POR Erik Rodrigues 2 ANOS ATRÁS
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por Erik Rodrigues *
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Esta semana, duas notícias envolvendo a FIFA e o Comitê Organizador Local dos Jogos Olímpicos de Londres me chamaram a atenção. No primeiro caso, a Justiça Suíça divulgou documentos sobre o processo contra a entidade máxima do futebol, que até então corria em sigilo. No segundo, a Assembleia de Londres, oficina que supervisiona as atividades da prefeitura local, pediu ao Comitê organizador da competição que revise sua relação com a Dow Chemical, uma das patrocinadoras oficiais do evento.

Os dois fatos servem como reflexão para empresas que patrocinam ou pensam em associar suas marcas ao esporte. Assim como a maioria dos segmentos, ele não é livre de corrupção. Ainda mais nestes casos, em que os envolvidos são os dois maiores eventos esportivos do mundo.

Ricardo Teixeira e João Havelange, pivôs de escândalo de suborno - Crédito: Ana Carolina Fernandes/ Folhapress

No caso da FIFA, creio que pega muito mal para seus patrocinadores a associação com uma entidade em que a corrupção está agora comprovada. Como ficam as empresas neste momento? Ao se associar à organização, elas queriam comunicar que apoiavam o esporte e mostrar seu compromisso com uma atividade limpa e saudável. A mancha para estes parceiros é ruim e cabe a cada um deles se posicionar.

Já o caso da Assembleia de Londres é curioso pelo fato de a reação ter sido tomada pelas autoridades inglesas. Foram elas que disseram que o Locog tem obrigação de considerar o histórico ambiental e social de seus parceiros. Isso porque a Dow Chemical comprou, em 2001, uma empresa chamada Union Carbide, que foi responsável pelo vazamento de gás na cidade de Bhopal, na Índia, em 1984.

Apoiar entidades esportivas é mais do que benéfico para as empresas. Além da grande exposição da marca, todo o glamour envolvido no contato com atletas e bastidores das competições encanta patrocinadores e clientes. Mas é necessário cuidado, uma vez que o público está de olho e a cobrança por posturas corretas, tanto de entidades quanto das próprias companhias, é cada vez maior.

* Erik Rodrigues é formado em Jornalismo pelo Centro Universitário Nove de Julho. Trabalha há dez anos com Assessoria de Imprensa e Relações Públicas, com clientes nas áreas de TI e Telecom. Atuou ainda em trabalhos de Comunicação Esportiva nos ultimo três anos e atualmente cursa MBA de Gestão e Marketing Esportivo na Trevisan Escola de Negócios.

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COMENTÁRIOS
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Erik Rodrigues é formado em Jornalismo pelo Centro Universitário Nove de Julho. Trabalha há doze anos com Assessoria de Imprensa e Relações Públicas, com clientes nas áreas de TI e Telecom e, nos últimos três anos, com clientes de Esportes. Pós-graduado no MBA de Gestão e Marketing Esportivo na Trevisan Escola de Negócios.
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  • guilhermefreitas

    Lamentável esses casos descarados de corrupção, Erik. E infelizmente a FIFA sabia de tudo e nada vez. Havelange e Teixeira mancham não só o futebol brasileiro como também a integridade de todos nós brasileiros. Que sejam condenados e presos estes cartolas. Abraços.

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