jul 2011 25

Os editoriais serão publicados regularmente e estarão disponíveis na homepage do site e depois na aba “Editorial”, localizado no cabeçalho do blog. O editorial representa as ideias e opiniões dos editores e idealizadores do Blog da Comunicação: James Freitas e Guilherme Freitas. Boa leitura! 

A presidente Dilma Rousseff não repetiu a omissão durante a crise com o ex-ministro da Casa Civil, Antônio Palocci – Crédito: Divulgação

A crise no Ministério dos Transportes parece estar longe de ter um fim. Após o escândalo de corrupção, que culminou com a queda do ex-ministro Alfredo Nascimento, a presidente Dilma Rousseff afirmou que a faxina no ministério vai continuar. “Sairão todos os integrantes do Dnit e da Vale”, disse a presidente durante uma conversa com jornalistas em Brasília. Dilma está decidida a “limpar” a pasta após os sucessivos problemas que o PR vem causando ao seu governo. Até o momento, dezenas pessoas já foram demitidas.

Tudo começou após vir a tona casos de corrupção dentro do ministério, no Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura em Transportes) e na Valec (estatal de ferrovias). Aliado do governo federal o PR, que controla a pasta desde o governo Lula, se viu no olho do furacão após casos de propina e corrupção. O ministro Nascimento não resistiu e foi demitido. Voltou para o Senado[bb], onde ocupará uma cadeira do estado do Amazonas. Outros três diretores do Dnit e mais dois da Valec também acabaram perdendo seus empregos.

Ao contrário de Lula, que procurava sempre resolver as coisas na base da conversa, Dilma mostra que tem um gênio forte. A presidente não gostou dos escândalos e não quer ver sua popularidade cair após mais uma crise ministerial (já teve problemas com Antonio Palocci que resultou na demissão do petista). Dilma, ao contrário de Lula, tem uma personalidade forte. Ministros revelaram a imprensa que as reuniões com ela são sempre duras. Como gestora, Dilma não quer ver nenhum erro durante seu governo a frente do país.

Acreditamos que a presidente esta certíssima nessa decisão de limpar de seu governo e banir políticos desonestos no Planalto. O PR há anos vem enfrentando denúncias de corrupção, tendo como carro-chefe o deputado Valdemar Costa Neto, que também é réu no processo do Mensalão. O partido tem força no Senado e na Câmara dos Deputados e vai usar sua influência para pressionar Dilma. O partido não quer perder suas mordomias e não duvidamos que use de chantagem para tal.

Dilma precisa agora mostrar a coragem que Lula[bb] não teve quando presidente: enfrentar de frente esses espectros da política nacional. Se ela vai conseguir só o tempo dirá, mas já será um grande passo barrar de uma vez por todos parlamentares que utilizam a política como um trampolim pessoal para negócios próprios. Confiamos e torcemos para que Dilma continue com essa faxina, varrendo essa sujeira para bem longe do Planalto.

James Freitas e Guilherme Freitas
Editores e Idealizadores do Blog da Comunicação
blog@blogdacomunicacao.com.br
www.blogdacomunicacao.com.br  

jul 2011 04

DILMA PREFERE FICAR EM CASA2

Escrito por João Paulo Denófrio | Postado em Política | Tags: , , , ,

Por João Paulo Denófrio

politica@blogdacomunicacao.com.br

Dados divulgados pela Presidência da República mostram que, nos primeiros seis meses de mandato, Dilma Rousseff viajou metade do tempo de Lula. Em números, quer dizer: a presidente ficou fora de Brasília durante 38 dias, enquanto o antecessor viajou durante 72 dias. Primeiramente é oportuno lembrar que Dilma tenta colocar a casa em ordem, do jeito que ela gosta de ver. Além disso, tem um caráter muito mais administrativo e não político, como Lula.

Como dizem os assessores, a presidente prefere ficar trabalhando no Palácio do Planalto, olhando tudo bem de perto e mudando o que é necessário. Consequentemente, o vice Michel Temer ficou muito pouco tempo interinamente na presidência.

Dilma passa cada vez mais tempo em Brasília - Crédito: Divulgação

Esse perfil mais tímido, e até isolado, de Dilma incomoda tanto os governistas que acham que ela deveria se expor mais, quanto aos oposicionistas que reclamam da ausência da figura pública da chefe de Estado. Uma informação interessante é o número de “bate-voltas” da presidente. Em 20 compromissos, Dilma Rousseff voltou no mesmo dia para a capital federal.

Lula tem o espírito viajante e popular no sangue. Desde que deixou a presidência, ele já viajou a 16 países e ficou 50 dias longe de casa, em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo.

jun 2011 20

NEM CÁ, NEM LÁ1

Escrito por João Paulo Denófrio | Postado em Política | Tags: , , , , , ,

Por João Paulo Denófrio

política@blogdacomunicacao.com.br

O clima de amizade pós-eleição de Dilma Rousseff dentro do PT parece ter chegado ao fim. Nas últimas semanas, são frequentes os desentendimentos nas bancadas regionais que se recusam a reconhecer o poder do Planalto nas votações do Congresso. E para garantir que a união volte a prevalecer foi preciso recorrer ao passado.

No fim de semana, o ex-presidente Lula fez um apelo por “unidade no PT” para que Dilma possa “governar com tranquilidade”. Ele confessou ter recebido telefonemas de muitos parlamentares petistas pedindo que interfira nos conflitos internos do partido. Mas, Lula tirou o corpo fora e disse que são os próprios petistas que precisam se entender. Desde o começo do governo Dilma, em janeiro, dois ministros já deixaram o cargo, portanto, ao que tudo indica, não é só a inflação alta que tem tirado o sono da presidente.

Lula tenta ajudar PT com brigas internas - Crédito: Celso Júnior/AE

O PT poderia até procurar respaldo nos aliados, mas até entre eles as coisas não andam bem. O PMDB até concorda em alguns pontos com os governistas, mas em determinados temas, se nega a ceder. E o que mais preocupa os petistas é justamente essa tentativa de “voo solo” do PMDB, algo que deixa evidente o desgaste na aliança bipartidária.

Primeiramente, os petistas precisam acabar com essas brigas internas, principalmente com a ala paulista, considerada uma das mais importantes do país. Só assim, será possível recobrar força e se concentrar em melhorar as relações com os aliados. O atual cenário, de apagar um incêndio aqui e tocarem fogo logo ali, dá sinais claros de que não está funcionando.

jun 2011 02

Da Redação
blog@blogdacomunicacao.com.br

Conhecido mundialmente por ser um país pacífico, o Brasil mantém relações com os dois lados do conflito na Terra Santa. As relações com o Estado de Israel começaram ainda antes da existência do país, já que o Brasil lutou na II Guerra Mundial contra a Alemanha nazista. Terminado o conflito, os judeus solicitaram a recém-criada Organização das Nações Unidas (ONU) uma pátria. O voto decisivo para a criação do Estado de Israel coube ao então Ministro de Relações Exteriores brasileiro Oswaldo Aranha, que presidia a sessão de partilha da Palestina.

O ex-presidente Lula em sua viagem a Israel ano passado - Crédito: Ricardo Stuckert

O Brasil também foi um dos primeiros países no mundo a reconhecer o novo Estado e no começo dos anos 1950 enviou um embaixador para Israel. Devido ao bom relacionamento, o Brasil recebeu muitos imigrantes judeus e hoje a estimativa é que existam no país quase 100 mil. As relações foram boas até meados da década de 1975, quando os militares brasileiros começaram a se aproximar de países árabes visando lucros com o petróleo. Nos últimos anos o relacionamento com Israel tem sido cordial, embora na gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010) o país tenha se aproximado do mundo árabe.

Com a Palestina, o Brasil também tem bons relacionamentos. Em 1975, também durante o regime militar, o país passou a reconhecer a criação de um Estado para os árabes e admitiu a Organização para a Libertação da Palestina (OLP) como representante do povo palestino. Ano passado, o então presidente Lula defendeu a criação do Estado Palestino com as fronteiras de antes da Guerra dos Seis Dias de 1967, quando Israel tomou alguns territórios do vizinho. Essa posição também é compartilhada pelo presidente americano Barack Obama e as linhas do futuro Estado Palestino são um dos maiores entraves para a criação do mesmo.

A presidente Dilma Rousseff e presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas logo após a posse da presidente brasileira – Crédito: Roberto Stuckert Filho

Atualmente o Brasil se empenha para tornar-se protagonista na questão Israel-Palestina e mostrar-se como uma alternativa de ajuda, se opondo aos Estados Unidos e Europa. O presidente Lula esteve em vários países árabes e estreitou relações com várias nações, visando vantagens econômicas também. Em seu último ano de mandato ele esteve em Israel e na Cisjordânia buscando mostrar ao mundo que o Brasil tem aspirações pelo assunto. Prova disso foi o envio de oficiais da Marinha Brasileira para assumir o comando da unidade marítima da Força Interina das Nações Unidas no Líbano. Com Dilma Rousseff a história não deve ser diferente e o Brasil buscará estar cada vez mais envolvido com o conflito israelo-palestino.

jan 2011 10

Por Júnior Batista

politica@blogdacomunicacao.com.br

A primeira mulher presidente da República Federativa do Brasil já chegou fazendo mudanças. A começar pelo seu Ministério, que é o mais feminino da história. Em seu discurso de posse, prometeu erradicar a extrema pobreza e melhorar a educação. Espero que isso realmente aconteça. Não só como jornalista que tem o compromisso com a sociedade de imparcialidade, isenção e verdade, espero também como cidadão brasileiro que também precisa do estudo e quer uma educação digna para um país tão bonito, grande e híbrido como é o Brasil.

O que me deixou desconfortado, foi o fato da presidentA (como quer ser chamada) ter deixado Antônio Palocci na Casa Civil, que é um dos cargos mais importantes do Poder Legislativo.  Palocci não tem um histórico dos melhores, pois, quando ocupava o cargo de Ministro da Fazenda do governo ex-presidente Lula, se envolveu no escândalo da quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo. Ou talvez apenas a descoberta do maior esquema de propina já visto no Brasil, posto que ele sempre existiu, convenhamos.

Dilma Rousseff dando entrevista ao SBT, em Brasília/DF, 02/11/2010 - Foto: Roberto Stuckert Filho. Fonte: www.dilma.com.br

Dilma Rousseff dando entrevista ao SBT, em Brasília/DF, 02/11/2010 - Foto: Roberto Stuckert Filho. Fonte: www.dilma.com.br

No Ministério das Comunicações, e este muito nos interessa, o cargo ficou por conta de Helena Chagas, que é jornalista formada pela UNB na década de 80, vem prometendo liberdade de imprensa, e tomara que cumpra mesmo e que consiga tomar uma posição sobre as medidas de regulação de conteúdo que estão vindo por aí, para que não nos prejudique, principalmente os webjornalistas. Há uma série de discussões sobre o assunto; precisamos sim, de uma regulamentação que garanta a informação séria, isenta e verdadeira à população, para que erros que frequentemente acontecem porque pseudo-jornalistas publicaram uma notícia sem a devida apuração prejudicam, e muito, as pessoas, que são nosso foco de trabalho. Isso mesmo, trabalhamos com e para pessoas, e é para elas têm-se que pensar regras que mostrem o direito de resposta imediato a um erro e não uma pequena passagem no jornal, como é visto diariamente. Uma pequena nota de desculpas não disfaz o escândalo, por exemplo, de alguma publicação com sensacionalismo, vista por grande parte da sociedade. Nosso compromisso é com a verdade, e essa discussão é necessária ao jornalismo.

Voltando ao discurso de educação, como fez a presidente no Palácio do Planalto, e até se emocionou ao fazê-lo, espero que a nossa educação possa melhorar realmente, porque somos envergonhadamente atrasados em relação ao estudo nos outros países com mesmo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) que o nosso. Aqui, ela ainda é carente e a diferença entre as escolas particulares e estaduais é gritante.

Enfim, presidenta, espero que a senhora possa realmente dar uma mudada nesse panorama da educação no país. Peço não só como jornalista que quer publicar uma boa notícia a esses milhões de brasileiros, desejo também como ativista que deseja o melhor para o Brasil. Torne-o um lugar melhor, tome cuidado com a economia – esta que também muito me preocupa, nunca gostei muito do liberalismo, acho que o Estado precisa intervir e não “deixar tudo rolar” como acontece na maioria das vezes. Boa sorte a presidentA Dilma. E com você, leitor, o meu, o nosso compromisso é informar com isenção, qualidade, verdade. Farei o meu papel de cobrar com o jornalista e como pessoa, façam mesmo.

Abraço

O momento que Lula passa a faixa a Dilma e o discurso no Palácio do Planalto, para quem não viu.

Imagem de Amostra do You Tube

nov 2010 04

NOVA CHANCE!5

Escrito por James Freitas | Postado em Política | Tags: , , , , ,

por James Freitas
politica@blogdacomunicacao.com.br

Agora é pra valer! No dia 1º de janeiro de 2011, Dilma Vana Rousseff toma posse como presidente do Brasil! Eleita em 31 de Outubro de 2010 por 55.752.529 votos! Representado por 56% dos votos válidos no território nacional! Eleita legitimamente pela população brasileira! Desde já deixo meu voto de boa sorte para nossa futura presidente! Não votei nela, porém, ela ocupará o cargo mais importante no nosso país! O sucesso dela no cargo possivelmente será o meu e o seu também, caro eleitor do Blog da Comunicação!

Mas o que venho a abordar nesse post atemporal é a questão da legitimidade ou não das inúmeras manifestações que tenho visto na internet e até tema do post do meu companheiro de blog e amigo, Leandro Lopes! Acredito que sem ofensas todo mundo pode achar o que quiser! Afinal, somos um povo livre! Condeno quem ofendeu nordestinos e nortistas! Não é o caminho! É revoltante! Porém, não acho ilegítimo as pessoas pensarem em como cada região pensa e vota! Isso é discutível e plausível de discussão, SIM!

Fiz menção ao tema na minha página do Facebook e Twitter favorável a uma separação de estados e não fiz de forma preconceituosa tanto que tenho raízes nordestinas e amo o lugar que meus pais nasceram e cresceram! Porém, o que está em discussão é o valor do voto! Por isso sustento o que falei e ainda faço extensão ao tema. Explico: Acredito que a sociedade como um todo não se pauta por planos de governo na hora de escolher o presidente! Infelizmente votam como se estivessem no passado! Isso em todas as regiões do Brasil! Quando é perguntado ao eleitor o porque que votou em Dilma, geralmente ouço algumas coisas assim: “Pois eu só voto no PT”, ”Porque é a candidata do LULA”, Porque o Serra é feio e não gosto dele”. Fato é que esse pensamento existe em todo o Brasil porém é ainda muito forte em regiões como Norte e Nordeste ainda predomina o coronelismo e o voto em velhos caciques da política brasileira! O voto é dado sem consciência alguma ou trocado por uma promessa de Bolsa-Família ou outro favor qualquer.

Michel Temer e Dilma Rousseff, os novos vice e presidente do Brasil – Crédito: Marlene Bergamo/Folhapress

Outro fator importantíssimo no voto são as pesquisas! Infelizmente muita gente dessas regiões se pautam por elas! É normal ouvir: “Vou votar na Dilma porque ela está em primeiro nas pesquisas e quero votar em que vai ganhar e sei que o Serra não vai” onde fica o melhor para o povo brasileiro em quem pensa desse jeito? Creio que é necessária uma libertação desse tipo de eleitor! E como conseguiremos chegar a esse ponto? Com uma reforma política séria! E como uma educação de qualidade que mostre ao futuro eleitor a poderosa força do voto!

Se quiser votar na Dilma, Serra, Marina, Plínio enfim, sem problemas desde que acreditem que o plano de governo que eles propõem se apliquem a realidade do Brasil e que seja o melhor para todos os brasileiros! As eleições devem deixar de ser circo para a população! Muito pelo contrário ela é a chance dos brasileiros serem críticos! Para sonhar com um futuro melhor!

Boa sorte Dilma! Boa sorte aos eleitores que votaram nela e no Serra com consciência!

Página 1 de 5123...Última »