fev 2012 06

Esta se aproximando mais uma edição do Oscar[bb], a maior premiação do cinema mundial. A 84ª edição do prêmio ocorre no final do mês, mas a lista com os indicados já foi divulgada. E desta vez são nove filmes foram indicados para a principal categoria, a de melhor filme. “Cavalo de Guerra”, “O Artista”, “O Homem que Mudou o Jogo”, “Os Descendentes”, “A Árvore da Vida”, “Meia-noite em Paris”, “História Cruzadas”, “A Invenção de Hugo Cabret” e “Tão Forte e tão Perto”. E agora, qual desses filmes vai levar o Oscar? Vote na nova enquete do Blog da Comunicação, localizada na barra lateral do seu monitor.

O Oscar vem ai… – Crédito: Reprodução

RESULTADO – Nossa última enquete quis saber se os leitores eram a favor ou contra o fim das sacolas plásticas nos supermercados. A maioria, 60%, se colocou a favor do banimento das sacolinhas e os demais 40% votaram contra o fim das sacolas plásticas.

out 2011 30

Por Leandro Lopes
entretenimentoecultura@blogdacomunicacao.com.br

Quem esteve na sala Lima Barreto do Centro Cultural São Paulo na tarde do último sábado, 29, prestigiando a 35º Mostra Internacional de Cinema de São Paulo foi convidado a refletir as complexidades do sistema político brasileiro através do Making Of do filme de maior sucesso da história do cinema nacional: Tropa de Elite 2 – O inimigo agora é outro, 2010, dirigido por José Padilha.

Nas 736 salas de cinema em que o filme de Padilha foi exibido, 11 milhões de espectadores assistiram a um longa que diferente de seu precursor, preocupa-se mais com as bastidores da política brasileira que com a atuação dos policiais. Tropa de Elite 2 é passagem sem volta à realidade do sistema brasileiro e aos meandros dos acordos com os quais, de fato, se faz política neste país.

Cena de Tropa de Elite 2 - Crédito: Reprodução

O Making Of dessa produção, dirigido por Alexandre Lima, é ainda mais contundente em suas críticas. Os depoimentos de Wagner Moura, de membros da equipe técnica, do elenco principal e, é claro, do diretor José Padilha, dão ao longa os ingredientes necessários para atuar junto ao público como um soco de realidade; uma mostra indigesta dos bastidores dos gabinetes brasileiros.

Além de elucidar o conflito político, Lima trabalha todas as peculiaridades e desafios que a produção de um filme dessa magnitude exige. Por detrás das câmeras de Tropa de Elite 2, nota-se todo o aparato técnico envolvido e o trabalho que a equipe precisa por em prática em harmonia para que nada saia em desacordo ao planejado. O papel do diretor, aliás, na personificação de José Padilha, em sua minúcia de obrigatoriedades e decisões fica explícito no envolvimento dele com todas as atividades acerca da realização direta ou indireta das filmagens.

Os cinéfilos certamente tiram proveito do longa de Alexandre Lima, uma vez que sentem-se participantes da produção de Tropa de Elite 2 e entendem os motivos pelos quais o filme saiu como saiu. Por alguns instantes, aliás, é provável que o espectador sinta a tensão dos bastidores de um longa-metragem. Por esse motivo faz-se obrigatória aos fãs da saga, assistir também ao Making Of promovido nessa Mostra de Cinema; até para que se tenha certeza de que o filme é mesmo o que mostra ser.

@falecomleandro

set 2011 08

Banner do filme Além da Estrada - Crédito: Reprodução

Sorteamos a pouco através do aplicativo Sorteie.me dois pares de ingresso para o filme Além da Estrada, um filme argentino/uruguaio, como parceria entre o Blog da Comunicação e a Brazucah Produções. O filme entra em cartaz dia 9 e os dois vencedores receberão seus ingressos em casa. Um par de ingresso foi sorteado via Facebook e o outro via Twitter. Agora é a hora de conhecer os ois sortudos que poderão levar um acompanhante para assistir o filme.

No Facebook o vencedor foi Thomaz Silva (veja aqui o resultado oficial do sorteio). No Twitter que ganhou foi o perfil @Serravale (http://sorteie.me/1UTKyh). Para concorrer aos ingressos na Facebook era preciso curtir as páginas do Blog da Comunicação e da Brazucah e se inscrever na promoção do filme. No Twitter bastava replicar a frase “@blogcomunicacao e @brazucah, me levam para assistir o filme @AlemdaEstrada! http://kingo.to/NUD”.

Parabéns aos ganhadores e aproveitem o filme!

set 2011 05

Banner do filme Além da Estrada - Crédito: Reprodução

Depois de um tempo, o Blog da Comunicação e Brazucah Produções voltam a realizar promoções conjuntas! E mais uma vez iremos levar você ao cinema! Já está no ar a nova promoção para assistir ao filme Além da Estrada. Iremos sortear dois pares de ingresso para moradores de todas as cidades onde o filme está em cartaz. Por enquanto apenas em Salvador, São Paulo e Rio de Janeiro!

PROMOÇÃO
Você pode participar desta promoção de duas maneiras: via Twitter ou Facebook. Pelo Twitter você deve seguir os perfis do Blog da Comunicação e da Brazucah e deve enviar a frase “@blogcomunicacao e @brazucah, me levam para assistir o filme @AlemdaEstrada! http://kingo.to/NUD”. Através do Facebook basta curtir as páginas do Blog da Comunicação e da Brazucah. Após dar um curtir em ambas as páginas, clique no menu “Promoções” à esquerda da página do Blog da Comunicação e em seguida em “Quero Participar”. Mas lembrem-se, tem que curtir as duas páginas no Facebook para concorrer.

O sorteio será feito através da ferramenta sorteie.me e será realizado na próxima quinta-feira, dia 8 às 11h. Um ganhador será sorteado via Twitter e o outro via Facebook. Você pode usar o seus perfis em ambas as páginas para participar. O filme entra em cartaz dia 9 e os dois vencedores receberão seus ingressos em casa. Então não perca tempo, corra e participe! Veja abaixo a sinopse e o trailer do filme Além da Estrada.

SINOPSE
O filme conta a história de Santiago, um argentino próximo de seus trinta anos que, sem perspectivas de vida, decide ir ao Uruguai conhecer um terreno deixado por seus pais, mortos tragicamente alguns anos antes. Na chegada, ele encontra Juliette, uma jovem belga em busca de um amor do passado e de uma nova vida. O que parecia ser uma simples carona acaba se transformando em uma breve, porém intensa, jornada. Visitando paisagens e pessoas perdidas no tempo, eles dividem experiências que acabam por aproximá-los, numa relação de crescente afeto e ternura.

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jun 2011 10

LA BELLE DE JOUR NO BRASIL3

Escrito por Maisa Capobiango | Postado em Entretenimento & Cultura | Tags: ,

por Maísa Capobiango

entretenimento@blogdacomunicacao.com.br

A dona de um dos olhares mais misteriosos do cinema está no Brasil. Musa de diretores como Luís Buñuel (A Bela da Tarde) e François Truffaut (O Último Metrô), Catherine Deneuve desembarcou no país no início desta semana para participar do Festival Varilux de Cinema Francês 2011. Junto com ela, vieram outros dois grandes nomes: Audrey Tautou e Sandrine Bonnaire, cada uma representando uma geração.

Depois de passar por São Paulo, as atrizes estão no Rio de Janeiro, para deleite dos fãs. No entanto, não é exagero nenhum afirmar que a maior sensação tem sido Deneuve. Só uma estrela com tamanha grandeza estaria numa sala fechada para coletiva de imprensa com um cigarro acesso sem que ninguém a perturbasse por isso.

Filha do ator de teatro e cinema Maurice Dorleac e irmã da também atriz Françoise Dorléac, Catherine Deneuve estreou no cinema aos 13 anos, em 1956, e durante a adolescência trabalhou em diversos pequenos filmes com o diretor Roger Vadim até chegar ao estrelato mundial em 1964, em Os Guarda Chuvas do Amor, do diretor Jacques Demy. Nos anos 1960, ela fez a reputação de símbolo sexual frio e inacessível através de filmes em que interpretava donzelas lindas e frígidas como Repulsa ao Sexo, de Roman Polanski.

Deneuve teve uma rica carreira cinematográfica, estrelando filmes de sucesso internacional como A Sereia do Mississipi, Mayerling, Tristana, Pele de Asno, entre outros, que além de a afirmarem como a grande estrela do cinema europeu da época, a transformaram no sinônimo de beleza francesa, fazendo dela a musa da alta costura da França, principalmente do estilista Yves Saint-Laurent e o rosto dos perfumes Chanel (o Chanel Nº 5, ligado a seu rosto e sua imagem, foi o mais vendido e famoso perfume do mundo por mais de duas décadas), levando-a a substituir Brigitte Bardot como a efígie de Marianne, a figura feminina oficial da República da França, estampada em selos e moedas do país.

Durante o festival, a diva está lançando “Potiche”, filme que mostra como uma mulher considerada fútil tem a oportunidade de colocar suas ideias em prática quando precisa assumir a empresa da família. A comédia também marca seu reencontro com Gerard Depardieu, com quem trabalhou em “O Último Metrô” (1980), de François Truffaut.

Para ficar por dentro de toda a programação do Festival Varilux de Cinema Francês, acesse o site e conheça as 22 cidades em que ele estará presente.

fev 2011 08

por Henrique Torres

blog@blogdacomunicacao.com.br

Quando escolho um filme, geralmente seleciono-o devido a um único fator; o nome do diretor. Escolhê-lo pelo nome de um diretor que conheço, e que já tive oportunidade de observar em outros trabalhos, é de certa maneira uma forma de garantir que não vou perder meu tempo com um péssimo filme. Isso faz com que quase sempre, eu opte por filmes antigos, de diretores consagrados pelo tempo. Poucos são os diretores ainda vivos que merecem ter seus filmes assistidos. Um destes raros casos é Darren Aronofsky.

Aronofsky é um dos poucos da atualidade que consegue manter um bom nível em seus filmes. Estes, quase nunca caem no lugar comum do cinema “hollywoodiano”. Eles mantêm uma distância considerável disto que podemos chamar de cinema comercial e de entretenimento que Hollywood produz em larga escala.

Em seus filmes, Aronofsky sempre traça retratos de situações em que o ser humano é levado ao limite por excessos e obsessões. Mencionarei aqui apenas dois casos retirados da filmografia pouco extensa do diretor. O bastante humano O Lutador, e o denso e impactante Réquiem para um Sonho.

Em O Lutador Aronofsky nos coloca diante de uma situação que é no mínimo muito humana. O filme retrata a vida do lutador de luta livre Randy “The Ram” Robinson (Mickey Rourke) que havia sido excepcional no passado, mas que agora, vinte anos depois, vive uma vida marginal. Fora dos grandes circuitos de luta livre, ele agora ganha seu sustento entre pequenos combates de quinta categoria, feitos para meia dúzia de adoradores esquisitos, e “bicos” em um supermercado. A situação de Randy se agrava quando ele sofre um infarto e é impedido de lutar.

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E aí é que ele tem que enfrentar o verdadeiro desafio de sua vida. Viver. Não mais viver exclusivamente de suas lutas e de seus fãs como antigamente. Mas viver a vida simples, cotidiana e corriqueira. E o desafio não é pequeno como parece. Randy é incapaz de qualquer relação social estável, além de ser completamente desprezado e renegado pela sua filha. Para ele, mesmo o simples atendimento dos clientes do supermercado é um desafio a ser equiparado a uma de suas lutas. O Lutador é um retrato do abandono e da solidão de um homem que um dia já foi grandioso. Ele mostra como o sucesso pode ser passageiro e destruidor quando acaba. Aronofsky criou aqui um retrato bastante humano do declínio de uma carreira e de suas conseqüências na vida de um homem. Algo que é bastante comum observarmos num país como o nosso, recheado de grandes esportistas que quase sempre caem no esquecimento e no abandono.

Em Réquiem para um Sonho, quatro personagens dividem nossa atenção. Harry (Jared Leto), seu amigo Tyrone (Marlon Wayans), sua namorada Marion (Jennifer Connelly) e sua mãe Sara (Ellen Burstyn) são quatro pessoas comuns, com suas dificuldades na vida e seus sonhos por realizar. O filme retrata a busca deles pela realização de suas buscas e anseios. Busca que é realizada por um caminho destruidor; as drogas. Os três primeiros são amigos que se envolvem cegamente no mundo das drogas. Compram, consomem e revendem para tentar ganhar dinheiro e conseguir levar uma vida melhor. Sara, a mãe de Harry, é uma mulher solitária que não tem mais a companhia do filho e que é viciada em televisão. Quando recebe uma suposta ligação para participar de um programa de TV, ela procura de todas as formas melhorar sua aparência. E isto a leva a tomar comprimidos de Anfetamina para emagrecer. Quando os comprimidos passam a perder o efeito, ela começa a tomá-los incontrolavelmente para conseguir reavivar a sensação que sentia antes, e isso a leva a uma situação completamente destruidora.

Este roteiro é o que vez por outra vemos passando nas novelas das nove. Com uma diferença fundamental. Como o próprio nome do filme já diz, não devemos esperar um final feliz. O que o filme busca retratar é exatamente o efeito devastador que o excesso no uso de drogas pode causar. Desde o começo otimista até o final impactante, Réquiem para um Sonho traça uma trajetória de degeneração física e mental. Ele expõe o fundo do poço, o limite do ser humano diante das drogas. Ele é exatamente o que o título pretende, isto é, o Réquiem que é tocado para os sonhos, a música ou prece pela qual se homenageiam os mortos, o repouso eterno dos sonhos destruídos.

Imagem de Amostra do You Tube

Apesar de aparentar possuir um discurso moralizante, o filme não traz este tipo de mensagem. Ele é apenas factual e realista. Não mostra se é certo ou errado. Mostra apenas que o potencial destrutivo é enorme quando existem excessos. Aliás, este é um dos lugares comuns da filmografia de Aronofsky. Os excessos e obsessões são sempre destruidores. Seja por um grupo de jovens que abusa das drogas, por uma bailarina obcecada com a perfeição, por um lutador que viveu sua vida apenas de suas lutas, ou um matemático que obstinadamente tenta encontrar o número que explique todas as coisas do mundo. Através de seus personagens, Aronofsky encontra sempre um modo de nos mostrar nossos limites, e os caminhos que alguns traçam para a destruição. Por meio deles, Aronofsky sempre encontra um modo de falar sobre nós mesmos.

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