POR Colaboradores Especiais 2 MESES ATRÁS
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por Monique Rodrigues *
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A arquitetura sustentável vem realizando boas mudanças nas estruturas de construção, paisagismo e engenharia das grandes cidades, essas transformações ganham força por conta de uma renovação dos profissionais desse segmento em relação ao meio ambiente. Assim surgiu o Movimento 90° um grupo independente de profissionais voluntários que buscam implantar projetos de jardins verticais nos prédios da cidade de São Paulo, conhecida por ter o maior número de arranha céu na sua formação.

Projeto gráfico do Movimento 90° – Crédito: Reprodução/Movimento 90°

Os jardins verticais mostrou-se uma excelente solução para transformar o ar e o clima nas metrópoles, pois eles atuam como filtros de gases poluentes, isolante térmico e acústico, contribuem com o aumento da umidade do ar e da biodiversidade, além é claro da transformação visual que um jardim traz para um espaço cinzento, tornando a cidade mais agradável. A intenção do grupo é que todos os espaços possíveis ganhem esses jardins e que a iniciativa se estenda em todas as cidades do Brasil, de acordo com o Movimento 90° só na cidade de São Paulo cerca de 400 prédios podem ser forrados por jardins projetados, e dependendo do lugar a instalação da área verde reduz em 30% o índice de poluição e 60% a concentração de fuligem, que é aquela fumaça escura provocada pelos ônibus e carros, em centros urbanos essas taxas são importantíssimas para a melhora da qualidade do ar que respiramos.

Primeiro prédio que recebeu o projeto de jardim vertical – Crédito: Reprodução

O processo de implementação começa com um mapeamento que estuda melhores tipos de plantas e estrutura de irrigação, depois o grupo tenta convencer os moradores do prédio escolhido, o que segundo eles não é nada fácil, em seguida vem a parte do financiamento, o Movimento 90° conta com ajuda de patrocinadores e com investimento em plataformas como o Benfeitoria, onde o grupo coloca o projeto e recolhe o dinheiro necessário através de doações públicas. Concluída a parte financeira vem a realização que dura cerca de vinte dias, o jardim é construído sobre uma estrutura e instalado com uma distancia de cinco centímetros da parede, para não ter nenhum problema de infiltração.

Depois é necessário que a manutenção seja feita normalmente, com irrigação e fertilização, para isso é preciso que o prédio conte com a colaboração das pessoas que utilizam o espaço, ou adote o sistema automático embutido na estrutura do projeto. Outras ações de mesma significância vêm acontecendo nesses espaços onde existe a possibilidade de instalação de uma área verde, como no Shopping Eldorado que adotou uma horta alternativa no espaço do seu telhado, utilizando compostos reciclados da praça de alimentação, o shopping produzi um tipo de adubo e a horta que ocupa uma área de mil metros quadrados já gerou alfaces, berinjelas, pimentas e ervas. Assim além da reutilização do espaço, o shopping reutiliza os resíduos alimentares para gerar novos alimentos.

Horta no telhado do Shopping Eldorado – Crédito: Reprodução/Shopping Eldorado

O mais importante nessas ações é que elas mobilizam pessoas a tornar seu espaço mais verde contribuindo para a melhoria da qualidade de vida nos grandes centros urbanos. Construir um jardim, uma horta, reciclar o lixo, reduzir o consumo, adotar novos hábitos é uma prática de melhora para cada um de nós, mas que faz a diferença para todos, conheça e apoie essas iniciativas no seu bairro, no seu trabalho e principalmente na sua casa.

* Monique Rodrigues é diretora de arte e pesquisadora dos temas voltados ao meio ambiente

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A região de Visconde de Mauá está localizada na Serra da Mantiqueira e fica entre o eixo Rio–São Paulo. A altitude em alguns pontos chega a 1300 metros, o que garante uma temperatura média de 18 graus o ano todo. Com grandes quantidades de rios, piscinas naturais e quedas d’água, o maior atrativo da cidade são suas cachoeiras, que recebem inúmeros turistas interessados em contemplar as belezas naturais do local.

A Cachoeira do Alcantilado é uma das mais visitadas e parte dela fica dentro de uma propriedade particular, uma fazenda no Vale do Alcantilado. Lá, é possível ver durante uma caminhada de um quilômetro e meio por trilha, nove cachoeiras diferentes, sendo a do Alcantilado o ponto final do passeio. Ela é a única que não são permitidos banhos, porém todas as outras cachoeiras durante o trajeto estão livres para os banhistas. O endereço do local é Estrada do Alcantilado, sem número.

A Cachoeira do Escorrega – Crédito: Rodrigo Cibantos

A Cachoeira Toca da Raposa conta com mais duas quedas d’água, o Poço da Ponte e a Cachoeira das Borboletas, tornando-se assim um complexo turístico. São 5 minutos de caminhada com direito a belos rios como paisagem, até chegar na Toca da Raposa. Além disso, o local possui uma gruta que recebeu o nome de “Toca dos Namorados”. A cachoeira fica na Estrada Mauá-Maromba, sem número.

A Cachoeira de Santa Clara é uma das cachoeiras mais altas da região, formada por um paredão de pedra com 50 metros de altura. Devido a altitude, é muito procurada pelo público para a prática de rapel, mas também não faz feio para quem deseja apenas admirar a beleza do local e se banhar. A Cachoeira de Santa Clara se localiza na Estrada Mauá Maromba, sem número. No Vale de Santa clara existem algumas das melhores opções de pousadas em Visconde de Mauá, para isso, acesse a página de Visconde de Mauá no site do Roteiro de Turismo, clicando aqui e saiba mais informações.

Toda a beleza da natureza de Visconde de Mauá – Crédito: Rodrigo Cibantos

Cartão postal de Visconde de Mauá, a Cachoeira do Escorrega é praticamente parada obrigatória para quem visita o distrito. Com fácil acesso, o local chama a atenção devido a existência de um tobogã natural, que foi “gerado” naturalmente após uma tempestade em 1966. A queda do tobogã finaliza em uma piscina natural, que atrai turistas de todas as idades. Seu endereço é Estrada Mauá-Maromba, sem número.

Para chegar até Visconde de Mauá basta seguir pela Rodovia Dutra até a saída para Penedo, na altura das cidades de Resende e Itatiaia e então subir a serra para Mauá. Para saber sobre outros destinos na região como Penedo acesse: http://www.roteirodeturismo.com.br/

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Você sabe qual o jogador que mais vezes entrou em campo na história das Copas do Mundo? E aquele mais fez gols? Sabe qual foi a edição do Mundial que registrou mais público? E a seleção que mais vezes balançou a redes, sabe? Não, então dê uma olhada no nosso material especial de hoje sobre a Copa do Mundo bem abaixo, apresentando algumas estatísticas, curiosidades e números sobre este grande evento esportivo. Para ampliar os slides clique nas setinhas (view fullscreen).

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Nossa série especial sobre a Copa do Mundo segue e nesta segunda parte abordamos as edições de 1978 até 2010. Nestes mundiais as seleções de Argentina, França e Espanha venceram pela primeira vez o torneio. Também tivemos o Brasil tornando-se o primeiro pentacampeão, a Itália entrando como desacreditada e levando duas taças e a Alemanha voltando a vencer justamente no ano em que foi unificada novamente. Confira abaixo:

Cartazes oficiais dos Mundiais de 1978 a 2010 – Crédito: Reprodução

Copa do Mundo 1978
Sede: Argentina
Campeão: Argentina
Resumo: Uma das Copas mais controversas da história. Jogando em casa a seleção da Argentina conquistou sua primeira taça recheada de polêmicas. O país vivia tempos sombrios de uma brutal ditadura e os militares usaram o Mundial como instrumento político, exigindo a vitória. A tabela foi motivo de reclamação porque enquanto os principais rivais viajavam pelo país, a seleção local só jogou em Buenos Aires e na cerimônia de premiação os holandeses, vice-campeões, se negaram a cumprimentar o ditador Rafael Videla. A goleada dos argentinos por 6 a 0 sobre o Peru é cercada de mistério até hoje, devido a pouca inspiração dos peruanos. O resultado eliminou o Brasil e classificou o país anfitrião para a final. Dentro de campo a Argentina contou com o talento de Mario Kempes, artilheiro e peça vital da equipe. Na final vitória dos donos da casa sobre a Holanda na prorrogação.

Copa do Mundo 1982
Sede: Espanha
Campeão: Itália
Resumo: Quis o destino que o Mundial de 1982 não consagrasse uma das mais talentosas gerações do futebol brasileiro. Com gênios como Zico, Falcão, Sócrates e Júnior, a seleção de Telê Santana encantou o mundo com suas belas jogadas, toque de bola e tradicional ginga brasileira. Porém, a seleção canarinho caiu nas quartas diante da Itália do carrasco Paolo Rossi que marcou três gols no estádio do Sarriá. Desacreditada e enfrentando uma grave crise em seu campeonato, a Itália nem de longe sonhava com o tricampeonato mundial, mas ele veio diante a forte Alemanha Ocidental. A Azzurra venceu a final por 3 a 1. Isso com uma campanha típica dos italianos: aos trancos e barrancos, já que o time quase caiu na primeira fase.

Maradona foi o dono da Copa de 1986 – Crédito: Tony Marshall/Action Images

Copa do Mundo 1986
Sede: México
Campeão: Argentina
Resumo: Graves problemas econômicos impediram a Colômbia de sediar a Copa. Por isso, o México ficou incumbido de realizar o evento. O mesmo país que consagrou Pelé em 1970, consagrava agora Diego Maradona. O craque argentino teve uma atuação sublime e liderou seu frágil elenco a glória, anotando dois gols antológicos contra a Inglaterra nas quartas: um com a mão (que ele mesmo apelidou de a mão de Deus) e outro considerado por muitos o mais bonito de todas as Copas, onde dribla meio time inglês desde o meio de campo. Novamente Alemanha Ocidental terminou como vice-campeã mundial. Após o baque de 1982, o Brasil de Telê não conseguiu emplacar o futebol arte novamente e mesmo com Zico e Sócrates acabou eliminado nas quartas, nos pênaltis contra a França.

Copa do Mundo 1990
Sede: Itália
Campeão: Alemanha Ocidental
Resumo: Considerada como uma das Copas mais chatas e burocráticas da história, o Mundial de 1990 consagrou a Alemanha que após décadas separada entre Ocidental e Oriental voltava a ser um só país com a queda do muro de Berlim no ano anterior. Porém, nesta Copa ainda havia a separação e o time ocidental, dirigido por Franz Beckenbauer derrotou a Argentina de Maradona na final por um magro 1 a 0. Depois do Mundial a seleção alemã voltaria a ser uma só. Os argentinos, que tentavam o tricampeonato, eliminaram a seleção brasileira nas oitavas. Com um futebol pragmático e que nem de longe lembrava o futebol brasileiro, o time de Sebastião Lazaroni não conseguiu empolgar nem o mais fanático torcedor.

Em 1994, Romário foi o cara e liderou o Brasil para a glória – Crédito: Simon Bruty/Allsport

Copa do Mundo 1994
Sede: Estados Unidos
Campeão: Brasil
Resumo: Uma das grandes metas da Fifa finalmente se concretizava com a organização da Copa no mercado americano. Para quem achava que seria um erro, o resultado foi excelente: a Copa com a maior média de público da história. Dentro de campo o Brasil bateu a Itália na primeira final por pênaltis da história e sagrou-se tetracampeão, graças a genialidade de Romário, o melhor da Copa. A burocrática seleção de Carlos Alberto Parreira não empolgou, mas o Baixinho tratou de fazer a diferença. Houve muita reclamação para os horários das partidas, algumas começando ao meio dia e com mais de 40°C de temperatura.

Copa do Mundo 1998
Sede: França
Campeão: França
Resumo: Esta foi a primeira Copa do Mundo com o novo formato de 32 seleções. Jogando em casa a França conseguiu seu primeiro título mundial ao golear o Brasil na final por 3 a 0, com dois gols de Zidane e um de Petit. Atual campeã do mundo, a seleção brasileira não conseguiu seu quinto título, embora fosse considerada favorita ante os franceses. Horas antes da decisão, Ronaldo teve uma convulsão que deixou o time abalado e perturbado. A grande surpresa do Mundial foi a seleção da Croácia. Liderada por Davor Suker, artilheiro do mundial com seis gols, a estreante em Copas chegou nas semifinais e terminou na terceira colocação.

Ronaldo comemora o penta em 2002 – Crédito: David Cannon/Getty Images

Copa do Mundo 2002
Sede: Japão e Coreia do Sul
Campeão: Brasil
Resumo: Pela primeira vez na história um Mundial foi realizado em dois países simultaneamente. Japão e Coreia do Sul sediaram a Copa que deu ao Brasil o pentacampeonato mundial, isolando ainda mais o país na tabela de campeões. Com um show da dupla Ronaldo-Rivaldo, o Brasil venceu todos os jogos e na final não deu chance para uma desacreditada Alemanha. A vitória foi especial para Ronaldo, que após duas complicadas cirurgias no joelho deu a volta por cima e ainda foi o artilheiro com oito gols. As surpresas foram a Turquia, que terminou em terceiro e a Coreia do Sul que com o apoio da torcida bateu Espanha e Itália em seu caminho até as semifinais. A decepção ficou por conta de Argentina e França, favoritas e que se despediram da Copa ainda na primeira fase.

Copa do Mundo 2006
Sede: Alemanha
Campeão: Itália
Resumo: Desacreditada e enfrentando uma crise em seu campeonato, a Itália surpreendeu o mundo e venceu pela quarta vez a Copa do Mundo. Apostando em jogadores experientes como Del Piero, Buffon, Cannavaro e Pirlo, a Azzura teve um herói improvável: o zagueiro Materazzi que fez um gol na final e ainda foi o responsável pela expulsão do craque francês Zidane. Com o quadrado mágico (Ronaldo, Ronaldinho, Kaká e Adriano) o Brasil decepcionou e mostrou que o oba-oba antes da Copa não ganha jogo. Derrota para a França nas quartas de final. De consolo, Ronaldo se tornou o maior artilheiro da história das Copas chegando a 15 gols. Jogando em casa a Alemanha fez uma bela Copa, contagiou a torcida e por muito pouco não chegou a final.

Casillas ergue a Copa do Mundo em 2010 – Crédito: Martin Meissner/AP

Copa do Mundo 2010
Sede: África do Sul
Campeão: Espanha
Resumo: O primeiro Mundial em solo africano coroou uma brilhante geração e foi vencido pela Espanha que finalmente entrou no seleto grupo de campeões mundiais. Jogando um futebol de muita posse e toque de bola, os espanhóis não deram chances para seus rivais. Na final um jogo tenso e decidido nos minutos finais contra uma forte e sólida Holanda. O Brasil, que chegou a África do Sul como um dos favoritos, caiu nas quartas frente aos holandeses em uma partida nervosa. Os semifinalistas Alemanha e o Uruguai foram as sensações. Os germânicos golearam a Inglaterra e Argentina e os uruguaios avançaram na base da raça.

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Dando sequência a nossa série especial sobre a Copa do Mundo hoje vamos resumir para você leitor o que aconteceu em todos os 19 campeonatos mundiais de futebol. Nesta primeira parte falaremos sobre as edições de 1930 até 1974. Neste período a Copa nasceu, sobreviveu a II Guerra Mundial, passou a ser global e viu as seleções de Brasil, Uruguai, Itália, Alemanha Ocidental e Inglaterra sagrarem-se campeãs. Na segunda parte, que entra no ar ainda hoje, abordaremos os mundiais pós-1974. Confira abaixo:

Cartazes oficiais dos Mundiais de 1930 a 1974 – Crédito: Reprodução

Copa do Mundo 1930
Sede: Uruguai
Campeão: Uruguai
Resumo: Foi o primeiro Mundial de futebol que reuniu no Uruguai 13 seleções. Nesta Copa foram montados quatro grupos e apenas o melhor de cada um avançava as semifinais. Jogando em casa e no lotado Estádio Centenário, construído exclusivamente para o Mundial, o Uruguai passou da 1ª fase, eliminou a Iugoslávia na semifinal e venceu a Argentina na final, coroando-se como primeiro campeão mundial de futebol. Na época a Celeste era a melhor equipe do mundo e atual bicampeã olímpica em 1924 e 1928. O Brasil foi eliminado na primeira fase, tendo vencido a Bolívia e na sequência perdido para a Iugoslávia.

Copa do Mundo 1934
Sede:
Itália
Campeão: Itália
Resumo: Jogando em casa e sob os olhares do ditador fascista Benito Mussolini, a Itália conquistou a Copa do Mundo pela primeira vez. Muito se falou de resultados armados e favorecimento a Itália, pois antes dos jogos da Azurra árbitros se encontravam com Mussolini. Porém, até hoje nada se comprovou de fato. Este Mundial ao contrário de 1930, foi disputado em forma de mata-mata por 16 seleções. A Itália superou todos os rivais e na final derrotou Tchecoslováquia por 2 a 1 na prorrogação. O Brasil fez sua pior campanha em Mundiais, caindo logo na estreia ao perder por 3 a 1 para a Espanha.

Copa do Mundo 1938
Sede:
França
Campeão: Itália
Resumo: Esta foi uma Copa diferente, já que o clima não estava propício ao futebol. A Europa estava a beira de uma grande guerra com o crescimento do nazi-fascismo e das tensões entre países. O ditador nazista Adolf Hitler havia anexado a Áustria a Alemanha e obrigou os austríacos a jogar pelo selecionado do III Reich. Dentro de campo, a Itália do técnico Vittorio Pozzo conquistou o título novamente ao vencer a Hungria por 4 a 2 na grande final. O Brasil conseguiu no Mundial da França sua melhor colocação até então: um terceiro lugar. Liderados por Leônidas da Silva, que foi o artilheiro da Copa com sete gols, a seleção brasileira superou a Suécia no jogo derradeiro por 4 a 2 e terminou com o bronze.

Até hoje o desfecho da Copa 1950 causa tristeza no Brasil – Crédito: Divulgação

Copa do Mundo 1950
Sede:
Brasil
Campeão: Uruguai
Resumo: No primeiro Mundial depois do fim da II Guerra Mundial, apenas 13 países disputaram a Copa do Mundo no até então desconhecido Brasil. O país sul-americano havia sido o único a se colocar como sede e construiu aquele que era o maior estádio do planeta: o Maracanã, no Rio de Janeiro. Na primeira fase Brasil, Uruguai, Suécia e Espanha tiveram as melhores campanhas em seus respectivos grupos e classificaram-se para a fase final. Calhou de Brasil e Uruguai chegarem a última rodada como sendo os únicos com chance de título. O Brasil jogava pelo empate, mas os uruguaios estragaram a festa e venceram por 2 a 1, calando o gigante Maracanã. Foi o famoso Maracanazzo, que frustou 200 mil pessoas e causou comoção nacional.

Copa do Mundo 1954
Sede:
Suíça
Campeão: Alemanha Ocidental
Resumo: Este foi um Mundial que muitos consideram injusto. O esquadrão da Hungria, com Puskás e Kocsis, era franco favorito ao título e apontado como o melhor time do mundo na época. Na Copa goleou todos os seus adversários, entre eles a Alemanha Ocidental na primeira fase por 8 a 3, que seria o rival da final. Porém, na decisão o timaço húngaro caiu frente aos alemães, no jogo que ficou conhecido como “Milagre de Berna”. Debaixo de muita chuva, a Alemanha superou a Hungria por 3 a 2, isso depois de começar perdendo por 2 a 0. Sem dúvida, um dos maiores jogos da história. Depois do Maracanazzo, o Brasil procurava esquecer a dura derrota na última Copa. Começou bem, perdeu nas quartas para a Hungria no jogo que ficou conhecido como “A Batalha de Berna”. Após o apito final os jogadores de ambos os times brigaram feio, com direito a socos e garrafadas.

Copa do Mundo 1958
Sede:
Suécia
Campeão: Brasil
Resumo: Nesta Copa acabou-se o “complexo de vira latas”, como dizia Nelson Rodrigues sobre o brasileiro em relação ao mundo. O Brasil enfim conseguia conquistar o Mundial de futebol. E venceu com autoridade e superioridade, revelando o planeta gênios como Pelé, Garrincha, Nilton Santos, Djalma Santos e Didi. Em sua campanha rumo a final o Brasil foi enfileirando seus adversários e aplicou goleadas em Áustria e França, venceu jogos duros contra País de Gales e URSS e empatou com a Inglaterra. Na final venceu a anfitriã Suécia pelo placar de 5 a 2, de virada, com dois gols de Pelé e Vavá e um de Zagallo. Após a Copa, o jovem Pelé ganhou o apelido de Rei do Futebol, posto que jamais iria perder. O francês Just Fontaine terminou a competição com 13 gols marcados e até hoje detém o recorde de gols marcados em uma só edição das Copas.

Pelé virou rei do futebol após a final da Copa de 1958 – Crédito: DFB.de

Copa do Mundo 1962
Sede:
Chile
Campeão: Brasil
Resumo: Após conquistar o mundo em 1958, a seleção brasileira voltou a vencer a Copa do Mundo com a mesma base vitoriosa de quatro anos antes. Desta vez porém, o Brasil sofreu um duro golpe: Pelé se lesionou logo no início do Mundial e ficou de fora de boa parte do evento. Craque do Botafogo, Garrincha assumiu a responsabilidade e liderou a seleção para o bimundial com gols e belos dribles. Amarildo teve a missão de substituir Pelé e não fez feio, sendo vital para o sucesso da seleção canarinho. Na grande decisão, o Brasil venceu a Tchecoslováquia por 3 a 1, com gols de Amarildo, Zito e Vavá.

Copa do Mundo 1966
Sede:
Inglaterra
Campeão: Inglaterra
Resumo: Jogando em casa, os inventores do futebol moderno venceram pela primeira vez um Mundial. Porém, a Copa foi marcada pelo polêmico gol que não foi gol na final entre os anfitriões e a Alemanha Ocidental. O jogo normal terminou empatado em 2 a 2. Durante a prorrogação Geoff Hurst chutou, a bola bateu na trave, em cima da linha e o juiz deu gol. Com isso a Inglaterra conseguiu marcar mais um e venceu por 4 a 2. Anos depois confirmou-se que de fato a bola não entrou. Após o bimundial, o Brasil foi muito mal nesta Copa. Primeiro a bagunça fora de campo com problemas entre cartolas e a inchada convocação de mais de 40 jogadores. Em campo o time não conseguiu jogar e caiu ainda na 1ª fase. Um dos destaques foi a seleção de Portugal. Em sua primeira participação em Copas, os lusos, liderados pelo craque Eusébio, chegaram as semifinais e terminaram na terceira colocação geral. Um grande feito para o país.

Em 1970, Pelé fez a festa dos torcedores mexicanos – Crédito: Divulgação

Copa do Mundo 1970
Sede:
México
Campeão: Brasil
Resumo: A Copa de 1970 entrou para a história pois apresentou ao mundo aquele que é considerado por muitos especialista o melhor time de futebol todos os tempos. A seleção brasileira tinha um elenco espetacular com craques como Carlos Alberto Torres, Gérson, Paulo Cézar Caju, Clodoaldo, Rivellino, Tostão, Pelé e Jairzinho. Com esse time não teve para ninguém e o Brasil derrubou seleções importantes e com fortes elencos como Peru, Inglaterra, Uruguai e Itália, conquistando o tri e encantando o mundo. Além do título, o Brasil conquistou em definitivo a posse da taça Jules Rimet já que foi a primeira seleção a vencer o Mundial três vezes. Na final, uma sonora goleada sobre a Itália por 4 a 1, com gols e jogadas inesquecíveis. Ao fim do jogo os torcedores mexicanos invadiram o campo para ficar próximo aos ídolos brasileiros.

Copa do Mundo 1974
Sede:
Alemanha Ocidental
Campeão: Alemanha Ocidental
Resumo: Foi o primeiro Mundial onde o campeão recebeu a nova taça da Fifa. E ele ficou com os donos da casa que conseguiram superar o encantador time holandês na final. A Alemanha Ocidental chegou ao bimundial batendo de virada a Holanda na decisão por 2 a 1. O time laranja de Rinus Michels jogava o famoso “futebol total”, com muito toque e posse de bola, e os jogadores não guardavam posição em campo e se movimentando o tempo todo. O grande destaque individual da competição foi o capitão holandês Johan Cruijff. A seleção brasileira era uma das favoritas, mas não tinha mais Pelé que decidiu se aposentar da seleção. O time chegou até a segunda fase, mas caiu frente a Holanda. Na decisão do terceiro lugar nova derrota, agora para a Polônia do atacante Grzegorz Lato, artilheiro da Copa com sete gols.

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POR Guilherme Freitas 2 MESES ATRÁS
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por Guilherme Freitas
politica@blogdacomunicacao.com.br

“Tenho nesta posse o gosto da despedida, pois cumprirei meu último mandato. Espero fazer toda a doação de mim mesmo para servir esta Casa, que é um pouco da minha vida, um pouco do meu amor”. Essas palavras foram proferidas pelo senador José Sarney no dia 1º de fevereiro de 2011 durante seu discurso de posse como presidente do Senado. Na ocasião o ex-presidente assumia a liderança do Congresso pela quarta vez e enfrentava críticas da população.

Passados mais de três anos dessa fala, Sarney parece que não vai cumprir com a promessa. O motivo é o desgaste de sua filha Roseana no governo do estado do Maranhão. Após uma grave crise de segurança pública no começo do ano, quando ônibus foram queimados e presos decapitados dentro da prisão, ela afirmou que não tentará a reeleição este ano e vai entregar o cargo no dia 1º de janeiro de 2015. Vendo que seu clã está com dificuldades para continuar no poder, o patriarca entrará em ação.

José e Roseana Sarney – Crédito: Valter Campanato/Agência Brasil

Falando o português bem claro, a família Sarney e seus aliados estão no poder no Maranhão desde a década de 1950. Nesse período José Sarney já foi deputado, governador, senador e até presidente da República. Hoje é representante do Amapá no Senado Federal, mas nunca deixou de atuar nos interesses do Maranhão. Aos 84 anos de idade o senador já disse que gostaria de deixar a vida pública em 2014. Mas assim como Paulo Maluf, é difícil de acreditar no que ele diz. E agora com a queda de popularidade da filha Roseana então…

Segundo o colunista da revista Veja, Lauro Jardim, Sarney vem atuando nos bastidores como candidato a reeleição. Entre reuniões, jantares e conversas com seus aliados e amigos, o veterano parlamentar mostra que ainda tem fôlego para participar de mais um pleito eleitoral. E isso não será problema, afinal ele conta com muita força e prestígio dentro do PMDB.

Sarney é um caso digno de estudo. São quase 60 anos de vida pública ininterruptos. E isso sempre aliado a quem estava no poder, fosse uma ditadura militar ou governos democraticamente eleitos, casos de Fernando Henrique Cardoso, Lula e Dilma. Nenhum desses três teve coragem de mexer nesse vespeiro e recusar alianças com o senador e sua base de aliados. Sabiam muito bem que teriam muitos problemas para governar. Não seria exagero nenhum dizer que Sarney é um dos (senão o) mandachuvas da política nacional.

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