nov 2011 04

por Guilherme Freitas
internacional@blogdacomunicacao.com.br

Mais um capítulo da novela Israel-Irã. Desta vez a coisa esquentou de vez. Segundo rumores, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, o ministro da Defesa, Ehud Barak e o presidente Shimon Peres tentam convencer parte do governo e da opinião pública para que o país ataque o Irã em breve. O motivo seria assegurar a segurança de Israel e evitar que o país persa desenvolva seu arsenal nuclear. Fontes do governo israelense afirmam que o Irã está próximo de desenvolver uma bomba atômica e que esta poderia ser lançada contra o país judeu. A maior parte da resistência para um ataque frontal está entre apoiadores do governo e os serviços secretos do Mossad e Shin Bet. Porém, 41% dos israelenses são a favor de um ataque ao Irã.

A idéia do premiê Netanyahu é bombardear instalações nucleares iranianas, porém quem é contra alega que estas encontram-se no subsolo e que este ataque não surtiria efeito. Israel afirma que o Irã[bb] desenvolve material bélico nuclear, o que o governo de Teerã nega veemente. Esta novela já se arrasta há anos e até agora ficou apenas nas acusações e bate-bocas entre os países. Porém, Israel parece estar disposto a levar a ofensiva a frente. Militares do país realizaram treinamentos de combate a uma possível ofensiva rival. O Irã por outro lado se disse sempre preparado para uma guerra e afirmou que caso ataque, Jerusalém e seus aliados sofreram “graves consequêcias”.

O premiê israelense Benjamin Netanyahu - Crédito: Elizabeth Dalziel/AP

Mas Netanyahu não pretende agir sozinho. Ele conta com o apoio dos Estados Unidos, tradicional aliado israelense. O presidente americano Barack Obama afirmou recentemente que a pressão sobre o processo nuclear iraniano deve ser mantida. Porém, existem dois fatos que podem pesar na história. De um lado os EUA estão envolvidos até o pescoço com a crise mundial e precisando economizar. Um conflito bélico agora poderia piorar o cenário econômico do país, que só no Iraque gastou mais de US$ 1 trilhão. Por outro lado, em 2012 haverá eleição presidencial e nessas horas o patriotismo fala alto. Enviar tropas para a guerra e mostrar ao mundo a força americana são táticas comuns. Bush invadiu o Iraque em 2003 e levou a eleição no ano seguinte.

Tanto o Irã, quanto Israel[bb] tem políticas exteriores agressivas. Mahmoud Ahmadinejad já disse querer varrer judeus do mapa e Israel não pensa duas vezes em retaliar ataques a seu território. Um conflito militar não envolveria apenas ambas as partes. Arrastaria para a guerra países como Estados Unidos, Reino Unido, nações mulçumanas e grupos terroristas como Hamas e Hezbollah, ligados ao Irã. E é iminente não pensar que armas nucleares seriam utilizadas por ambos os lados. Acredito que dizer que esta é a possibilidade de uma III Guerra Mundial, como já li em vários artigos, é um exagero. Porém, grandes guerras começam assim. Espero que esta tensão fique só na ameaça. Uma nova guerra seria desnecessária para o mundo.

mar 2011 18

Por João Paulo Denófrio

internacional@blogdacomunicacao.com.br

Os Estados Unidos têm investido pesado na visita do presidente Barack Obama ao Brasil, neste final de semana. E não é à toa. Há motivos financeiros, políticos e estratégicos em jogo. Obama desembarca neste sábado em Brasília para uma série de encontros com políticos e empresários, em especial com a presidente Dilma Rousseff. Comenta-se nos corredores do Palácio do Planalto que Dilma estava irritada com a ideia, que acabou cancelada, do líder americano discursar na Cinelândia, no Rio de Janeiro, no domingo.

Tudo bem que Obama goza de um amplo apoio mundial e foi justamente esse um dos fatores que levaram à eleição histórica do primeiro presidente negro da história dos Estados Unidos. Mas, é de se estranhar que ele fale para um público tupiniquim que pouco entende de política americana e que parece estar mais interessado em todo o caráter “por star” de Barack Obama. A viagem dele ao país saiu das agendas políticas e corporativas para cair no gosto do povo em meio a uma campanha promovida no site da embaixada americana.

Barack Obama irá se encontrar com políticos e empresários no Brasil

O Brasil parece realmente ser a bola da vez já que foi citado nos 4 discursos feitos pelo presidente americano este ano. Inclusive, ele citou a viagem em um artigo publicado no jornal USA Today. Segundo Obama, o crescimento da classe média brasileira e as recentes descobertas de petróleo por aqui são os enfoques da visita. Obviamente, que o governo brasileiro avisou que não irá perder a oportunidade de, mais uma vez, pedir o apoio dos Estados Unidos para conseguir um assento permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Como não poderia deixar de ser, um amplo esquema de segurança já foi montado para receber o 9º presidente dos Estados Unidos a visitar o Brasil. Só no Rio foram envolvidos mais de 800 homens, além de helicópteros e tanques. Também haverá fechamento parcial do espaço aéreo pelos locais onde Obama, a esposa Michelle e as duas filhas irão passar.

dez 2010 06

Por João Paulo Denófrio

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Em mais um capítulo da divulgação de documentos secretos, o site WikiLeaks divulgou que autoridades dos Estados Unidos pressionaram o comandante da Força Aérea Brasileira, Juniti Saito, e o ministro da Defesa, Nelson Jobim, a intervirem para que o governo optasse pela compra de 36 caças do modelo americano. O negócio avaliado em R$ 15 bilhões também é disputado pela Suécia e França, a última é preferida do governo brasileiro.

De acordo com os correspondências, a ministra-conselheira da embaixada americana em Brasília, Lisa Kubiske, pediu que Washington intensificasse o lobby junto às autoridades brasileiras em favor dos caças F-18. Além disso, ela solicitou o esforço das autoridades americanas durante as reuniões que teriam dali algumas semanas com senadores do Brasil em visita à capital dos Estados Unidos.

Caça americano F-18 - Crédito: Divulgação

Em outra correspondência, o comandante Juniti Saito teria relatado para o ex-embaixador americano, Clifford Sobel, que preferia o modelo dos Estados Unidos aos caças Rafale, da França. Segundo o WikiLeaks, Lisa Kubiske disse que a embaixada americana iria pedir que Nelson Jobim convencesse o presidente Lula a comprar os caças F-18.

Os telegramas divulgados fazem parte de 215 mil documentos secretos de embaixadas e consulados no mundo todo que o site WikiLeaks vem divulgando há uma semana. O Brasil ainda não decidiu qual modelo de caça irá comprar. O assunto deve ficar para o governo da presidente eleita Dilma Rousseff, que volta a tratá-lo nessa semana.

jun 2010 30

Definitivamente vulnerável a homens e carros bomba, mas cada vez mais interessado em jogar e gostar de futebol

por Leandro Lopes
blog@blogdacomunicacao.com.br

Estamos no meio de mais uma Copa do Mundo e torcendo para que o Brasil conquiste a sexta estrela da competição. Porém, paira no ar uma preocupação mais relevante do que qualquer jogo de futebol. Terrorismo. Historicamente os Estados Unidos da América, até por ser considerado o país mais importante e influente do mundo, é sempre alvo de criticas e ameaças terroristas, e a participação norte-americana no Mundial não é uma exceção.

Independente de qualquer questão política[bb], religiosa ou posicionamento que os norte-americanos tenham em relação à determinada situação, o terrorismo não deve ser utilizado como arma de represália ou forma de aviso para um grupo de governantes e suas decisões, afinal, o terrorismo atinge todo um grupo (quase sempre de civis) de pessoas que são alheias a este tipo de questão, além é claro, de utilizar-se de violência, o que é inadmissível.

Infelizmente o torneio que se realiza na África do Sul foi e ainda é alvo de sérias investigações a respeito de ameaças terroristas. Recentemente, o Congresso dos Estados Unidos disparou críticas veementes em relação ao combate realizado por autoridades locais a essas ameaças terroristas. Tudo isso, por conta de supostas ameaças vindas da Al-Qaeda, que realizaria atentados contra a delegação americana em jogos durante a Copa. Quando se trata de terrorismo, não devemos supor nada, então, se essa suposição de ameaças existe, medidas de segurança devem ser tomadas imediatamente.

Torcedores em bar na cidade de Milwaukee – Crédito: Morry Gash/AP

De uma forma (quase) extra-oficial, um antigo oficial da marinha sul-africana declarou que o país sede do Mundial é: “completamente vulnerável a homens-bomba e carros-bomba”, o que só serve para corroborar com a preocupação e criticas dos norte-americanos. Quando desembarcaram na África do Sul, os norte-americanos foram cercados por centenas de homens com a missão de zelar pela segurança de todos da delegação, eram cerca de 300 homens entre militares e serviço secreto, além, de acompanharem com um helicóptero todo o deslocamento da delegação até o hotel onde se hospedaram que é claro, também é cercado de seguranças.

A Copa do Mundo[bb] é vista por praticamente todo o planeta, um atentado contra os norte-americanos seria um terrível golpe contra não só os sul-africanos, norte-americanos e organizadores da FIFA, seria um golpe contra toda a sociedade deste planeta, sim, toda a sociedade deste planeta, porque seria um aviso literal, mais ou menos assim: “Estamos vendo vocês, e podemos, a qualquer hora, agir contra vocês”.

Os americanos estão começando a gostar de futebol. A nação teve um grande aumento no número de adeptos ao futebol e esperava uma boa campanha da equipe em solo africano. O jogo de estreia contra a Inglaterra (aliás, o principal alvo de ameaças) mostrou que os “yankees” podem jogar de igual para igual contra os grandes da bola. Mesmo caindo nas oitavas de final, os jogos da equipe bateram recordes de audiência no país. Prova que o soccer está crescendo.

Por enquanto nada aconteceu, mas, por favor, não deixem manchar a rica história da Copa do Mundo. O primeiro Mundial na África merece todo respeito e torço muito para que o futebol seja o único a ganhar manchetes neste período.

De olho neles.

Abraço,

Leandro Lopes.

formspring.me

@falecomleandro

out 2009 01

por Danilo Vaz

saude@blogdacomunicacao.com.br

Contra o Câncer

Uma aliança entre os países Brasil, Estados Unidos[bb], Argentina, México e Uruguai, foi criada para criar novos métodos de tratamentos contra o câncer no continente, este comunicado foi anunciado hoje (quinta feira).

Esta aliança permitira a cooperação em questão das pesquisas sobre o câncer, programas de capacitação multinacionais e colaboração em tecnologia para o tratamento da doença, enfatizou o americano Instituto Nacional do Câncer (NCI, por sua sigla em inglês).

Em junho os EUA já havia assinado uma carta de intenção para se ajuntar a esta iniciativa.

“A união das nações hoje é, sem dúvida, um símbolo de nosso compromisso comum em avançar na pesquisa do câncer”, destacou o diretor do NCI, John Niederhuber.

“A rede ajudará a melhorar o progresso na luta contra o câncer no Brasil, ao mesmo tempo em que beneficiará nossos países irmãos da América Latina e a população hispânica ou latina dos EUA”, disse o diretor do Instituto Nacional do Câncer do Brasil, Luiz Antonio Santini.

O câncer é uma das três doenças que causam mais mortes na América Latina, além de atingir com força os hispânicos nos Estados Unidos, que calculam que devem representar 20% da população deste país em 2020, indicou o NCI.

jul 2009 25

A GUERRA DE HUGO CHÁVEZ10

Escrito por João Paulo Denófrio | Postado em Internacional | Tags: , , , ,

Por João Paulo Denófrio

internacional@blogdacomunicacao.com.br

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, apareceu com mais uma de suas inúmeras declarações polêmicas. Desta vez, o “líder supremo” afirmou que pretende ao menos duplicar o potencial militar venezuelano. E, tudo isso, sem se importar com o que irão pensar as nações vizinhas, entre elas o Brasil.

Chávez explicou que o arsenal é necessário a fim de “fazer frente às ameaças imperiais”. Difícil saber o que ele quis dizer já que, antes, os desentendimentos eram com o americano George W. Bush, mas que deixou o poder em janeiro. Portanto, quem será o inimigo da Venezuela? Acho difícil que seja o atual chefe da Casa Branca, Barack Obama, já que logo após a posse, o líder venezuelano destacou que quer ser “amigo” do presidente americano.

Líder venezuelano, Hugo Chávez, e os planos militares - Crédito: Divulgação

Líder venezuelano, Hugo Chávez, e os planos militares - Crédito: Divulgação

Voltando às explicações do chefe venezuelano, Hugo Chávez enfatizou que a ampliação do poder militar já foi avisada à Rússia, de quem Caracas tem comprado muitos armamentos e equipamentos do tipo. Pode ser que a preocupação do esquerdista seja o anúncio da vizinha, Colômbia, de que irá permitir que os Estados Unidos aumentem as operações em bases militares do país.

O único grande trunfo de Chávez nestas ameaças é o petróleo,  já que o país figura ao lado do Canadá como os maiores produtores do combustível no Hemisfério Ocidental. O jeito é esperar para ver os próximos capítulos desta novela cheia de mistério, e principalmente “conteúdo militar”.

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