ago 2010 14

Durante um mês, o Blog da Comunicação produziu enquetes especiais sobre temas polêmicos. Abordamos a questão do casamento gay, da legalização das drogas e do aborto, e do porte legal de armas de fogo. Após coletarmos todos os resultados, apresentaremos um editorial especial sobre a questão. Produzimos estas enquetes devido a proximidade das eleições presidenciais. Os assuntos acima são muitas vezes ignorados pelas autoridades, que não querem se comprometer. Por isso, a pergunta desta semana será sobre pleito do dia 3 de outubro. Em quem você vai votar na eleição? Vote na nova enquete do Blog da Comunicação, localizada na barra lateral a direita do seu monitor.

RESULTADO - A última pesquisa questionou os internautas sobre a posição deles na questão do cidadão brasileiro ter uma arma de fogo em casa. A maioria absoluta, 72%, repondeu que não é bom que as pessoas mantenham em casa armamentos. Os demais 28% são a favor do porte de armas de fogo.

ago 2010 09

por Isaque Criscuolo

politica@blogdacomunicacao.com.br

Durante minhas andanças por informação diária sobre política, encontrei algo curioso, para não dizer trágico.

Estamos mais do que acostumados a ver figuras caricatas nas eleições, que adotam um tom cômico para fazer os eleitores esquecerem-se dos verdadeiros propósitos de votar. Nesse meio também entram os candidatos famosos, aqueles que sumiram da mídia e que buscam uma ascensão social, talvez, para não desaparecer completamente.

Pergunto-me até onde vai o bom senso desses famosos, porque candidatar-se nestas condições é jogada de marketing, mesmo que a Justiça Eleitoral exija um tempo fora dos meios de comunicação de massa, diga-se TV, para ter a candidatura efetuada.

Alguns podem dizer que estou sendo preconceituoso e adotando somente um ponto de vista, mas é o que penso a respeito desse assunto. E se esses candidatos tiverem boas propostas e comprometimento para cumpri-las? Neste caso, que definam como foco de campanha os planos de governo, não a imagem construída pela ‘fama’.

E como dizem por ai que uma imagem vale mais do que mil palavras, tire suas próprias conclusões.

Tiririca

Tiririca

Romário

Romário

Mulher Pêra

Mulher Pêra

Mulher Melão

Mulher Melão

Ronaldo Ésper

Ronaldo Ésper

Batoré

Batoré

Vampeta

Vampeta

Leandro do KLB

Leandro do KLB

Agradeço ao Buteco da Net.

jul 2010 28

Por Henrique Torres

politica@blogdacomunicacao.com.br

As legislações do Brasil e de muitos outros paises são recheadas de incoerências que beiram à hipocrisia (para não dizer burrice). Não cansamos de ver repetidas vezes leis mal feitas que criam inúmeros problemas de aplicação, como é o caso de várias leis referentes ao meio ambiente e à violência contra as mulheres. Num certo sentido, penso que a ilegalidade das drogas faz parte destas leis mal feitas e hipócritas.

É claro que não são mal feitas e hipócritas no mesmo sentido que as leis de meio ambiente, por exemplo. Acredito que o mal destas é muitas vezes o absurdo que implicam as suas aplicações. O caso das drogas é um pouco diferente. Diferente por que penso que a ilegalidade das drogas é uma questão que traz consigo um misto de hipocrisia, arbitrariedade e preconceito. Quanto ao preconceito não é preciso dar longas explicações, já que aos olhos da sociedade o usuário de drogas não passa de um criminoso, um marginal. Não se nota, porém, que os dois conceitos são extremamente arbitrários. E devem sua arbitrariedade na maior parte das vezes à nossa legislação e a nossos tabus.

Contudo, é preciso lembrar a razão da arbitrariedade da lei que proíbe o uso de drogas. Grosso modo, as drogas são proibidas pelo mal que causam aos seus usuários. Talvez seja evidente, mas vale a pena mencionar que o Estado tem o dever de proteger os seus cidadãos, pois são estes que o compõem e que fazem a sua força. Individualmente somos partes do Estado que lhe estão submetidas. Em contrapartida, recebemos o direito à liberdade civil, o direito a fazermos o que bem entendemos (dentro da lei) sem que alguém tente se impor a nós pela força – isso tudo em tese. Fazemos parte do Estado de tal forma que somos posse dele, e dessa forma é “dever” dele impedir nosso prejuízo, mesmo que nós mesmos tentemos causá-lo. Esse é o paradoxo que gira em torno das drogas e de outros assuntos, como o suicídio.

Banner Pró Legalização da Maconha - Crédito: Divulgação

O grande problema aqui, é que o Estado permite o uso de várias coisas que prejudicam seus cidadãos. Qual critério é adotado para permitir o uso de algumas coisas e não outras? Essa é a grande pergunta que me faço. A ponto de na falta de resposta julgar a arbitrariedade da lei que impede o uso de drogas. Arbitrariedade no sentido de que é inegável o fato de que as drogas prejudicam a saúde, contudo, o cigarro, o álcool e muitas outras coisas cotidianas também prejudicam a saúde. Basta que pensemos na quantidade de gente que come nos fast-foods.  E estes números não são pequenos.

Dir-se-á talvez, que drogas viciam ou que são mais prejudiciais. No primeiro caso, é notório que o cigarro, o álcool e até a comida fasf-food vicia. Já no segundo, caso se afirme que as drogas atualmente ilegais no Brasil são mais prejudiciais do que as drogas legais, será preciso dizer de qual parte do nosso corpo precisamos menos para viver. Isto é, precisamos menos do cérebro que é destruído pelas drogas, dos pulmões que são destruídos pelo cigarro ou do fígado que é destruído pelo álcool. Pelo pouco que conheço de medicina, eu diria que todos são necessários para viver. Além disso, no caso de julgarmos as drogas ilegais mais prejudiciais, seria necessário no mínimo uma escala de modo a julgar que prejuizos podem ser aceitos ou não, o significa cair novamente na arbitrariedade.

Em suma, diria que a solução que foge da hipocrisia e da arbitrariedade, seria legalizar todas as drogas. Começar pela maconha já seria um grande passo. Caso contrário, a única outra possibilidade de fugir da arbitrariedade, seria cair no totalitarismo e no caos. Ou seja, proibir o uso de qualquer coisa prejudicial à saúde, restringindo com isso o uso do cigarro, do álcool e das drogas já ilegais, e fechando assim, as portas dos MC Donald’s.

jul 2010 27

por Henrique Oliveira

politica@blogdacomunicacao.com.br

Em entrevista na cidade de Recife, a candidata petista se diz favorável ao uso de “critérios políticos” para a escolha da equipe de governo. Mas, como assim? Imagem: http://prefeitosonline.com.br

Uma declaração da candidata a presidência da república Dilma Roussef, chamou a atenção de muitos brasileiros nesta última terça-feira. Respondendo a ataques do candidato tucano José Serra, que chamou o esquema de nomeações em cargos públicos de “loteamento em órgãos estatais”, Dilma afirmou que “critérios políticos” devem ser considerados na hora de se preencherem os cargos do poder público. Segundo a candidata, “tem que exigir critérios técnicos para o preenchimento de cargos, mas também devem ser considerados critérios políticos. Não é possível achar que terá só técnicos. (…) O critério é a pessoa ter compromisso com o seu povo, estar ideologicamente ligado a ele e ter lado. Eu tenho lado. O meu lado são os 190 milhões de brasileiros.” (fonte: G1).

O problema não está tanto na opinião da candidata em si. Mas, sim no perigo revelado por suas palavras. Afinal, quais seriam, de fato, estes “critérios políticos”? A fala de Dilma abre espaço para que pensemos na temeridade de termos um futuro governo que, em nome de critérios obscuros, seja uma verdadeira máquina de apadrinhamentos (como outros do passado já foram). Dizer que a paixão pelo país será um critério, nada mais é do que uma saída retórica da candidata. Na verdade, essa paixão não é, e nem será, parâmetro para qualquer escolha.

Talvez um dos maiores problemas da atual política brasileira, seja justamente o excesso de cargos de confiança no funcionalismo público. Órgãos e mais órgãos do governo nas  três esferas administrativas (municipal, estadual e federal) estão abarrotados de gente escolhida por critérios nada sérios de seleção. Usando uma série de regras inventadas, administrações públicas por aí, colocam à (des)serviço da população time inteiros de picaretas e aproveitadores. Critérios “políticos” e subjetivos, podem até fazer parte de uma escolha governamental, porém não devem sobrepujar o rigor que um trabalho bem feito requer.

É claro que um governo não se faz só de técnicos. Afinal, somos seres humanos e estamos cheios de sentimentos e opiniões. Porém, seria mais aceitável que um governo futuro minimizasse os famigerados “cargos por indicação” e colocasse seu foco na contratação de profissionais realmente qualificados e éticos, dotados da devida formação. Talvez, ao contrário do que pensam muitos, fosse esse um dos passos para a faxina que tanto se faz urgente na política do nosso país.

jul 2010 27

por Natália Christofari

turismo@blogdacomunicacao.com.br

Um país desenvolvido localizado em uma região geograficamente e climaticamente diversificada. Com montanhas cobertas de neve ao norte, e áreas desoladas ao lado de cidades modernas e vibrantes. Devido a sua rica história e à santidade das três religiões monoteístas, existem muitos locais antigos e sagrados.

Segundo o Ministério do Turismo de Israel, 1,6 milhões de pessoas visitaram o país no primeiro semestre de 2010, aumento de 39% em relação ao mesmo período em 2009 e de 10% ao primeiro semestre de 2008.

Entre os fatores principais do crescimento, estão à mudança da política no país e o crescimento da peregrinação evangélica a Israel. Além disso, o trânsito de turistas provenientes da América do Sul, principalmente do Brasil, aumentou drasticamente nos últimos meses. Cerca de 75% dos turistas que visitam Israel não são judeus. “Este é um país que cada pessoa no mundo tem uma motivação para a visita”, diz Ami Etgar, diretor-geral do Israel Incoming Tour Association.  

Vista de Jerusalém - Crédito: Divulgação

Para quem quer visitar o país, existem diversos pacotes turísticos, em vôos regulares, diretos para Tel Aviv, com saídas do Brasil em vários dias da semana. O pacote “Terra Santa”, por exemplo, inclui passagens aéreas, visitas guiadas, transporte terrestre por todas as cidades e hotéis com café da manhã.

Cidade Tel Aviv

Conhecida como a “cidade que nunca para”, Tel Aviv foi a primeira cidade judia moderna construída em Israel, sendo o centro econômico e cultural de Israel. Considerada uma cidade viva e ativa, com entretenimento, arte, festivais e vida noturna ativa.  Tel Aviv situa-se numa faixa de 14 quilômetros de comprimento no litoral do Mediterrâneo e se estende além do Rio Yarkon ao norte, e Rio Ayalon no Leste.

Vista da Cidade de Tel Avil – Crédito: Divulgação

Algumas curiosidades de Israel

  • Nome Oficial: Estado de Israel
  • Forma de Governo: Democracia Parlamentarista
  • Área: 21.643 quilômetros quadrados
  • Idiomas oficiais: hebraico e árabe
  • Moeda corrente: Novo Shekel Israeli
  • Estradas pavimentadas: 18.096km
  • Mais de 2.800 plantas catalogadas;
  • Grande variedade em espécies de borboletas e pássaros;
  • Chuvas raras nos meses de maio a setembro;
  • Cultura baseada em crenças e costumes judaicos.

Uma opção ótima opção de viagem para este final de ano. Já que Israel não é um país caro para o brasileiro: cada um real vale dois shekels. As temperaturas são, em média, de 15 graus e quase não chove, e os meses de janeiro e fevereiro são os mais frios.

Consulte seu consultor de viagens e boas férias …

Fonte: Assessoria de imprensa do Centro de Mídia Brasil-Israel

jul 2010 19

Por Henrique Torres

politica@blogdacomunicacao.com.br

É de se surpreender às vezes, como o desenvolvimento econômico pode significar tão pouca coisa em relação ao desenvolvimento geral de uma nação. Já afirmei em outras oportunidades que questionado sobre a possibilidade do Brasil crescer ainda mais (economicamente) nos próximos anos, a minha posição seria a de um otimista. Realmente acredito que o Brasil crescerá economicamente. Não sou tão otimista, porém, em acreditar que isso resultará em grandes mudanças quando a questão migrar do aspecto econômico para o aspecto social. Isto é, apesar de todos os reveses da economia mundial, a economia brasileira anda em ritmo acelerado, o que não acontece quando nos referimos aos aspectos sociais, humanos ou igualitários do nosso país. O Brasil é capaz de crescer socialmente, de se tornar um país mais justo, mais igualitário, enfim, mais humano, no mesmo ritmo em que cresce a economia? Somente o crescimento econômico fará do Brasil um país melhor? Nisto é que eu acredito pouco.

Acredito pouco por certas razões. Bastará-nos, contudo, pegar como exemplo nossos queridos e amados vizinhos; a Argentina. Nossos estimados “hermanos” acabaram de aprovar uma lei no congresso que torna legítimo o casamento homoafetivo. Em poucas palavras, uma ação digna dos mais honrosos louvores. Não só por representar uma grande vitória para os homossexuais nacional e mundialmente falando, mas por levantar uma bandeira muito forte contra a intolerância e o preconceito. Não só o Brasil, mas todos os outros países que ainda vivem sob estes estigmas, deveriam com todo respeito, colocar a Igreja no seu devido lugar. Religião é religião, e política é política, e vice-versa (como diria um saudoso futebolista). Pelo menos é isso que dão a entender as mais variadas constituições dos países republicanos e democráticos. Sem mencionar os direitos do homem e do cidadão. Já passou da hora de nos tornarmos um Estado verdadeiramente laico, e com isso, um Estado um tanto mais justo e igualitário.

Quanto tempo o Brasil vai levar para tornar o casamento homossexual legítimo? - Crédito: Divulgação.

Mas isso são só palavras e mais palavras. O Brasil neste sentido anda a passos de formiga. Nenhum dos nossos candidatos à presidência parece considerar que o debate aberto deste tipo de questões acarretará verdadeiros benefícios para a sociedade brasileira. Nenhum deles parece disposto a colocar tais assuntos em pauta. Seria uma grande vitória se tivéssemos um plebiscito popular como no caso do desarmamento há alguns anos atrás. Mesmo que eu pense que a decisão errada foi tomada naquela época, afinal, me parece que quanto mais armado é um país, menos seguro ele é, ainda assim colocaríamos questões como a legalização do aborto e da maconha (que é legalizada na Argentina) e o casamento homossexual em pauta para que os verdadeiros donos deste país decidissem o melhor a fazer. Meros devaneios. Humanamente falando, o casamento homossexual coloca a Argentina alguns passos na frente do Brasil.

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