POR Leandro Lopes 3 ANOS ATRÁS
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Por Leandro Lopes
política@blogdacomunicacao.com.br

O brasileiro deve por direito obrigatório participar do processo eleitoral que será realizado no próximo dia 31 a fim de escolher quem será o futuro presidente do Brasil. O escolhido terá que conviver com a imagem de Lula. Seja a favor, seja contra.

Caso vença a candidata do PT Dilma Rousseff, o atual presidente terá participação efetiva e – ao menos – auxiliará nas decisões do governo, já que, como prega a campanha, a presidenciável representa a seqüência do trabalho feito pelo presidente.

Caso o candidato do PSDB, José Serra, tenha êxito nas urnas, terá em Lula, um adversário atento, um observador de erros e acertos.

A popularidade de Lula dá ao presidente um poder que poucos conseguem. Neste país não concordar com Lula é não concordar com o povo. Combinação perigosa.

Em geral o brasileiro não é ligado a partidos ou ideais, embora seja ligado a pessoas. Questiono-me qual símbolo é mais forte: Lula ou PT? Acredito não ser nenhuma ousadia apostar no primeiro.

A discussão política que assistimos nesse segundo turno é longe de ser política de fato. Recentemente a campanha petista divulgou Os 13 compromissos programáticos de Dilma, textos que não explanam os planos de governo da candidata, apenas ratificam compromissos de obrigação cívica.

O que me preocupa, porém, é a declaração de Marco Aurélio Garcia, assessor especial da Presidência, publicada hoje no Estado de São Paulo – A3, À moda do PT -, a respeito da falta de profundidade do documento:

“Fizemos uma opção muito clara por um documento sintético. Se você faz um documento muito longo os únicos que vão ler são vocês (sic), jornalistas, para tentar descobrir um probleminha aqui, outro ali. Se vocês quiserem outra coisa, criem um partido e façam diferente.”

Se Marco Aurélio Garcia tem razão (como acredito que tenha) o povo brasileiro pouco – ou não – se importa com discussões sobre o futuro político do país, embora aprove o modelo utilizado por Lula.

Na opinião de Garcia, o documento sintético desperta maior interesse e é aceito de maneira mais fácil – o que não é nenhuma novidade haja vista o interesse do brasileiro pela leitura (problema educacional).

Reitero que concordo com o assessor especial da presidência. Mais do que concordar, chego a me perguntar: Onde está o interesse do brasileiro?

Leandro Lopes
@falecomleandro

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COMENTÁRIOS
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Estudante de jornalismo, 21 anos de idade, filósofo por natureza e como bom ouvinte de reggae, um holofote de bons sentimentos e vibrações. Assíduo participante de discussões políticas e interessado em tudo que gera comunicação, defende que o jornalismo correto (ou próximo disso) é aquele baseado na máxima que diz: "O bom jornalista é feito de conhecimento e coração!" Constantemente buscando conhecimento e ininterruptamente baseado no coração ostenta com orgulho o título de brasileiro, jornalista e tricolor!
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  • Guilherme Freitas

    O brasileiro em sua maioria não está interessado na eleição e nunca esteve. Brasileiro gosta de reclamar, mas não faz sua parte. Não pressiona as autoridades, não se une para protestar como vários outros irmãos latino-americanos. Brasileiro é em sua maioria tolo, porque ganha uma casa e fica todo feliz. Brasileiro se contenta com pouco. Por isso, os políticos fazem o que querem e vão continuar fazendo até a sociedade acordar e lutar pelo que é de seu direito. Vai demorar muito, mas acredito nas futuras gerações. Abraços.

    • Leandro Lopes

      Guilherme eu acredito que a revolução do voto só ocorrerá quando uma grande reforma política for feita e sinceramente não acredito que alguém (além dos poucos cidadãos que compreendem) estejam dispostos a criar e executar tal reforma.
      É triste.

      Abraços.

  • Suzane

    Infelizmente o brasileiro não se interessa em nada ou muito pouco por politica e age como se ela não interferisse em sua vida. Separar politica do cotidiano é uma missão impossível, votar é um ato obrigatório, não tem como negar, mas tratar eleição como só mais um dever e não ir atrás das propostas dos candidatos é absurdo, mas comum por aqui.

    • Leandro Lopes

      É tão absurdo quanto perigoso. Não procurar as propostas, não procurar informações sobre os candidatos ou ignorar declarações como essa do assessor especial da presidência. Precisamos estar atentos a toda e qualquer movimentação. Mas no Brasil, o brasileirão pega fogo!

O voto deve ser obrigatório no Brasil?
 
 
 
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