jan 2012 31

por Guilherme Freitas
entretenimento@blogdacomunicacao.com.br

Está em cartaz nos cinemas um dos filmes mais aguardados pelos fãs dos quadrinhos: As Aventuras de Tintin: O Segredo do Licorne, longa que retrata as aventuras do astuto jornalista belga Tintin e seu fiel companheiro, o cachorro Milu. Dirigido por Steven Spielberg o filme já arrecadou mais de US$ 350 milhões, ganhou o Globo de Ouro de melhor animação e foi indicado ao Oscar de melhor trilha sonora. Mas quem é Tintin[bb]?

Tintin e seu fiel companheiro, Milu – Crédito: Reprodução

Criado no final da década de 1920 pelo cartunista Hergé, o jovem jornalista roda o mundo desvendando mistérios e em busca de reportagens. Para dar mais realismo as histórias, o autor ambienta os episódios ao cotidiano das épocas, destacando momentos marcantes como a tensão da II Guerra Mundial, a colonização europeia na África e a corrida espacial, por exemplo.

Em suas histórias o autor mistura ficção científica, espionagem e fantasia com pitadas de humor. Sua primeira aparição nos jornais belgas foi em janeiro de 1929, nas páginas do Le Vingtième Siècle. Bastou uma história para que o quadrinho se tornasse um sucesso no país. Virou livro, gibi, filme, games, peça de teatro, selos, desenho animado e foi traduzido para mais de 50 idiomas.

Em mais de cinco décadas foram lançados 24 livros com as aventuras do corajoso jornalista. A série de desenho animado de Tintin, lançada entre 1991 e 1992, teve três temporadas e 39 episódios. No Brasil foi exibida pela TV Cultura nos anos 1990 e na década seguinte pelo Cartoon Network. Um dos livros mais polêmicos de Hergé, Tintin no Congo, cheio de estereótipos e que fala sobre a colonização belga no país africano, não foi lançado em desenho. Hoje a série inteira está disponível em dvd’s.

Nas suas viagens ao redor do mundo, Tintin e Milu tem a companhia de outros personagens, como os detetives Dupond e Dupont, o cientista Professor Girassol e a cantora de ópera Bianca Castafiore. Mas nenhum deles conquistou tanto carisma quanto do Capitão Haddock, um trapalhão e generoso oficial do mar. Veja abaixo o trailer do filme de Tintin e a clássica abertura do seriado de TV.

Imagem de Amostra do You Tube

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dez 2011 09

A animação Gato de Botas estreia hoje nos cinemas - Crédito: Reprodução/Dreamworks

por Guilherme Freitas
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Ele é um dos personagens mais queridos dos filmes da série Shrek[bb]. Os fãs consideram este personagem como um dos mais engraçados e originais. Não estou falando do Burro, e sim do Gato de Botas que acaba de ganhar uma versão solo nas telas do cinema. Dublado por Antonio Banderas, que também fez a voz do bichano na saga Shrek, o “Gato de Botas” estréia hoje nas salas de cinemas de todo o país e buscar ser um sucesso de bilheteira como outras animações recentes, como Rio (filme mais assistido no Brasil em 2011).

Com cerca de 80% das cópias dubladas em português, a animação não tem a presença do ogro Shrek e concentra sua ação no felino de botas. Nos Estados Unidos arrecadou mais de US$ 130 milhões no primeiro mês em cartaz, número superior ao custo total da produção. O longa não tem nada a ver com a história original do gato, escrita por Charles Perrault, em 1697, onde o bichano era malandro e jogava sujo.

No filme, o protagonista é um herói e totalmente recuperado da fama de fora da lei. Assim como em Shrek, vários personagens dos contos de fada se encontram. Na história o gato vai atrás dos feijões mágicos que tem o poder de levá-lo até a ave dos ovos de ouro, escondida em um castelo do gigante. Só que João, que é o menino do conto original, não esta em cena. Em paralelo com a história é mostrada a infância e a vida do Gato de Botas[bb]. Um filme que promete arrancar boas gargalhadas do público. Confira abaixo a ficha técnica e um trailer da animação.

FICHA TÉCNICA
Gato de Botas
EUA 2011, 90 minutos, Dreamworks
Direção: Chris Miller. Vozes: Antonio Banderas e Salma Hayek
Classificação livre

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dez 2011 01

Rola neste fim de semana em São Paulo a terceira edição do treinamento para agentes culturais da Rede Brazucah Produções, agência sobre cinema e parceira do Blog da Comunicação. O encontro tem como objetivo capacitar os agentes da produtora e demais interessados em atividades culturais com foco na elaboração e formatação de projetos de exibição audiovisual.

A Brazucah conta com convidados especiais nesta ação. No sábado, haverá uma oficina com João Batista Pimentel, presidente do Congresso Brasileiro de Cinema, que vai apresentar a história do movimento Cineclubista e os passos para se constituir um cineclube. Em seguida acontece uma oficina com foco na formatação de projetos culturais para a leis de incentivos vingentes no país. A atividade será ministrada por Rebeca Finguermann, advogada da área da cultura e terceiro setor, especialista em leis de renúncia fiscal.

O treinamento será neste fim de semana em São Paulo - Crédito: Blog da Brazucah

No domingo ocorrem outros dois debates. O primeiro será sobre a escolha de filmes para projetos e seus direitos de exibição. A convidada do evento é a coordenadora da Programadora Brasil, Moema Muller. E encerrando o treinamento será exibido o recém lançado filme CTLR V, do diretor Leonardo Brant. Ao fim da se sessão haverá um debate sobre o tema “Novos modelos de distribuição e exibição de filmes no Brasil”, com o roteirista e ex-secretário de audiovisual do Brasil Newton Cannito e com o advogado Júlio César Pereira, especializado em direito autoral.

O treinamento é aberto ao público, mas as inscrições são limitas. Quem tiver interesse pode enviar um e-mail com nome completo e RG para brazucah@brazucah.com.br.

SERVIÇO:
3º Treinamento Rede Brazucah para elaboração de projetos de exibição audiovisual
Datas: 3 e 4 de dezembro em São Paulo (SP)
Local: sábado na Escola da Rua (Rua Padre João Gonçalves, 180); domingo no Teatro da Vila (Rua Jericó, 256)
Horário: dia 3 e 4, das 11h às 17h.
Inscrições pelo e-mail brazucah@brazucah.com.br

Informações e colaboração de Luciana Nunes.

nov 2011 18

por Guilherme Freitas
entretenimento@blogdacomunicacao.com.br

A lendária cerveja dos Simpsons agora é real! - Crédito: Reprodução/Duff

Quem e fã ou assiste ao seriado Simpsons com certeza lembrará do título deste post. É quando Homer, Lenny ou Cal vão até o Bar do Moe e pedem uma Duff geladinha. Pois bem, Duff é a marca da cerveja do desenho animado. Mas ela está deixando Springfield e ganhando o mundo. Literalmente. Chegou ao Brasil a tão desejada cerveja Duff, uma criação do mexicano Rodrigo Contreras, que registrou a marca no México, lançou na Espanha em 2007 em parceria com a cervejaria belga Haacht Brewery.

Em São Paulo, ela pode ser degustada no Empório Liberdade. No desenho ela é uma cerveja comum, mas na vida real terá a categoria de puro malte, sem adição de estabilizantes. Aqui no Brasil a bebida será fabricada pela cervejaria SaintBier, de Santa Catarina. Na animação Homer e seus amigos saboreiam suas cervejas em latinhas, mas em terras tupiniquins só haverá a versão em garrafas. Já o rótulo manterá a origem do desenho animado. A Duff Brasil listou em seu twitter 28 lugares onde poderão ser compradas garrafas da cerveja, inicialmente na cidade de São Paulo.

Para quem é fã do seriado essa criação é demais. Quem nunca sonhou em beber uma Duff geladinha igual ao Homer? Agora podemos degustá-la e assistir ao desenho ao mesmo tempo, dando boas risadas. Bom eu que moro em São Paulo vou procurar e tentar garantir uma amostra da Duff! E se não encontrar nenhuma terei que soltar um Doh! como diria Homer Simpson[bb].

out 2011 30

Por Leandro Lopes
entretenimentoecultura@blogdacomunicacao.com.br

Quem esteve na sala Lima Barreto do Centro Cultural São Paulo na tarde do último sábado, 29, prestigiando a 35º Mostra Internacional de Cinema de São Paulo foi convidado a refletir as complexidades do sistema político brasileiro através do Making Of do filme de maior sucesso da história do cinema nacional: Tropa de Elite 2 – O inimigo agora é outro, 2010, dirigido por José Padilha.

Nas 736 salas de cinema em que o filme de Padilha foi exibido, 11 milhões de espectadores assistiram a um longa que diferente de seu precursor, preocupa-se mais com as bastidores da política brasileira que com a atuação dos policiais. Tropa de Elite 2 é passagem sem volta à realidade do sistema brasileiro e aos meandros dos acordos com os quais, de fato, se faz política neste país.

Cena de Tropa de Elite 2 - Crédito: Reprodução

O Making Of dessa produção, dirigido por Alexandre Lima, é ainda mais contundente em suas críticas. Os depoimentos de Wagner Moura, de membros da equipe técnica, do elenco principal e, é claro, do diretor José Padilha, dão ao longa os ingredientes necessários para atuar junto ao público como um soco de realidade; uma mostra indigesta dos bastidores dos gabinetes brasileiros.

Além de elucidar o conflito político, Lima trabalha todas as peculiaridades e desafios que a produção de um filme dessa magnitude exige. Por detrás das câmeras de Tropa de Elite 2, nota-se todo o aparato técnico envolvido e o trabalho que a equipe precisa por em prática em harmonia para que nada saia em desacordo ao planejado. O papel do diretor, aliás, na personificação de José Padilha, em sua minúcia de obrigatoriedades e decisões fica explícito no envolvimento dele com todas as atividades acerca da realização direta ou indireta das filmagens.

Os cinéfilos certamente tiram proveito do longa de Alexandre Lima, uma vez que sentem-se participantes da produção de Tropa de Elite 2 e entendem os motivos pelos quais o filme saiu como saiu. Por alguns instantes, aliás, é provável que o espectador sinta a tensão dos bastidores de um longa-metragem. Por esse motivo faz-se obrigatória aos fãs da saga, assistir também ao Making Of promovido nessa Mostra de Cinema; até para que se tenha certeza de que o filme é mesmo o que mostra ser.

@falecomleandro

ago 2011 19

Por Isabela Fonseca

entretenimento@blogdacomunicacao.com.br

Amanhã vai ser outro dia!

Perdida nos pensamentos me peguei fazendo uma comparação muito injusta. Ao ver os ideais, opiniões e interesses da nossa juventude, me senti forçada a estabelecer uma relação, e consequentemente uma comparação com os jovens daquela época. Talvez eu simplesmente não entenda como a importância dada a problemas insignificantes toma o lugar de preocupações realmente relevantes.

(1960)

No cenário político do nosso Brasil, víamos o golpe político-militar que depôs João Goulart (acusado de planejar um golpe de esquerda), a posse de Castelo Branco e a criação do bipartidarismo; de um lado a Aliança Renovadora Nacional e na oposição o movimento democrático Brasileiro. Em 1967 Costa e Silva assume eleito indiretamente pelo Congresso Nacional, com um governo marcado por manifestações sociais. Em pouco tempo Médici estava no poder e surgia a Ditadura: época de censura,  repressão, perseguição política e a falta de democracia.

E é dentro desse contexto que volto à comparação. Os jovens estudantes que viveram nessa época sentiam-se destinados a defender alguma causa. Era lutar pelos seus ideais, ou ceder às imposições de um governo autoritário. A questão não era provar nada, e sim mostrar que o país era um só, e que a liberdade de expressão era um direito de todos.

No livro UnB 1977 – o início do fim, Antônio Ramaiana fala o que significou fazer parte dessa história: “As pessoas que tiveram coragem de enfrentar o sistema e quiseram fazer a história pagaram o preço com a dor. Tudo era proibido. Você levava porrada e ia para a cadeia”. Ele afirma que 60% dos presos políticos na época eram jovens e que entre os 350 assassinados ou desparecidos durante o regime, mais da metade tinha idade entre 22 e 25 anos. “Os estudantes surgiram como porta-vozes da sociedade. Havia um objetivo bem definido que era acabar com a ditadura”, ressalta.

 Analisando o contexto político atual, vejo como difícil a nossa juventude tomar as rédeas do país e se impor, exigir mudanças e definir o seu futuro. Uma juventude apática, em sua maioria sem idéias bem definidas, ou bagagem para argumentar e com muito conteúdo desnecessário ocupando um espaço significativo em suas cabeças. Eu posso me incluir, você que está lendo esse texto também, tudo depende do que você acha justo e injusto. Quais os seus ideais e princípios. O que você anda fazendo.

“Ir às ruas e exigir as mudanças é coisa dos nos 60-70, daquela ‘‘época ultrapassada”

 Mas foi nessa época ultrapassada que vimos a força de uma juventude capaz de mudar seu país.

 O contexto político é bem mais abrangente do que a autora desse texto simplório conseguiu explicar, vale a pena pesquisar e se for de seu interesse, entender mais sobre o assunto.

Próximo texto falará do contexto cultural dos anos 60 – 70 (1965-1973).

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