador e o valor do pedágio será cobrado automaticamente através de débito automático ou boleto bancário a ser entregue em casa. Isso vai desafogar o trânsito nas chamadas “praças” de pegádios.

Ainda assim, é necessário um índice de 80% para que este sistema dê certo, segundo o assessor de tecnologia da informação da Artesp, Giovanni Pengue Filho. “O índice de 80% é um padrão que verificamos nos principais locais do mundo que mudaram a forma de cobrança”.

Mas, os chips que serão colocados nos carros, chamados pelos técnicos de tags, terá também o seu valor, que ainda não foi divulgado. Em países mais desenvolvidos, sistemas alternativos deram certo. Em Austin, no Texas, não há praças de pedágios, o sistema de detecção é automático e a cobrança vai para a casa da pessoa, pelo correio.

Ainda assim, por mais que pareça bom, é necessário a massificação destas tags, além de uma maneira para baratizar os pedágios, que, no estado de São Paulo, são um dos mais caros do mundo. “O alto valor cobrado para manter as estradas paulistas em bom estado equivalem ao cobrado em países como França e Noruega, onde o trabalhador ganha cinco vezes mais. Em Portugal, os motoristas também têm de pagar um alto preço em estradas muitas vezes sub-utilizadas”, diz a reportagem do R7.

No entanto, os testes deste sistema com chip serão feitos somente no fim do ano. E o mais importante, os valores aproximados a quem interessa, a população, não foram estudados. Tentar importar meios para facilitar a vida das pessoas, é ótimo, o que tem-se que saber, é quanto isso vai custar nos nossos bolsos. Afinal, na Noruega e na França deu certo, mas lá eles ganham nada menos do que cinco vezes mais que nós, os subdesenvolvidos.

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