dez 2011 05

por Guilherme Freitas
politica@blogdacomunicacao.com.br

E caiu o sétimo ministro do governo Dilma. Após semanas de denúncias o ex-titular da pasta do Trabalho, Carlos Lupi (PDT) perdeu o cargo. Primeiro surgiu na revista Veja uma reportagem onde assessores do ministro foram acusados por dirigentes de ONGs de cobrar propina. Convocado para depor sobre o caso ele deu declarações contraditórias e ainda soltou um “Eu te amo presidente Dilma”. Depois foi a vez do jornal Folha de S. Paulo divulgar que Lupi acumulou dois empregos públicos, sendo funcionário fantasma da Câmara dos Deputados por quase cinco anos.

Lupi pediu demissão no último domingo, dia 4 de dezembro, após uma reunião com Dilma. Ele divulgou uma nota apontando a “perseguição política e pessoal da mídia” e a “condenação sumária” da Comissão de Ética da Presidência da República como fatores chaves para sua demissão. O ex-ministro afirmou ainda que não teve chances de se defender das acusações. Por fim disse que sua demissão é uma forma de evitar que “o ódio das forças mais reacionárias e conservadoras deste país contra o trabalhismo”. Paulo Roberto Pinto assumirá a pasta como interino até a presidente definir o sucessor de Lupi no governo.

O ex-ministro do Trabalho, Carlos Lupi - Crédito: Divulgação

Antes de Lupi, outro cinco ministros caíram por denúncias de corrupção: Alfredo Nascimento (Transportes), Wagner Rossi (Agricultura), Pedro Novais (Turismo[bb]), Antonio Palocci (Casa Civil) e Orlando Silva (Esportes). Nelson Jobim (Defesa) saiu após criticar publicamente a presidente e elogiar José Serra, que perdeu a eleição para Dilma ano passado. A “faxina” que Dilma vem fazendo poderia ser mais bem feita. É claro que existem mais casos de corrupção nos demais Ministérios, mas pelo seu perfil Dilma dificilmente irá atrair holofotes para seu governo. Ela pode mandar para casa alguns ministros na reforma ministerial ao fim do primeiro ano de mandato.

A presidente irá fazer nesta virada de ano algumas mudanças em seu corpo ministerial. Além dos sete ministros que deixaram o governo, outros estão ameaçados de perder o emprego. Entre os cotados para deixarem o governo está Mário Negromonte do Ministério das Cidades. Ele também já foi acusado de corrupção em sua pasta e chorou publicamente. A verdade é que o Brasil[bb] conta com 37 Ministérios, um exagero, e alguns deles irrelevantes como dos Assuntos Estratégicos, do Desenvolvimento Agrário e da Igualdade Racial, que poderiam ser alocados em outras pastas ou simplesmente serem extintos. Mas Dilma sabe que se mexer demais no vespeiro de cargos públicos vai perder apoio e prestígio com os partidos aliados. E sem apoio, político nenhum consegue fazer um bom governo.

nov 2011 14

por Guilherme Freitas
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A presidente do Brasil, Dilma Rousseff - Crédito: Antonio Cruz/ABr

Na edição do último domingo, dia 13 de novembro, a Folha de S. Paulo publicou uma matéria bem interessante de página dupla sobre o perfil “pavio curto” da presidente Dilma Rousseff. A reportagem mostrava broncas em reuniões fechadas e depoimentos de membros do governo, que confirmam esse “estilo explosivo” da presidente. É uma mudança radical para quem estava presente no governo Lula[bb] (2003-2010). O ex-presidente também dava broncas, porém era muito menos enérgico nos pitos e adorava fazer reuniões com amigos.

Dilma por outro lado mostra-se muito mais workaholic. É centrada nas reuniões e focada no trabalho. Lê contratos e projetos de lei nos mínimos detalhes e não gosta de enrolação. Quando duvida de um auxiliar ou assessor, coloca esta pessoa em uma sabatina para testá-lo. Nem ministros escapam da fúria da presidente e muitos já ficaram abalados e furiosos com as broncas de Dilma. Segunda a Folha, três pessoas que trabalhavam na Presidência pediram demissão por não suportar a pressão. Fontes ouvidas pelo jornal afirmam que ela acabou com uma tradição do ex-presidente: as festas juninas na Granja do Torto, que reuniam várias figuras políticas. Este ano não rolou festinha…

Como podemos ver, Dilma tem um perfil muito diferente do ex-presidente Lula, seu guia e tutor. O estilo pavio curto de Dilma rendeu vários quadros humorísticos, como um no Kibe Loco. O curioso é que a presidente acha graça quando assiste a esses programas. Técnica, ela não admite erros e gafes cometidas por membros do governo. Trata-se do perfil ideal para um presidente da República.

out 2011 11

por Victor Oliveira

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Não quero enlouquecer. O mundo passa por períodos difíceis, coisas inimagináveis acontecem, pessoas nos decepcionam a cada dia mais. E não foi sempre assim? Qual terá sido a sensação de quem viveu no passado e se viu em meio a guerras, doenças mortais, ascensão de figuras ditatoriais ao poder? Será que essas pessoas também pensavam que ali seria o fim do mundo? Que a modernidade não trouxe tantos benefícios assim para eles? Bem provável que a frase “antigamente era melhor” também era dita com certa frequencia.

Não posso concordar. Nada me obriga a aceitar que a corrupção é inerente aos brasileiros. Não acredito na conversa dessa turma que comanda há tempos e que não consegue provocar grandes mudanças sociais. Não entendo como a impunidade é a capa protetora da classe política deste país.  É inadmissível ver que a aplicação do Direito não é feita de forma igualitária.

Não vou deixar de fazer minha parte. Não vou me orgulhar de ser honesto, isso não é virtude, é obrigação. Não vou adotar o jeitinho brasileiro para me dar bem. Mas também não vou me calar quando vir que outras pessoas alcançam êxitos desta maneira. Quero falar o que penso e também quero que as providências sejam tomadas. Não quero votação secreta para livrar político corrupto de punição, não quero ver a polícia sendo acusada de usar algemas quando o foco das atenções deveria ser a corrupção das pessoas detidas.

Não devo deixar as coisas como estão apenas por comodidade. Posso me esforçar, fazer bem meu trabalho, melhorar um pequeno ponto e ter a esperança que outros tantos se juntarão ao meu, formando um sistema melhor, mais justo. Não vou colocar a culpa apenas no deputado palhaço, quando na verdade nós é que estamos no centro do picadeiro, com nariz vermelho, vendo toda a corja se movimento sempre em benefício próprio. Não dei meu voto para que excelentíssimo senhor fique fazendo homenagens e dando medalhas em vez de subir à tribuna para falar algo que preste, para propor ideias que realmente farão a diferença.

Não me rotule como chato. Não pense que a omissão muda alguma coisa. Está satisfeito com o rumo das coisas? Tome partido, cobre, fiscalize, denuncie. Deixe de ver um pouquinho da novela ou do futebol para acessar a página do seu vereador, do seu deputado, veja o que ele anda aprontando. Deixe de copiar uma citação que você nem sabe de quem é na sua rede social para demonstrar sua indignação com alguma coisa. Seja criativo, você pode sim ajudar nas mudanças. Se não sabe a resposta, pergunte, questione, mas, por favor, caro amigo, não se cale, não se omita. Faça sempre a sua pequena revolução.

Não quero. E não posso. E não vou. E não devo. E não. Não!

É isso. 

ago 2011 08

O JEITO DILMA DE GOVERNAR1

Escrito por João Paulo Denófrio | Postado em Política | Tags: , , ,

Por João Paulo Denófrio

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É muito comum ouvir que quando o barco ou avião dá sinais de instabilidade, o comandante precisa “trazer” os controle para perto a fim de evitar um desastre. Pode ser justamente isso que a presidente Dilma Rousseff esteja fazendo já que 3 ministros caíram em pouco mais de 7 meses de governo. Ou seria o perfil administrativo dela que influencia e faz com que fique cada vez mais próxima de todas as decisões?

O fato é que no Palácio do Planalto muitos parlamentares e ministros têm reclamado do “jeito Dilma de governar”. Segundo eles, ela faz questão de acompanhar cada resolução e a importância dela como um todo.

Dilma é bastante detalhista e tenta impor seu ritmo de trabalhar em um perfil bem diferente de Lula. Além disso, ela anda irritada com a onda de denúncias feitas pela imprensa contra vários setores do governo. Na semana passada, Dilma disse que o governo não vai “abraçar” os casos de corrupção, mas também não irá se pautar pela imprensa.

Dilma Rousseff acompanha passo a passo cada decisão - Crédito: Antonio Cruz/Agência Brasil

Na verdade, a presidente teme que cada denúncia feita pela mídia cause um transtorno maior que o necessário e que o governo viva em crise constante, que talvez nem exista. Quem se aproveita disso é justamente a oposição. Os partidos de direita têm pressionado a presidente a fazer uma varredura no ministério da Agricultura, depois das denúncias envolvendo o ministro Wagner Rossi e da queda do secretário-executivo da pasta, Milton Ortolan, acusado de ligação com um lobista.

A oposição cobra a demissão de Wagner Rossi e alega que Dilma o protege porque ele é do PMDB e afilhado do vice-presidente Michel Temer. Levando-se em conta esse cenário, é melhor mesmo a presidente olhar com cuidado o caminho já que há muita turbulência e passageiros tentando influenciar seu modo de conduzir o avião.

jul 2011 12

por Victor Oliveira

comportamento@blogdacomunicacao.com.br

Aproveitando a onda deste novo filme do cinema nacional, volto a conversar sobre o tema das drogas. Ainda não assisti a este trabalho, mas pela polêmica que ele está causando pode-se perceber o quanto o assunto é delicado, o quanto incomoda e quantos debates ainda vai gerar. Outro documentário atual que trata o assunto é o chamado “Cortina de Fumaça”, filme novo, que também conta com a participação do novo e badalado garoto propaganda da descriminalização da maconha, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Observando este segundo filme, é possível ver que alguma coisa realmente não anda bem, que o atual modelo de repressão está fadado ao fracasso e que ele é mantido por segmentos que detém interesse na continuidade deste padrão, que lucram muito com isso, com a forma pela qual a coisa é tratada.

É chegado o momento de discutir este assunto com mais profundidade. O Estado gasta rios de dinheiro numa repressão ferrenha, investindo em forças policiais, no judiciário e, principalmente, nos presídios, estruturas que já não mais comportam a quantidade de gente presa por tráfico de drogas, crime que mais leva essas pessoas para trás das grades e que, pela legislação atual, possui penas severas, sempre com reclusão em regime inicialmente fechado.

É preciso entender e enxergar que alguma coisa precisa ser feita com urgência. Apenas demonizar as drogas, repreender sua disseminação, sem dar uma contrapartida, sem ações na área da saúde, da educação, ações sociais, é, como se diz na linguagem popular, enxugar gelo. Aquele traficante preso na esquina é automaticamente substituído por outro, que corre para ocupar o posto e lucrar, ainda que por pouco tempo, com o comércio do entorpecente.

O Brasil é um país onde reina a hipocrisia, aqui os assuntos polêmicos são deixados de lado, principalmente pelos políticos, que temem perder votos por expressar um ponto de vista. Por que não encarar assuntos espinhosos de frente, resolver logo essas questões? Ir cobrindo com panos quentes é cômodo, mas o resultado é desastroso. Deixar do jeito que está é de praxe por aqui, mas até quando vamos suportar?

O pontapé inicial foi dado. O debate precisa surgir. Liberar ou não o consumo da maconha, regularizar a venda ou não, é coisa para o futuro O ponto crucial é discutir, ver o que está errado no atual modelo e buscar as alternativas para melhorar. E é preciso certa urgência neste sentido, sem demagogia, sem hipocrisia, sem preconceitos, sem opiniões baseadas em “achismos”, a coisa precisa ser discutida com dados acadêmicos, estudos científicos, com gente que entende e que possa finalmente resolver.

É isso.

abr 2011 23

QUEM É MELHOR: FHC OU LULA?2

Escrito por Editores | Postado em Enquetes | Tags: , , , , ,

Após o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso ter dito que a oposição deveria deixar o povão de lado e concentrar suas atenções na classe média, o ex-presidente Lula entrou em cena dizendo que “isso não deveria ser dito por alguém que tenha estudado tanto”. FHC retrucou e propôs um debate entre eles. Agora perguntamos a vocês caros leitores, quem é melhor: FHC ou Lula? Vale tanto no quesito de conhecimento, quanto na avaliação de mandato. Vote na nova enquete do Blog da Comunicação, localizada na barra lateral a direita do seu monitor.

Os ex-presidentes Lula e FHC durante a posse do primeiro em 2002 – Crédito: Divulgação

RESULTADO - A última enquete do blog tratou sobre as declarações de FHC sobre a oposição. Por isso perguntamos aos leitores se eles acham que o PSDB deve focar suas atenções na classe média, ao invés das camadas mais pobres da população. Para 63% dos leitores os tucanos devem investir na nova classe média. Os demais 37% afirmam que o partido não deve deixar os mais pobres de lado.

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