jul 2010 20

Até quando amigos leitores? Até quando?

Você pode estranhar um texto sobre a Copa do Mundo, classificado como um texto sobre Economia. Após a leitura, questione-se novamente caro leitor…

Por Leandro Lopes
economia@blogdacomunicacao.com.br

Mês de julho, o Brasil termina melancolicamente sua participação em mais uma Copa do Mundo, o nome do novo técnico está prestes a ser anunciado e a expectativa para o evento que aqui se realizará em 2014 é enorme. A última, aliás, é a que merece (ao menos mereceria) mais cuidado. As obras para a próxima Copa do Mundo serão majoritariamente pagas por mim e por você. Serão pagas pelos impostos que nossa sociedade tem o dever de pagar.

Com o nosso dinheiro serão feitas obras de infraestrutura, transporte público, reforma de aeroportos e em algumas sedes, a construção de novas arenas. Inútil dizer que o dinheiro investido nesse projeto poderia ser melhor empregado em saúde pública e educação, por exemplo, posição esta, aliás, adotada por muitas pessoas das quais conversei sobre o assunto. Inútil também, que se diga que a Copa do Mundo deixará legados e benefícios à população brasileira, tais quais os que se esperam nos aeroportos, portos e transporte público.

Nove, das doze arenas esportivas no Brasil, serão reformadas ou construídas com dinheiro público. Segundo reportagem da Carta Capital, a Associação Brasileira de Infraestrutura fez um levantamento ano passado que estima em 100 bilhões de reais a conta de 2014. Gostaria de lembrá-los, que em 2007, os investimentos do Pan Americano realizado no Rio de Janeiro, foram orçados inicialmente em 400 milhões de reais e finalizados em mais de 4 bilhões de reais, um aumento significativo.

Retomando, o órgão responsável pela organização da Copa de 2014 é o COL – Comitê Organizador Local –. Serão eles que chefiarão e opinarão a cerca de todas as obras para o evento. Até então, nenhuma novidade em relação as demais Copas, porém, no Brasil, o Comitê é formado por apenas seis pessoas, todas elas aliadas à um homem: Ricardo Teixeira. Ainda como exclusividade nossa, o COL “brasileiro” não conta com nenhum representante do poder público e dentre os outros cinco integrantes do Comitê: “Outro absurdo é a composição do COL, no qual apenas cinco pessoas apitam além de Teixeira: sua filha e mais quatro parceiros de longa data.” – declaração de Eduardo Rocha Azevedo, ex-presidente do Bovespa e um dos fundadores do movimento denominado TT, que ele mesmo explica: “Tira Teixeira. Não dá mais para confiar nessa dinastia que se perpetua no poder há mais de 50 anos.”

O "Poderoso Chefão".

Em 2014 Ricardo Teixeira completará 25 anos no comando da presidência na CBF. Por melhor que seja a administração e em qualquer que seja a área, acredito eu que renovar é preciso. Aliás, o excelentíssimo senhor Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, compartilha da mesma opinião que este humilde blogueiro que vos escreve: “Eu não posso falar da CBF porque é uma entidade particular e eu não posso votar, não posso dar palpite. Eu acho que se a CBF adotasse o que eu adotei quando era presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo, a cada oito anos a gente trocava a direção da CBF. No Sindicato a gente trocava.” – declarou Lula.

No dia anterior a esta declaração de Lula, portanto em 5 de julho, Ricardo Teixeira comunicava que a seleção brasileira de futebol passaria por uma grande renovação. Jogadores novos, técnico novo e mentalidade nova após a Copa. Menos no comando, obviamente. Por falar em Copa do Mundo, o presidente do COL Ricardo Teixeira, que já foi indiciado por 13 crimes em CPIs do futebol, foi condenado em 2001 por sonegação fiscal pela 22ª Vara Federal do Rio de Janeiro, pelo ocorrido em 1994, quando na volta da delegação tetra campeã, Teixeira teria tentado entra no país sem passar as bagagens da delegação pela alfândega. Os ficais encontraram 13 toneladas de produtos importados. O episódio ficou conhecido como “voo da muamba”.

Recentes desafetos de Ricardo Teixeira vem sentindo o grande desafio que é enfrentá-lo. O atual presidente do São Paulo Futebol Clube, Juvenal Juvêncio, recebeu (junto ao clube que comanda) duros golpes da entidade máxima do futebol brasileiro. Ontem, por exemplo, a CBF anunciou a antecipação da janela de transferências de jogadores vindos do exterior, diferente do que havia dito em comunicado à imprensa no dia 12 de julho. O São Paulo FC é semifinalista da Copa Libertadores da América e enfrentará o Internacional – RS que terá condições de inscrever seus reforços a tempo para o duelo, fato duramente criticado pela mídia em geral. Com definição de “caráter excepcional” a CBF de Ricardo Teixeira, conseguiu junto à FIFA de seu amigo pessoal Joseph Blatter, a autorização para a antecipação, coincidentemente ou não, atrapalhando seu desafeto, Juvenal Juvêncio.

Existem opiniões espalhadas pela mídia esportiva em geral, que a rusga entre Juvenal Juvêncio e Ricardo Teixeira teria inclusive afastado o estádio Cicero Pompeu de Toledo, o Morumbi, da Copa de 2014, como se sabe a arena pertence ao São Paulo Futebol Clube de Juvenal Juvêncio. A arena, duramente criticada pelo secretário geral da entidade – e também amigo pessoal de Ricardo Teixeira – Jérôme Valcke, por enquanto, é descartada do Mundial, mesmo contando com apoio de autoridades públicas brasileiras. Autoridades como o presidente Lula, o atual prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab e o atual governador de São Paulo, Alberto Goldman.

Recentemente, foi divulgada a notícia de que a ONG Contas Abertas, será responsável por representar a mim e a você, fiscalizando as contas destinadas à 2014, fato este que não nos exime da responsabilidade de sermos ainda assim, um olho a mais, afinal, é nosso dinheiro.

Assim a Copa do Mundo de 2014 promete mexer com a Economia, a infraestrutura, a sociedade, a política e com todos os envolvidos no projeto, ou seja, nós, brasileiros. Até lá, Teixeira continuará sendo presidente da CBF, e diga-se de passagem, continuará sendo por quanto tempo achar necessário (dizem os rumores até 2015, quando tentará o cargo de presidente da FIFA), já que mesmo com a notória desaprovação de Lula, Ricardo continuará no cargo, porque como o próprio presidente afirmou, ele nada pode fazer. Caso o governo de qualquer país, se envolva nos casos futebolísticos, a FIFA tem o poder de punir e suspender esse país de qualquer competição, ou seja meus amigos, se o governo brasileiro tentasse participar ou opinar nessa situação toda, bastaria um telefonema entre os amigos Teixeira e Blatter para que tudo voltasse ao “normal”.

É muito chato para os amantes de futebol perceber que uma Copa do Mundo é mais recheada de dribles e marcação fora dos campos, do que dentro deles. O nobre esporte bretão tem dono amigos. Mais de um até. E com certeza, não somos nós.

Fonte: Carta Capital.

De olho em tudo isso e com certo nojo.

Abraço,

Leandro Lopes
@falecomleandro
fomrspring.me

jul 2010 16

por Guilherme Freitas
internacional@blogdacomunicacao.com.br

A famosa revista americana Foreign Policy publicou em sua última edição, uma lista intitulada “Os piores dos piores líderes do mundo”. A publicação listou 23 nomes do que há de pior na política mundial (para ler clique aqui). São ditadores, presidentes e tiranos que usam seu cargo para desrespeitar os direitos humanos em benefício próprio. Enquanto vivem na riqueza, às vezes em palácios, seus compatriotas sofrem com vários problemas: doenças, tortura, fome, miséria e falta de liberdade de expressão. Muitos estão há décadas no poder e não pensam em passar a faixa para outro presidente. Só pensam em seus negócios e em massacrar a oposição e a democracia.

A lista é encabeçada pelo “Líder Supremo” da Coreia do Norte, Kim Jong Il. Ele está no cargo de autoridade máxima do país há 16 anos e herdou o posto do pai. Parece um monarca, mas é um tirano paranóico que só pensa em armamentos nucleares. Em segundo lugar outro ditador: Robert Mugabe, único presidente da história do Zimbábue, há 30 anos. Considerado um herói pelos africanos por lutar pela libertação do continente, Mugabe se perdeu ao longo da história e hoje é um inimigo da democracia. Em terceiro está Than Shwe, que comanda a junta militar de Mianmar. Este é um dos países mais fechados do mundo e que não respeita os direitos humanos.

Montagem com os ditadores Mugabe, Shwe e Al-Bashir – Crédito: Foreign Policy

Nomes como Omar Al-Bashir (que financia genocídios no Sudão), Mahmoud Ahmadinejad (o controverso presidente do Irã), Hu Jintao (presidente do autoritário regime chinês), Muammar Gaddafi (o “colorido” presidente da Líbia), Teodoro Mbasogo (ditador da Guiné Equatorial que foi visitado recentemente por Lula), Hugo Chavez[bb] (autoritário presidente da Venezuela) e Raul Castro (irmão de outro famoso tirano, Fidel Castro), fazem parte do rol dos Bad Guys (Caras maus) da FP. Na minha opinião, faltou um membro lusófono: José Eduardo dos Santos, presidente angolano no cargo desde 1980 e que este ano mudou a Constituição para se perpetuar no poder, após escândalos de corrupção.

Alguns na prática não são ditadores, pois a Constituição de seus países os denominam como Chefes de Estado e muitos disputam eleições diretas. Mas no fundo são todos iguais: ditadores e inimigos dos direitos humanos. Autoritários, egocêntricos, paranóicos e párias, jamais pensam em implantar a democracia em seus países. Não querem perder seus negócios milionários e correr o risco de serem presos devido aos atos cometidos. Com seus ideais insanos, se afastam das principais potências e das Nações Unidas[bb], além de arrastar o país para a ruína e crises financeiras. É o mote para o início de guerras civis e epidemias de saúde. Resumindo, é o ponto de partida para o caos.

É por esta razão que critico o presidente Lula e sua política de ser amigo de todo o mundo. Ditadores não devem ser bajulados, devem ser isolados.

mai 2010 25

Por Henrique Torres

politica@blogdacomunicacao.com.br

Negro, mulher, pobre, homossexual, ateu. Antigamente, todas estas características eliminavam alguém da vida política. Os três primeiros eram privados do direito à vida política. Os dois últimos eram diretamente privados do direito à vida. Evoluímos politica e humanamente e estas características passaram a não importar mais na maioria das atuais democracias. Será mesmo? Quando a questão é voto, é verdade que não importa ser negro, mulher, pobre, homossexual ou ateu para poder votar. Mas e quando a questão é eleger um destes à presidência, age-se da mesma forma? Pessoas esclarecidas agem da mesma forma. Infelizmente estes existem na proporção de um para mil, isto é, são a imensa minoria. Em outras palavras, isto quer dizer que ainda elegemos ou deixamos de eleger baseado em preconceitos.

Quanto aos negros, às mulheres e aos pobres, parece que estamos superando as barreiras quando se trata de política. Mas quanto aos homossexuais e aos ateus, estamos muito longe. Quero dizer com tudo isso que em paises de maioria religiosa como nos casos de Brasil e Estados Unidos, por exemplo, um candidato à presidência que se declare homossexual ou ateu certamente cometerá suicídio político. Isto é, perderá as eleições. Revelar-se homossexual ou ateu é proibido aos políticos destes dois paises que pretendem se eleger.

Digo tudo isso para fazer menção ao erro que cometeu a candidata do PT à presidência, Dilma Roussef. Já faz algum tempo, mas o fato foi que ela mencionou que não tinha uma posição religiosa muito bem definida. Para “mal” entendedor meia palavra basta. Ateísmo. Se ela tivesse dito não ter uma opção sexual muito bem definida ocorreria o mesmo, só mudaria a denominação. Homossexualismo. Se apercebendo do que tinha feito ela se declarou, alguns dias depois, portadora de fervorosa fé na Igreja Católica, assídua praticante desde a infância. Besteira. Ela nunca foi e nunca vai ser católica. Falou só pra não perder o voto dos fanáticos.

Dilema Tucano. Em 2002 Serra fugia da falta de popularidade de FHC. Hoje ele foge do excesso de popularidade de Lula - Crédito: Divulgação.

Entretanto, o candidato à presidência pelo PSDB, José Serra, é uma figura ainda mais emblemática. Serra foi um dos críticos mais ferozes do governo Lula nestes oito anos de mandato. Criticou o governo acusando-o de cínico, antiético, antidemocrático e populista, por exemplo. Porém, nestes últimos meses Serra parece ter sofrido uma metamorfose brusca, pois começou a falar bem de Lula. Todas as vezes que surge uma oportunidade ele elogia o presidente. Foi assim que ele fez quando o presidente foi eleito um dos políticos mais influentes pela revista “Time”.  Enquanto o líder do DEM na Câmara dos Deputados, Paulo Bornhausen “chutou o balde” e disse que “A Time ficou louca ou ganhou patrocínio de estatal brasileira” para eleger Lula um dos 100 mais influentes, José Serra congratulou Lula via Twitter. De forma resumida, ouve-se mais vezes Serra falando bem de Lula do que Dilma, que é a candidata da situação. Como muito bem definiu a candidata Dilma, Serra anda agindo como “biruta de aeroporto”; se agita na direção dos ventos favoráveis.

Mas que não se engane o espectador menos atento. A aparente conversão se dá muito mais por uma necessidade politica do que por uma mudança de posição. Serra não pode arranhar a imagem do presidente Lula estando este no alto de seus aproximadamente 80% de popularidade. Tal tentativa só prejudicaria a imagem do próprio Serra. Por isso ele tenta parecer mais “lulista” do que realmente é, superando nesta tentativa até a verdadeira candidata “lulista”. É tudo um jogo de imagens, jogo ao qual se resumiu a política brasileira nos últimos anos. A tentativa do candidato do PSDB consiste em nada mais do que evitar ser esmagado pela popularidade de Lula, e ao mesmo tempo tirar uma “casquinha” desta popularidade. Serra realmente mudou e muda muito. Uma verdadeira “metamorfose ambulante”. Mas isso não é tão incomum no caso dele. Afinal, em 2002 ele viveu o oposto deste dilema. Nas eleições de 2002 Serra tentava a todo custo não mostrar que ele era o candidato da situação, o candidato de Fernando Henrique, afinal, a popularidade de FHC era muito baixa. Hoje ele tenta não mostrar que é o candidato da oposição, evitando se bater contra a popularidade de Lula. É um dilema e tanto. Ser ou não ser da situação? Ser ou não ser da oposição? Não sei como ele não enlouquece com uma dúvida tão cruel como esta.

Com tudo isso dito nós podemos refazer a lista do que não se pode ser para se tornar presidente no Brasil de hoje. Ser ateu, homossexual ou crítico de Lula. Ser qualquer uma destas coisas é suicídio eleitoral. Portanto, se eu pudesse dar um conselho para a Dilma e um para o Serra, eu diria à Dilma: “Dilma, não critique Deus, por que os ateus no Brasil representam menos de 1% da população.” E ao Serra eu diria: “Muito bem “Zé”! Continue evitando criticar o Lula porque no Brasil ele está no mesmo patamar que Deus”.

mai 2010 13

CARTILHA LULISTA?4

Escrito por Henrique Oliveira | Postado em Política | Tags: , , , ,

Com fama de frio, Serra parece tentar reoriantar sua campanha. Será que vai dar certo? - Imagem: www.portalibahia.com.br

Por Henrique Oliveira

politica@blogdacomunicacao.com.br

Um dos grandes problemas que rondam a candidatura do cadidato tucano, José Serra, à presidência, é a sua imagem pouco carismática junto ás classes B e C do eleitorado nacional. Diferente de Dilma, que conta com o apoio incondicional da superpopularidade lulista neste “setor” da população, o ex-governador de São Paulo, se quiser ter um resultado mais tranquilo no pleito de outubro terá que aprender a rebolar e a quebrar sua imagem de frieza junto ao público das chamadas classes “menos favorecidas”.

Com certeza esse será uma dos maiores desafios à nova candidatura de Serra: sem o auxílio da popularidade de ninguém, ele terá a missão de tentar provar que, apesar das aparências, ele é humano e “do povo”.

E as estratégias já começaram a aparecer: numa matéria publicada hoje pelo Estadão, foi noticiado que o candidato tucano até cantou (quem diria?!) um bolero de Dolores Durán ao vivo em um programa de rádio da cidade de Recife.

“Descontraído, o pré-candidato à presidência da República do PSDB, José Serra, cantou trecho de um bolero famoso na voz de Dolores Durán no programa “Super Manhã” de Geraldo Freire na Rádio Jornal, do Recife. […] ‘Eu desconfio que o nosso caso está na hora de acabar’, cantou ele sem desafinar. Serra não aceitou entrar em nenhuma polêmica durante a entrevista, especialmente que envolvesse o nome do presidente Lula. ‘O Lula está acima do bem e do mal’, afirmou ao ser indagado sobre quem é mais de esquerda, se ele ou o presidente” (Fonte: Estadão).

Se lula está ou não “acima do bem ou do mal” no jogo político brasileiro, é assunto para vasta análise. Porém, uma coisa é certa: seu método populista de fazer campanha parece estar fazendo escola onde menos se imaginava…

abr 2010 26

COM A PALAVRA, O “PROFESSOR”4

Escrito por Henrique Oliveira | Postado em Política | Tags: , , , , ,

Crédito: www.bemparana.com.b

Por Henrique Oliveira
politica@blogdacomunicacao.com.br

Lula, sem sombra de dúvidas, é um fenômeno de aprovação e popularidade no país. As pesquisas e mais pesquisas, geralmente encomendadas pelos próprios atores da cena eleitoral, certificam que retórica lulista e seu jogo de marketing dão, e muito, certo.

Em termos de construção de imagem que gere votos, Lula é professor. E se porta como tal. Hoje, o presidente resolveu intervir diretamente na campanha de Dilma. Segundo texto de Valdo Cruz, da Folha de São Paulo de hoje, Lula pediu para dilma viajar menos e se preparar melhor para as intermináveis entrevistas que, inevitavelmente, terá que enfrentar.

“Lula reclamou que a pré-candidata do PT está sendo muito “técnica”, precisa ser “direta e simples” nas entrevistas para a TV e falar frases mais sintéticas, evitando deixar raciocínios sem conclusão. […] Dois dias antes, Dilma havia participado do “Brasil Urgente”, na TV Bandeirantes. Lula não viu o programa, mas foi informado que Dilma estava muito nervosa e, em vários momentos, deu respostas longas, sem concluir seu raciocínio. Em sua avaliação, nada grave nessa fase, mas um tipo de erro que não pode se repetir durante a campanha, principalmente nos debates eleitorais” (Citação: Folha de São Paulo, 26/04/2010).

Quem acompanha a política recente do nosso país sabe que o Lula é mestre em conduzir esses debates e entrevistas. Depois de ter sido “manipulado” por um jogo retórico de Collor e pela esparrela das edições tendenciosa dos vídeos dos telejornais da Rede Globo, nos debates para as eleições de 1989 (vejam o vídeo), o presidente simplesmente se tornou “impecável” em suas aparições eleitoreiras.

Imagem de Amostra do You Tube

Misturando seguraça, esperteza e um tom de simplicidade, o presidente foi conquistando um “público” fiel, que, até hoje, segue suas opiniões cegamente… Não é à toa que seu governo segue batendo recordes de aprovação. Uma aprovação que, em muito, é oriunda da própria habilidade retórica e marketeira de Lula e sua equipe.

Seria, então, mehor para Dilma ouvir as regras do professor. Porque, em termos de eleição, poucos se especializaram tanto quanto o velho “lulinha paz e amor”…

mar 2010 20

Nesta semana o governador de São Paulo, José Serra (PSDB) finalmente disse que será candidato a presidência, após sempre desconversar quando o assunto vinha à tona. Serra, que já tentou o Planalto em 2002, deve enfrentar no pleito de outubro a ministra chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), a senadora Marina Silva (PV) e o deputado fderal Ciro Gomes (PSB). E você caro leitor, em quem vai votar? Deixe sua opinião na nova enquete do Blog da Comunicação, localizada a esquerda do seu monitor.

RESULTADO - A última enquete fora sobre a polêmica declaração do presidente Lula sobre os presos políticos cubanos. A maioria dos leitores, 40%, acha que Lula deveria deixar ideologias políticas de lado e se comportar como Chefe de Estado, criticando o regime castrista. Outros 32% acham que o presidente esta certo em criticar os dissidentes cubanos e deve manter sua posição. Os demais 28% creem que Lula deve pedir desculpas ao povo cubano.

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