POR Ant Lima 3 MESES ATRÁS
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por Ant Lima
entretenimento@blogdacomunicacao.com.br

Crédito: Divulgação

Se ainda não começou a escrever seu livro, da uma olhada na última matéria, onde separei dicas para ajudar a escrever melhor! Pra quem já tem o livro pronto, continue comigo. Afinal, o mais difícil você já fez, escreveu sua história! Não é uma tarefa fácil escrever um livro, criar uma história original, depois passar a ideia para o papel e em seguida desenvolver capítulo por capítulo, palavra por palavra e pronto, depois de muito trabalhar finalizar o livro.

Chega de blá blá blá e vamos para o assunto principal né? Hoje trago os principais três caminhos para publicar seu livro:

Diquinha importante:  Antes de mais nada registre o seu livro hem? Para informações sobre o registro de direitos autorais, entre no site da Fundação Biblioteca Nacional, é fácil e garante que ninguém vai roubar seus títulos.

Vamos lá!

Modo convencional! (Aquele que a editora arca com as despesas)

É um modo difícil, pois seu livro vai concorrer com dezenas de outros livros, com inúmeros escritores esperançosos em ter seus livros selecionados. Mas não é tão difícil e muito menos impossível! ´

Como publicar: simples, escolha uma editora que receba originais para análise, basta entrar no site de alguma e ler a politica para envio de originais, algumas recebem apenas por correios, outras aceitam apenas um CD com os dados, e tem outras que até aceitam por e-mail. Ou se haver alguma editora próxima, da um pulinho lá tire suas duvidas.

Diquinha de ouro: Antes de enviar sua história, faça uma revisão e a diagramação do conteúdo, se preferir pode até encomendar serviços especiais de revisores e diagramadores, mas já adianto que não é nada complicado. Ah! Não esqueça de checar se a editora recebe livros do mesmo gênero que o seu, será perda de tempo enviar um livro de terror para uma editora que publica romance.

Depois de enviar seu original, irão retornar com uma resposta em aproximadamente três angustiantes meses. Mas se for aprovado, será um sonho realizado!

Modo independente: (Aquele em que você publica de graça)

Outro caminho muito bacana para publicar seu livro é o modo independente, editoras independentes. Hoje estão com força total no mercado literário, pois você não paga absolutamente nada para publicar, mas não recebe os exemplares em sua casa e a maioria não divulga seu trabalho. Quem deverá fazer a divulgação e cuidar das vendas é você mesmo! Essa opção é boa para quem se da bem com marketing, vendas ou já tem um fã clube de leitores garantido.

Como publicar: É bacana e simples, primeiro encontre uma editora independente, como a clube de autores, AgBooks, Perse entre outras e faça um cadastro, em seguida cadastre seu livro, crie uma capa, envia o Pdf e tenha seu livro pronto. Daí quem paga é quem compra, e você ganha uma porcentagem nas vendas. Essa opção é pra quem não tem medo de arregaçar as mangas e correr atrás, hem!

Outra forma independente é através do serviço gráfico, mas é uma opção um pouco cara, mas que no final valerá a pena se souber vender os exemplares.

Publicação por demanda: (Aquela que você paga para publicar)

Essa opção também é interessante. Você paga para a publicação de sua obra… algumas editoras parcelam em até seis vezes, e você terá os exemplares em sua casa. Algumas dessas editoras até ajudam na divulgação, na organização da festa de lançamento e todo o mais. A publicação por demanda pode ser feita a partir de cem exemplares, e a maioria das editoras por demanda já agilizam o processo, pois em seus sites há uma simulação para saber quanto os livros vão custar e como pode ser a forma de pagamento. Com exceção da CBJE – Câmara Brasileira de Jovens escritores que faz a partir de trinta exemplares, bacana né?

Dica essencial: Antes de fechar acordo com alguma editora, certifique-se de que não está entrando numa fria. Pois já aconteceu várias vezes, inclusive com amigos escritores, de pagar pelo serviço e não receber bulhufas de nada. Então escolha por editoras que aceitam a metade adiantado, e quando tu receber tudo certinho os exemplares, pague a outra metade. Ou outras formas que são bem mais convincentes né? Todo o cuidado é pouco!

As três maneiras são excelentes, e lembre se de que as vezes um livro lançado por uma boa editora empaca nas prateleiras, as vezes um livro de uma editora desconhecida faz um sucesso estrondoso e vice-versa. Afinal, livros ruins não existem, existem gostos diferente para gêneros. E não se esqueça, só de ter um livro, passado uma ideia sua para o papel já basta, já é um tremendo vencedor! Beijão e até semana que vem!

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POR Maíra Masiero 3 MESES ATRÁS
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por Maíra Masiero
entretenimento@blogdacomunicacao.com.br

O saudoso velho guerreiro Chacrinha já dizia, há muitos anos, que “na televisão, nada se cria, tudo se copia”, e isso se torna uma verdade mais evidente quando se trata dos formatos internacionais de atrações, que são exportados para muitos países. Desde programas humorísticos até culinários, passando por competições entre casais, pelos famosos reality shows e pelas batalhas musicais, vários destes formatos já tiveram versões tupiniquins.

Por falar em música, muitos foram os programas feitos no Exterior que se adaptaram no Brasil. Só para citar alguns, alguém (não) se lembra do Fama, versão brasileira de “Operación Triunfo” exibida pela Rede Globo entre 2002 e 2005? E das bandas Rouge e Br’Oz, construídas pelo programa Popstars, no SBT? E das edições brasileiras do Ídolos, que passaram pelo SBT e pela Rede Record?

Talvez o grande problema de todos é a ausência, hoje, na mídia de muitos dos artistas que passaram por estas atrações. Pode-se contar nos dedos das duas mãos quantos fizeram sucesso após o encerramento dos shows – tem Thiaguinho, Thaeme, Marina Elali, Mariana Rios, Luka, Roberta Sá – o que é pouco para mais de 10 anos de competições musicais no Brasil, não contando o trabalho feito pelo Programa Raul Gil, por não se tratar de uma franquia internacional.

Mas, o que falta para que o sucesso chegue às portas destes realities? Ou será que as edições feitas pela produção e o nível de competitividade e de talento conseguem mais atrapalhar do que ajudar?

Na última terça-feira, dia 20, houve a transmissão ao vivo da grande final do The Voice USA, exibido simultaneamente, aqui no Brasil, pelo Canal Sony. Com um show de aproximadamente duas horas, o público pôde acompanhar apresentações de convidados especiais, como OneRepublic, Tim McGraw e Coldplay, além de duetos dos três finalistas com Ed Sheeran, Alabama e Rocky Thicke. Dentre Christina Grimmie (do time de Adam Levine), Jake Worthington (de Blake Shelton) e Josh Kaufman (de Usher), o último conquistou o título e um contrato com a Universal Music.

Imagem de Amostra do You Tube

Particularmente, foi a primeira temporada do The Voice americano a que eu assisti inteira (já é a 6ª temporada por lá, desde 2011) e espera-se que muitos do que irão se apresentar na 3ª temporada brasileira do reality, que começa a partir de setembro deste ano, possam se espelhar na capacidade de inovar canções e no nível técnico e artístico visto nos Estados Unidos. Até pode não ter sido a melhor temporada de lá, mas torna-se uma das mais repercutidas versões do The Voice.

Desafio para nossos leitores: deixe nos comentários abaixo o que você gostaria que tivesse na próxima edição do The Voice Brasil, para que possa se nivelar com as outras versões internacionais!

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POR Editores BGC 3 MESES ATRÁS
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Cuiabá, capital do Mato Grosso será uma das 12 sedes da Copa do Mundo da Fifa. A cidade será palco de apenas quatro partidas durante o evento, todas válidas pela fase de grupos. Não nenhum grande jogo na cidade envolvendo seleções tradicionais e o jogo mais empolgante talvez seja Japão x Colômbia pela última rodada do grupo C. As partidas acontecerão na Arena Pantanal, estádio construído para a Copa do Mundo e que após o Mundial deverá um grande elefante branco. Conheça mais da cidade abaixo no nosso informativo. Para ampliar os quadros clique nas setinhas (view fullscreen).

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POR Colaboradores Especiais 3 MESES ATRÁS
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por Leandro Pereira *
convidados@blogdacomunicacao.com.br

Sobre o mito universal do Don Juan, que aparece pela primeira vez no livro “El Burlador de Sevilha”, escrito por um padre espanhol chamado Tirso de Molina, em 1615, ocorre-me agora uma reflexão sobre a sedução masculina.

Em princípio, situando o leitor sobre o personagem histórico: seu nome verdadeiro é Don Juan Tenório. Tenório, primeiramente do verbo tener e quer dizer posse. Também tem a ver com tenor, um tipo de voz masculina. A própria escolha do nome por Molina é um vaticínio: trata-se de um homem com habilidade de seduzir e dominar o desejo das mulheres.

É um dos personagens mais intrigantes e, vale dizer, fascinando, de maneira igual, homens e mulheres.

Sim, é um personagem amoral. Conquista, mas para depois abandonar e corromper a honra das mulheres. Conquista, pede a mão, faz juras de amor, depois abandona sem culpa ou pudor. Tisbea, Aminta, Doña Ana, Isabela. São muitos os nomes.

É libertino, cruel, amoral, sedutor capaz de matar ou levar suas damas ao mais profundo abismo da dor. Ele as rouba dos maridos, mas nega o casamento.

Gostava mesmo é de mulher. E como gostava.

Por agora, vou me lembrando de um proverbio irlandês que diz o seguinte: “Três tipos de homens não entendem as mulheres: os jovens, os velhos e os que estão entre os dois”.

Todos os que se aventuram na conquista das mulheres sabem. O sim das mulheres, muitas vezes é um não. O não delas, muitas vezes é um sim. “De nada adiante, postar-se de fora, a hora do sim é um descuido do não…”, já dizia uma canção de Toquinho e Vinícius. O Vina sabia das coisas. Casou-se nove vezes.

O Don Juan – Crédito: Divulgação

Estudei o Don Juan na universidade este ano e, vale dizer, a turma, com minha exceção, era composta basicamente de mulheres. A experiência bem que merecia uma crônica. Aqui está.

E o que tem isso a ver com o homem brasileiro?

Tem muito a ver. Explico-me: ocorre-me que nós brasileiros não fomos criados para seduzir. Somos tímidos, arredios, fechados, medrosos. Todo macho brasileiro tem um quê de peão de obra.

Leio agora algumas de minhas cantadas favoritas dos canteiros de obras: “Se você fosse um sanduíche seu nome ia ser X-Princesa.” Outra: “Aê cremosa vou te passar no pão e te comer todinha.” A que mais gosto: “Você não é pescoço, mas mexeu com a minha cabeça.”

Este é o nosso olhar para nossas mulheres. Seja em shoppings, na rua, no lotação, no estacionamento ou no trânsito — este olhar aparentemente lúbrico camufla a maldita timidez que assola a alma masculina.

Estou a cada dia mais convicto que macho que é macho olha a dama é nos olhos. E cadê o macho para isso?

Citando Olavo de Carvalho: “Assim como o homem tem por natureza o poder de aterrorizar a mulher com um simples olhar de fúria, a mulher tem, com um mero olhar de desprezo ou indiferença, o poder de jogar o homem no mais fundo da depressão, destruir todo o seu respeito por si mesmo e induzi-lo até ao suicídio. A beleza feminina é inseparavelmente uma promessa e uma ameaça. É um símbolo condensado de todas as ambiguidades da existência.”

Então é assim, bicho? Estamos todos com medo do não da mulher?

Penso que toda mulher quer um homem que busque olhar nos olhos. Que procure conhecê-la, saber o que ela pensa, falar seus assuntos, mostrar virilidade, falar com ela, mostrar atitude. Aí o machão mostra que não gosta de mel e mastiga as abelhas.

Saiu o ano passado, na imprensa, não me lembro bem onde, um caso de um Don Juan moderno. Um homem de 46 anos que foi preso em BH acusado de conquistar empresárias e extorquir dinheiro. Alugava carros de luxo, frequentava boates, passava por filhos de embaixador americano, como falava bem inglês ninguém desconfiava de nada. Interessante, não? Mulheres de negócio que lidam com todo tipo de gente caindo no golpe.

Claro, é um absurdo usar as armas da sedução para roubar mulheres. Não, de jeito algum eu seria a favor de um crime assim. O que questiono é que homens é o seguinte: os canalhas agindo e nós todos temendo o não.
Eu tenho um amigo que diz que o homem só deve encarar uma mulher na rua se tiver culhões para se levantar e falar com ela.

Em fim, a história deste personagem tão controverso e interessante pode nos libertar da nossa introversão. Ao invés de o invejarmos, busquemos aprender com ele. Não para enganar, mas amarmos cada dia mais e melhor.

* Leandro Pereira é mineiro. Publicou, em 2013, o poema “Paisagem” no livro “Antologia de Ouro II”, no projeto Museu Nacional da Poesia. Em 2014, com o poema “A Rosa do Monte de Vênus”, faz sua primeira incursão no texto erótico na “Antologia de Ouro IV”, também pela coleção MUNAP. Dedica esta página ao escritor Xico Sá.

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POR Colaboradores Especiais 3 MESES ATRÁS
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por Felipe Freitas *
esportes@blogdacomunicacao.com.br

PRÉ-COPA
Após um desempenho lastimável na Copa da África do Sul, quando chegou como atual campeã e caiu na primeira fase sem vencer, a Itália chega ao Brasil com a imagem resgatada após ótimas campanhas na Euro-2012, quando foi vice-campeã, e na Copa da Confederações, quando caiu para Espanha somente nas penalidades na semifinal. O técnico Cesare Prandelli promoveu uma renovação no equipe, não somente com jogadores mais jovens, mas com um estilo de jogo mais vistoso, de posse de bola, bem diferente do tradicional estilo italiano.

A Squadra Azzurra busca manter a boa fase recente – Crédito: Divulgação

O TIME
A seleção italiana tem como estrutura a equipe da Juventus, atual tricampeã da Serie A. Na defesa, Bonucci, Chiellini e Barzagli fazem parte do esquadrão da Velha Senhora, que ainda tem Buffon como goleiro titular da Azurra indo para sua quinta Copa. No meio de campo, o sempre preciso Pirlo é a cara da nova Itália: bola no chão, ótimos passes, precisão nas bolas paradas e um estilo de jogo cadenciado. No ataque, sem jogadores da Juve entre os convocados, é possível ver a inconstância de jogadores de outras equipes, como Destro, Cerci e o veterano Cassano que está de volta a seleção, após ter ficado de fora da Copa das Confederações. Mario Balotelli ainda é o grande destaque do ataque italiano apesar de uma temporada ruim com a camisa do Milan. Vamos ver se as novas caras da seleção italiana podem limpar a péssima imagem apresentada na África do Sul.

Time-base: Buffon; Barzagli, Bonucci e Chiellini; Maggio, Pirlo, De Rossi, Montolivo, Marchisio e Candreva; Balotelli. Técnico: Cesare Prandelli.

Letal na bola parada, Pirlo é quem dita o ritmo de jogo da Azzurra – Crédito: Divulgação

DESTAQUE
Andrea Pirlo tem na sua galeria de conquistas, títulos que todo jogador sonha conquistar. Campeonatos e Copas nacionais, UEFA Champions League, Mundial de Clubes e Copa do Mundo são as principais conquistas do meia de 35 anos que chega ao seu terceiro Mundial. Pirlo apesar de ser um jogador experiente teve os melhores números de sua carreira na atual temporada, liderando a Juventus ao título absoluto com recorde de pontos em uma temporada (102). Líder em assistências do campeonato, Pirlo ainda se destacou por diversos golaços de falta, sua especialidade em que é considerado o maior batedor de faltas do mundo. Faltas perto da área são garantias de boas jogadas quando ele estiver em campo.

EXPECTATIVA
A expectativa da Azurra é de chegar longe no torneio após campanhas animadoras e até surpreendentes com o vice da Euro e a semifinal da Copa das Confederações.

RAIO-X
Clique na imagem para ampliar.

* Felipe Freitas é formado em Educação Física pela Uni-FMU e especialista em fisiologia do exercício pelo CEFE/Unifesp e técnico de natação. Escreve esta texto como convidado.

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POR Colaboradores Especiais 3 MESES ATRÁS
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por Monique Rodrigues *
convidados@blogdacomunicacao.com.br

Cada vez mais o discurso cinematográfico ganha novas maneiras de narrar que modificam em muito a percepção do grande público diante de temas delicados, o último filme do interessante diretor frânces Zal Batmanglij é um desses exemplos que torna a sétima arte uma janela para o mundo contemporâneo. Juntando anarquismo ambiental e novas mídias em um diálogo com a ética nas relações humanas o filme “The East” (2013) entra para o circuito dos grandes modelos de narrativa que enfatiza a responsabilidade pessoal e a consciência socioambiental.

A trama fílmica gira em torno das ações do grupo The East, que são responsáveis por diversas práticas consideradas ecoterrorismo, ou seja, ações violentas cometidas contra propriedades privadas como forma de retaliação aos crimes ambientais, como o exemplo do filme, onde o grupo invade e incendeia a mansão de um megamilionário presidente de uma grande corporação que derramou milhões de litros de óleo no Atlântico, em paralelo com a narração de um personagem vemos a ação do próprio grupo e os crimes ambientais cometidos pela tal empresa. Por essa sequência inicial o diretor já nos situa em um mundo onde o julgamento do certo e errado tem outros parâmetros, porque percebemos que a violência para com o meio ambiente é tão grave quanto a violência humana.

Cartaz do filme The East – Crédito: Reprodução

Com isso durante todo o filme somos apresentados aos diversos conceitos ambientais que atualmente tem feito o mundo repensar suas práticas mais corriqueiras. Uma dessas filosofias de vida é o freeganismo, que embora seja considerado extremamente radical tem ganhando notoriedade e cada vez mais seguidores. Os freegans adotaram um estilo de vida fundamentados em estratégias alternativas para boicotar as grandes corporações, assim eles buscam com os seus atos diminuir os impactos gerados pela sociedade consumistas e descartável.

As práticas vão desde o hábito de procurar nos lixos sobras de alimentos, vestuário, móveis, eletrodomésticos, produto de limpeza e praticamente todo bem de consumo que a grande parte da população descarta erroneamente, passando pelo uso do transporte alternativo como as bicicletas ou andar a pé, e, ainda o cultivo de hortas e plantações caseiras como forma de gerar o próprio alimento e conhecer a origem do que se come, o trabalho voluntário, os movimentos de ocupação de prédios abandonados onde os freegans buscam democratizar o acesso de pessoas que não tem onde morar. Com essas atitudes os freegans chamaram a atenção de diversos profissionais que perceberam nessa filosofia de vida, uma saída para lidar com a escassez dos recursos naturais, e desde então, percebemos a adoção de muitas ideias oriundas desse movimento. O próprio diretor do filme viveu como os freegans durante dois meses e dessa experiência nasceu o roteiro do filme.

Cena do filme The East – Crédito: Reprodução

Outro discurso bem trabalhado é o das novas tecnologias, para determinar seus alvos, os integrantes fazem muitas pesquisas em vídeos compartilhados e assistimos junto com eles esse conteúdo, imagens, vídeos, confissões que não chegaria habitualmente ao público, por ser capaz de levar grandes nomes à falência. O diálogo se estende para os sites de relacionamento, a popularização da vigilância constante como desculpa para uma segurança que não existem, as denúncias ambientais feitas por populares, como temos diversos exemplos reais no youtube. O alvo principal do The East é uma mega indústria farmacêutica que despeja seus resíduos tóxicos nos rios e com isso provoca a morte da vida natural nas cidades vizinhas. A crítica socioambiental feita nesse instante do filme é direta e sem meios termos, servindo como manifesto ambiental e forma de conscientização do grande público.

Mais uma vez o discurso cinematográfico serve como prática social reinventando a linguagem e tornando-se porta de uma nova ordem mundial, que promove o pensamento crítico, ambientalismo e novos conceitos humanos, incentivando o espectador a ser também agente das mudanças sociais. Deixo abaixo o link do trailer e a intenção de vida longa ao cinema de Zal Batmanglij.

Imagem de Amostra do You Tube

* Monique Rodrigues é diretora de arte e pesquisadora dos temas voltados ao meio ambiente

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O Palmeiras será rebaixado no Brasileirão?
 
 
 
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