POR Mailson Ramos 2 MESES ATRÁS
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REDAÇÃO DE JORNAL – CRÉDITO: PORTAL DA COMUNICAÇÃO

Por Mailson Ramos
politica@blogdacomunicacao.com.br

“A imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados.” A frase de Millôr Fernandes tem um sentido de verdade. Mas nem sempre é assim. Houve um período no Brasil em que a mídia escondeu por baixo do tapete sujeiras que épocas vindouras seriam dignas de condenação à guilhotina. A imprensa é oposição quando lhe convém. Quando não, saca as armas poderosíssimas de que tem posse e arma uma artilharia giratória capaz de ferir até quem vive protegido de si mesmo. A imprensa é atroz quando inimiga e caridosa quando as influência lhe são benéficas. E o tratamento se modifica. É alterado pelo sabor dos seus proprietários, editores e influências, sobretudo as políticas. De repente alguém cita que não há imparcialidade na imprensa ou que a imparcialidade não existe. Então, é possível afirmar que existe uma imprensa imparcial (que pende para os dois lados ou apenas para um) e o cidadão é obrigado a criar suas próprias conclusões? Pode-se dizer que nem mesmo nas sociedades europeias fundamentadas há séculos, onde surgiu a essência do jornalismo, da imprensa livre, não há liberdade?

A diferença não está no tratamento que a mídia dá a um governo ou a outro. É sim em sentido mais amplo a cristalização de ideologias políticas dentro das redações. A imprensa não se restringe apenas às notícias, aos fatos ou às opiniões de seus blogueiros e colunistas. Toma partido, guerreia muitas vezes utilizando armas escusas. Esquece-se de sua posição de importância e confunde dependência financeira com a real atribuição jornalística de cumprir com a verdade. Aliás, a imprensa brasileira não tem cumprido com a verdade porque a verdade de interesse coletivo é sempre suprimida; não deve ser veiculada. Acaba tornando-se refém de interesses ocultos e nada mais. Isso não é um conceito de generalização, mas um mal que acomete grande parte dos órgãos de imprensa deste país.

A imprensa criticou o apagão no governo FHC e criticaria se o governo Dilma fosse cometido pela mesma insuficiência energética. Mas pensemos num outro aspecto: o governo FHC foi vítima de um desgaste, inclusive com a imprensa, que o fez perecer nos últimos anos. Este desgaste, para o governo petista, é uma sombra aterradora. É um fantasma que somente parece se apequenar quando o assunto são os escândalos de corrupção. Desde o início do governo Lula, quando a desconfiança era tão forte quanto a esperança, os primeiros a duvidar de que aquela administração seria uma catástrofe, antes mesmo de qualquer ação concreta do presidente ou de sua equipe de governo, foi a imprensa. A corrupção – que não está instalada apenas no PT, mas no sistema partidário em si – só veio corroborar com a imagem negativa do partido e do governo diante da imprensa. E ela que deve fazer o papel de oposição, como disse Millôr, encontra-se numa situação muito confortável para fazê-lo.

Se há acordos não é possível dizer ou provar, mas existe um contrato não estabelecido entre a o governo e mídia quando as pautas e as notícias se chocam. E há várias maneiras do poder agradar e agraciar a mídia; como há várias maneiras para a mídia alfinetar o poder em suas feridas mais dolorosas. É o que tem acontecido com o governo em relação ao mensalão. Talvez não existam lados e torcidas na imprensa, salvo alguns sujeitos patrocinados, mas quando o assunto é eleição, poder e mídia, é possível esperar por tudo.

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POR Luiz Filho 2 MESES ATRÁS
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por Luiz Filho
esportes@blogdacomunicacao.com.br

PRÉ-COPA
A Croácia conseguiu a classificação para a sua quarta Copa do Mundo aos trancos e barrancos. A campanha nas eliminatórias, caiu no mesmo grupo da Bélgica, não foi consistente e os croatas conseguiram a classificação apenas na repescagem, vencendo a fraca seleção da Islândia. Na partida de ida, o a o em Reykjavík, na volta em Zagreb, vitória por 2 a 0 e passaporte carimbado para o Mundial do Brasil.

A seleção croata mira uma vaga nas oitavas – Crédito: Divulgação

O TIME
A Croácia vem para o Brasil cheia de nomes conhecidos e talentosos do meio pra frente, destacando Modric, Perisic, Olic e o artilheiro Mandzukic. Se do meio pra frente a Croácia tem um time competitivo, a defesa é fraca, apesar de experiente. Falta equilíbrio ao time, porém esses jogadores talentosos podem fazer a diferença, apostando principalmente nas jogadas pelas pontas e bolas cruzadas para Mandzukic.

Time-base: Pletikosa; Srna, Corluka, Lovren e Pranjic; Modric, Akitic, Perisic, Kovacic e Olic; Mandzukic. Técnico:  Niko Kovac.

Mandzukic, a esperança de gols dos croatas – Crédito: Divulgação

DESTAQUE
Mario Mandzukic é o destaque. Goleador nato, daqueles que Felipão adoraria ter na nossa seleção, é um exímio cabeceador e o grande artilheiro do Bayern de Munique de Guardiola nesta temporada. Porém, o cartão vermelho recebido na partida de volta da repescagem contra a Islândia, tira o atacante do confronto contra a seleção brasileira.

EXPECTATIVA
A disputa pela segunda vaga no grupo está equilibrada e a Croácia pode conseguir a classificação se aproveitar bem sua força ofensiva. Passar da primeira fase já está de bom tamanho para os croatas.

RAIO-X
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POR Nilton Pessoa 2 MESES ATRÁS
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por Nilton Pessoa
politica@blogdacomunicacao.com.br

Recentemente, li bastante sobre a Copa do Mundo, que tem início dia 12 de junho. Os assuntos sobre o Mundial vão desde a demora nas entregas dos estádios e obras afins, até a questão da real importância desse evento para nosso país. Temos que ter em mente que essa festa traz benefícios de alguma forma, mas quando são bem elaborados e possuem grande antecedência de início, para não ter problemas como o Brasil hoje possui.

Demorar em resolver muitas coisas já é a cara do nosso território. O jeitinho brasileiro infelizmente existe e isso acontece em todas as áreas. A Copa é só mais uma vítima dessa avalanche de falta de compromisso e rapidez maquiada pela política, para mostrar que tudo estar nos eixos. Mas não está, essa é a verdade. O estádio de abertura da Copa, o Itaquerão, foi entregue as pressas depois de várias reclamações e pressão sobre quem estava responsável pela entrega do estádio e as obras próximas ao entorno da grandiosa – e cara – obra, ainda não foram entregues, assim como outras sedes. Temos como exemplo o Arena das Dunas, estádio de Natal, no Rio Grande do Norte, que apesar de ter sido entregue no tempo esperado, as obras de Mobilidade Urbana ainda estão sendo feitas, causando transtornos e – como falado em reportagens – algumas não serão entregues até a data de início dos jogos.

Falar da Copa no Brasil é assunto para muitos debates e não se resumem apenas nos problemas citados acima. O monopólio que foi criado pela FIFA encontra-se fincado de forma firme, ao ponto de não se debater mais outros assuntos – de maior importância – tendo assim mais tempo para os mesmos.

O Plenário está dividido quando se debate esse poder que a FIFA estabilizou no país. Enquanto muitos prosseguem com o apoio ao evento, que segundo a presidenta Dilma será a “Copa das Copas”, muitos não estão de acordo com tudo que está acontecendo. Recentemente foi divulgada a criação da Lei das Manifestações, onde haverá regras que punirão os manifestantes que irão reivindicar algo em tempos de jogos. As regras são para inibir a violência, depredação e uso de máscaras.

Lei que, para boa parte dos deputados anticopa, não são favoráveis e que enfatizam o monopólio criado pela FIFA. Por outro lado, esses deputados apenas não reclamam e tentam entender, eles também exigem que, para que exista a lei contra os manifestantes, também exista a lei que inibe a violência causada pelos policiais em ação nessas reivindicações. A mesma tem como objetivo, retirar o armamento hoje existente nesses episódios.

Se percebermos bem, é algo honesto e justo, mas não deixa de ainda está dentro do monopólio dos organizadores da Copa. Afinal, o fato de já se pensar em algo que inibe o direito da democracia e da não realização de jogos sem confusões, já é algo imposto naturalmente pelas ações que a Copa vem tomando no país. O Brasil é – infelizmente – o país do futebol, nós diariamente percebemos isso. Somos nós os criadores de toda a cultura falha do Brasil que tem o amor pelo futebol como algo desenfreado, sem controle e com uma mídia forçada para manter isso.

Então o monopólio da FIFA não é o único se pensarmos assim, afinal, é compreensível observando desse lado que somos rendidos ao monopólio do futebol há muitos anos. Os problemas da Copa existirão, até quando a mesma for embora e a partir daí existirão também aqueles que, com o passar do feitiço, conseguirá ver todo o caos ainda tomado, não apenas na mobilidade, mas também nos outros setores.

O que esperamos afinal é que, independente de criações de leis para o andamento do Brasil, as mesmas funcionem com ética e respeito ao próximo e que isso não seja criado apenas para um fim que venha a ser descartado depois ou esquecido como muitas outras leis existentes hoje que, geralmente, nos perguntamos se ainda estão em vigor.

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POR Júnior Batista 2 MESES ATRÁS
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por Júnior Batista
politica@blogdacomunicacao.com.br

A frase é conhecida, mas parece que ainda não fixou. A morte de Fabiane Maria de Jesus, 33, nos mostra quão catastrófica se tornou a campanha “justiça com as próprias mãos”, logo após o caso do jovem que foi amarrado a um poste por populares, acusado de roubo, no Rio de Janeiro. Os justiceiros foram ovacionados por várias pessoas e, na rede, dezenas defenderam a ação dos que o amarraram.

Mais uma vez, provou como a força da internet já assusta: se espalha facilmente, de forma muitas vezes irresponsável e impulsiva. A organização das pessoas pela internet pode sim ser uma bomba pela civilidade, mas também pode ser uma arma em mãos erradas. O mundo globalizado e informatizado nos mostra que ainda precisamos evoluir até que ela seja utilizada da maneira como se pensava: pesquisa facilitada, informações ao alcance de todos, e tudo mais décadas atrás.

Mãe de Fabiane esteve presente em passeata homenageando a filha – Crédito: Divulgação G1/Guilherme Lucio

A forma como ela foi usada para acusar, julgar, executar e divulgar a sequência de terror vista nas imagens de Fabiane choca pela maneira como estamos atrasados. O estado em que está o Brasil atualmente, com níveis de corrupção altíssimos, sociedade marginalizada, educação precária, segurança fragilizada e uma população descrente da política só tende a piorar, caso não se olhe para situações como essa como a urgência que se precisa.

A população precisa entender que é uma arma política, que precisa tomar as rédeas do nosso país através de sua força, da união, usando o interesse na política para escolher pessoas realmente preparadas para assumir cargos de deputados, vereadores, prefeitos, governadores, etc. O gigante realmente tem que acordar, ou iremos todos padecer em sono profundo.

Já é evidente que a classe política do nosso país nem assim se espanta ou, pelo menos, sente remorso diante de uma situação gravíssima que é o nosso cotidiano se tornar uma gigantesca milícia, onde se age pelas próprias regras, doa a quem doer. Morram inocentes ou não. E Fabiane era inocente. Morreu por um julgamento de uma sociedade despolitizada, descrente, enfurecida e, principalmente, desinformada.

A educação de um povo é sua arma para o saber. Seja o saber político ou cívico. Mas enquanto as pessoas não percebera como é grande o seu poder, ficaremos a mercê. A “pátria amada e idolatrada” já não mais é amada e não idolatra. Ela é vingativa e condenada. Se algo não for feito, estaremos fadados ao caos.

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POR Luiz Filho 2 MESES ATRÁS
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por Luiz Filho
esportes@blogdacomunicacao.com.br

PRÉ-COPA
Podemos dividir a preparação do Brasil para a Copa do Mundo em duas etapas: antes e depois de Luiz Felipe Scolari. O período antes de Felipão foi conturbado e “perdido” já que Mano Menezes não conseguiu montar um time e pouco agregou a nossa seleção. As coisas mudaram com a chegada de Felipão, no início de 2013. O treinador do penta rapidamente deu cara a equipe, montou um time do seu jeito, resgatou a confiança da torcida e conseguiu jogar bem e vencer merecidamente a Copa das Confederações.

Conquista da Copa das Confederações resgatou a confiança do torcedor na seleção – Crédito: Revista Placar

O TIME
O time está bem encaixado e com a cara de Felipão: um sistema defensivo forte, meio-campo rápido e um camisa 9 clássico. O modo que Scolari montou a equipe se mostrou bem eficaz na Copa das Confederações. A defesa formada por dois dos melhores zagueiros da atualidade (David Luiz e Tiago Silva) não preocupa, o meio tem jogadores que marcam e sabem jogar, além de contar com Oscar, cabeça pensante desse time. No ataque, Neymar já mostrou que está pronto pra fazer a diferença, já Fred é a principal preocupação. O atacante vem sofrendo lesões e está longe de ser o goleador que foi na Copa das Confederações. Júlio César também é preocupação para alguns por jogar em uma liga fraca (MLS, a Liga Norte-Americana), mas a experiência e as atuações na seleção e até na equipe de Toronto estão deixando os brasileiros mais tranquilos. Assim, Felipão acertou o time, tem jogado bem e conseguiu o principal: trazer o torcedor de volta para o lado da seleção, apoio que será fundamental e pode ser o diferencial em alguns momentos para que o Brasil realize o sonho do hexa em casa.

Time-base: Júlio César; Daniel Alves, Thiago Silva, David Luiz e Marcelo; Luiz Gustavo, Paulinho e Oscar; Hulk, Neymar e Fred. Técnico: Luiz Felipe Scolari.

Neymar, o grande destaque da seleção brasileira – Crédito: Jefferson Bernardes

DESTAQUE
Individualmente o destaque é Neymar. Ele foi o grande craque da Copa das Confederações, mostrou maturidade para fazer a diferença. No Barcelona não mostrou ainda tudo que sabe e uma lesão o tirou do restante da temporada, mas nada que preocupe sua preparação para a Copa do Mundo.

EXPECTATIVA
Não há outra senão a conquista hexacampeonato. A primeira fase tem tudo pra ser tranquila, porém depois só pedreira pelo caminho, mas o Brasil deve mostrar quem manda e conquistar o tão sonhado título mundial em casa.

RAIO-X
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POR Editores BGC 2 MESES ATRÁS
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Na última quarta-feira, o técnico Luiz Felipe Scolari convocou a seleção brasileira para a disputa da Copa do Mundo. Não houve nenhuma grande surpresa na lista final de Felipão e nomes cotados como Robinho, Kaká, Filipe Luis, Rafinha e Miranda foram descartados. Talvez a maior surpresa foi o nome de Henrique, zagueiro que trabalhou com o técnico no Palmeiras e tem a confiança do treinador. A grande maioria aprovou a lista, já que Scolari manteve a base campeã da Copa da Confederações, porém, houve algumas críticas. Já que agradar a todos é impossível, perguntamos a você caro leitor: você gostou a lista final de Luiz Felipe Scolari? Vote na nova enquete do Blog da Comunicação, localizada a direita da sua tela.

Felipão durante o anúncio da lista para a Copa de 2014 – Crédito: Paulo Mumia

RESULTADO - Na enquete anterior perguntamos aos leitores se eles acham que os possíveis protestos populares podem prejudicar a Copa do Mundo no Brasil. Para 70%, sim, as manifestações de rua podem atrapalhar a organização do Mundial. Os demais 30% creem que os protestos não irão interferir no andamento da Copa. Veremos então o que vai acontecer no mês que vem.

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