POR Marcello Ghigonetto 3 ANOS ATRÁS
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Por Marcello Ghigonetto

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Quem teve a oportunidade e curiosidade de assistir ao pronunciamento de posse da Dilma, talvez tenha reparado que em seu discurso, o governo buscará o crescimento acelerado sem destruição do meio ambiente, e que o direcionamento será dado na busca de investimentos e estudos para produção de fontes limpas e renováveis de energia. Em um primeiro momento, achei um tanto curioso, afinal o Pré-sal vai contra todos os argumentos de fonte limpa e renovável. Mas não estou aqui para ser o “advogado do diabo”, e sim divulgar dados que comprovam o pioneirismo brasileiro no desenvolvimento e produção de fontes limpas e renováveis.

O cenário no país é positivo e tende a ser cada vez melhor. Estudos comprovam que 47% da matriz energética nacional (energia disponibilizada para ser transformada, distribuída e consumida nos processos produtivos) é limpa e renovável, enquanto a média mundial é de 13%. Se considerarmos somente a matriz elétrica, o Brasil tem quase 90% de energia limpa e projeção de crescimento alto, tão logo se torne viável a tecnologia com outros componentes. Tal pioneirismo pode ser comprovado nas iniciativas de programas brasileiros que visam ampliar o investimento energético nacional.

  • Veículos Bicombustíveis – Em 1975, o Governo criou o Programa Nacional do Álcool (Pró-álcool) que buscava incentivar a utilização do derivado de cana em substituição ao por petróleo. Já em 2003, os carros “flex” utilizam prioritariamente álcool. Segundo o Ibope, 78% dos proprietários deste tipo de veículo. Hoje os mesmos representam 36% da frota brasileira. Em 2009, a Moto Honda da Amazônia lançou a primeira motocicleta bicombustível do mundo.
  • Programa do Biodiesel – Implementado em 2008, o programa previa a adição crescente de combustível vegetal ao diesel vendido no país até a meta de 5% em 2013. Atualmente a capacidade produtiva antecipou este índice em três anos. Outro bem sucedido programa  é a gasolina com etanol  em 25% que reduz a emissão de gases de um motor convencional em até 40%.
  • Inspeção Veicular – Adotada em 1997 pelo Rio de Janeiro e 2007 por São Paulo. Nela, os proprietários de veículos ficam obrigados a manter o motor regulado buscando a redução de gases, proporcionando economia de combustível.
  • Ônibus Elétricos Híbridos – Desde 2000, a cidade de São Paulo conta com uma frota de 43 ônibus que alternam o uso de combustível com o de baterias acumuladoras de energia. Estes modelos economizam de 10 a 25% em relação aos convencionais
  • Energia da Biomassa – Na busca de auto-suficiência energética, usinas de açúcar e álcool começaram a queimar resíduos da cana para alimentar caldeiras. Com sua evolução para geração elétrica, o excedente passou a ser fornecido para o sistema de integração. Estima-se que para 2020, o país terá 22 GW de potência da geração apenas com resíduos da cana.
  • Etanol Celulósico – Somos lideres em pesquisa e desenvolvimento do chamado etanol de segunda geração, o chamado etanol celulósico. Com ela é possível ampliar o rendimento da cana na produção do álcool em 30% e apesar de já estar disponível, sua previsão de tornar-se economicamente viável é entre 2015 e 2020.
  • Carvão Vegetal Renovável – Na década de 60, a indústria siderúrgica utiliza carvão vegetal de fonte renovável. Atualmente esse número supera 51% do total, o que contabiliza ao Brasil a emissão 250 milhões de toneladas a menos de CO² na atmosfera.
  • Biogás – Resultante da decomposição controlada do lixo doméstico feita em aterros sanitários, ou da decomposição de esterco animal, a queima do biogás reduz a emissão de metano, gás que equivale 21 vezes o CO². Ao longo do país são 13 usinas com um total de mais de 150 MW de capacidade.
  • Reciclagem – Desde 2005, o Brasil é campeão de reciclagem de latas de alumínio, com mais de 90% do total produzido. A reciclagem deste tipo de material proporciona a economia de mais de 95% em relação à produção de novas latas. No vidro, a economia chega a 40% e o pais alcança a reciclagem de 50% de sua produção.

Não podemos deixar de mencionar as usinas eólicas no nordeste, além de programas que visam beneficiar o consumidor como o Procel, tecnologia Solar, Selo de Eficiência Predial, Horário de Verão, etc. Vejo o Brasil em um caminho certo quanto à produção de energia limpa e de fonte renovável, só tenho muitas dúvidas quanto a este mesmo cenário pós pré-sal, afinal a produção de petróleo (combustível fóssil) aumentará a a níveis ainda desconhecidos, mas supera o dobro e conquista a auto-suficiência, mas e a produção em excesso? Será barateado e aumenta o incentivo ao combustível fóssil? Fica a dúvida……

Fonte: Anuário Revista Análise

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MAIS SOBRE Marcello Ghigonetto
é paulistano de coração e corinthiano de formação. Esse pode ser um pequeno resumo de Tché, apelido pelo qual Marcello gosta de ser chamado. Com 26 anos de idade, é Relações Públicas e Jornalista. Atualmente trabalha com Assessoria de Imprensa. Nas horas livres adora tocar cavaquinho, instrumento pelo qual dedica horas e horas da semana e correr, mas correr pelas ruas. Em seus textos o que prevalece é sempre o humor, seja na saúde, na doença, na alegria ou na tristeza, mas de uma forma inteligente sem exageros e não saindo do tema central. “Com a reestruturação do blog, tenho certeza que vamos desenvolver um excelente trabalho, são novas idéias, nova equipe. O resultado depende da contribuição de cada um. Seja bem vindo” finaliza Marcello “Tché” Ghigonetto.
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